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7 de mar. de 2020

TAÇA RIO - 2ª RODADA

Time vai ao Maracanã enfrentar o Flamengo,
faz um bom primeiro tempo, vacila na segunda etapa,
e perde o jogo - 3x0




PRÉ JOGO


- 15:50. Escalação: Gatito, Barrandeguy, Marcelo, Rhuan Renato, Danilo, Cícero, Alex, Nazário, Cortez, Pedro Raul, Luís Henrique.

- 17:20. Um novo informe mostrou o Carli no lugar do R. Renato e Kanu completando a zaga. Com isto, Marcelo foi para a lateral. Outra mudança:  Cícero ficou fora para a entrada do Caio Alexandre.




___________________________

PRIMEIRO TEMPO.

18h. O Botafogo entrou em campo sem se intimidar com o tal poderio que se alardeia haver do outro lado. E com isso, tivemos mais escanteios, colocamos uma bola na trave e fizemos  gol no finzinho, anulado (Luis Henrique estava em impedimento). Monstros nesta primeira etapa: Marcelo, Caio Alexandre e Luis Henrique. Gatito não trabalhou.

FINAL.

E os monstros perderam totalmente a força na segunda etapa. Foi incrível como o Marcelo, que antes do intervalo anulou todas as jogadas de ponta do adversário fosse quem fosse que avançasse por aquele setor, deixou aquele lado do campo completamente desguarnecido na volta do intervalo, com um perdido Kanu ali a mercê de quem chegasse para entrar na nossa área.<<

E aí, deu-se a desgraça. Aquele time certinho, vibrante e ofensivo da primeira etapa simplesmente virou pó. Voltamos cansados, preguiçosos e fomos presa fácil para as estocadas deles, que por sua vez voltaram bem mais ligados. Tomamos sim, o segundo gol na base do azar mas o fato é que a desandada do elenco em campo nos 49 minutos finais foi que justificou esta derrota muito inconveniente. Menos mal que perdemos para o melhor time do país na hora em que poderíamos perder, mas que a comissão técnica abra bem os olhos caso os enfrentemos na CB mais lá na frente.

3 de mar. de 2018

BOTAFOGO x FLAMENGO



Times se enfrentam no Nilton Santos pela terceira rodada da Taça Rio

Botafogo 0x1 Flamengo


A DERROTA

A melhor definição que vi hoje para explicar jogos assim, veio de uma postagem num dos grupos alvinegros que sigo no face. Disse o torcedor: "não somos fregueses do time deles. Somos fregueses dos juízes".

O JOGO

Eles não jogaram absolutamente nada; e o nosso time enganou em praticamente tudo. O sistema 'arame liso' do Botafogo jogou como nunca....e perdeu como sempre.

Tomamos aquele gol em impedimento e com o nosso adversário acuado, defendendo o resultado o tempo todo, a consequência natural seria o nosso empate. Só que não temos um meio de campo que crie, nosso 10 é sofrível e o bom Ezequiel está em fase de baixa.

Assim, de nada adiantaram os 54% de posse de bola (com picos de 70%) se, naquela pressão absurda, conseguimos mandar apenas 2 bolas difíceis no gol deles, com defesa do seu goleiro.

O Botafogo precisa repensar seriamente a questão das contratações, voltando as baterias com urgência para um 10 e outro atacante para os lados do campo, pois com Pimpão já deu.

Hoje, vi pela primeira vez o Leandro Carvalho, aquele das orelhas avantajadas. Vi e não gostei. É afobado, nervosinho, tipo aqueles bons jogadores de times pequenos. Aqui no Botafogo, afirmo sem medo de errar que ele não vai se criar. E segue a nave - próximo adversário: Bangu.



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10 de fev. de 2018

SEM SURPRESAS



BOTAFOGO 1 X 3 FLAMENGO

Gostaria de dizer igual ao Silvio Santos: Não vi e não gostei. Mas eu vi. Não queria, mas eu vi.

Sem surpresas, fomos dominados sem padrão de jogo, sem criatividade, sem comando. Para não dizer que não houve surpresa nenhuma: não chegamos a ser goleados e conseguimos fazer um gol. É, esse time do Flamengo, que ainda pode evoluir, conseguiu tomar um gol de um bando em campo.

Sobre o nosso time, pouco a dizer. Jogadores como Arnaldo, Gilson, Pimpão, e alguns outros, podem compor um elenco se tiverem alguns bons por perto, e um técnico a comandar e dar padrão. Nosso adversário de hoje mesmo tem os seus perebas, como Pará, Everton, e outros que não conheço. Ainda bem, pois senão seria pior para nós.

Agora só nos resta esperar nossa direção mostrar alguma lucidez (é pedir muito?) e começar algum planejamento para 2018, pois já tem muito tempo perdido. Brasileirão e Sulamericana chegam em breve, menos de 60 dias, e se deixar o tempo passar só piora.

Segundo turno do Carioca só pode servir mesmo como laboratório para essas competições. E aí não dá para dizer que a torcida não teve paciência, ou cobrou resultados no Carioca que não vale nada. Tivemos muita paciência, mas desde o jogo contra o Madureira que a tragédia (na Copa do Brasil) e ficar de fora dessa final da Taça Guanabara já estava traçado.

Se forçarmos a barra para buscar alguma coisa desse jogo, eu só diria a assistência de Renatinho para Kieza, e a seriedade e serenidade que alguns jogadores, como Marcelo, Rabello e João Paulo demonstraram.

Agora é começar 2018 e torcer que façam algum planejamento de fato, pois até agora foi nulo.

Abraços.

4 de jun. de 2017

VIRANDO A CHAVE - DE NOVO

Atuando em 3 competições,
clube volta as baterias para o brasileirão.



BOTAFOGO 0x0 FLAMENGO
Em Volta Redonda

Jogo válido pela quarta rodada do campeonato.

Perdemos o Vitor Luis e o Airton ainda durante a primeira etapa. Perdemos a melhor chance de gol do jogo. Mas tenho certeza de que não perdemos o foco.

Estamos numa particular temporada "européia-alvinegra", que começou na reação no brasileirão passado e parece não ter data para acabar, 'desembarcados' numa espécie de plataforma que bem poderia ter na sua faixada, um slogan dizendo "vença-me, se puderes!".

Pois é meus amigos. Chegamos ao maravilhoso patamar de "time difícil de ser batido", o que não é nenhum exagero. Nossos adversários encontram enormes dificuldades para entrar na nossa área ou então, entrando, para chegar à frente do nosso goleiro com a bola limpa.

Aprendemos a jogar como fazem estes "times-surpresa" ou então os vários elencos com que o Grêmio se mantém como time brasileiro com inúmeras participações em Libertadores, com duas conquistas.

Vimos reclamando de elenco mas e esta profusão de nomes que não param de surgir, da base ou de fora, como o eficiente Arnaldo?

Pois é. Chegamos aos 7 pontos no campeonato, bem próximo dos líderes e agora, sem o 'motor' Vitor Luiz, vamos encarar o Santos fora de casa. Mais uma batalha, mais uma entrega, que joguemos por mais uma Vitória.

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23 de abr. de 2017

NUNCA É BOM


BOTAFOGO 1 X 2 FLAMENGO

Fomos a campo, para esta semifinal de campeonato estadual para lá de esvaziado (será que a manchete de O Globo repetirá isso?), com um time quase titular, ou titular diante das circunstâncias de contusões e suspensões. Gatito, Fernandes, Carli, Emerson, Vitor Luiz, Lindoso, Dudu Cearense e João Paulo, Camilo, Pimpão e Roger.

Mas a verdade é que, além das ausências de Bruno Silva e Airton, o que enfraquece por demais nosso meio, tanto defensivamente como quanto ao passe e saída de bola, o nosso principal desfalque foi a vontade.

O resultado não poderia ser outro, e com justiça nos livramos de ter que jogar mais uma partida, a final deste estadual. 

Mas perder nunca  é bom. Perder em clássico, pior ainda. Num jogo eliminatório, muito pior. De qualquer forma, que me perdoem os mais puristas e fanáticos, acho que nos demos bem.

Agora é focar no jogo de quarta, onde devemos ter Airton e Bruno Silva de volta. Ficar atento ao anúncio do nosso presidente sobre a contratação que vem, provavelmente lateral direito. E depois fazer uma boa preparação para o jogo contra o Barcelona, em casa também, que pode selar nossa classificação.

Que a torcida compareça nesses próximos jogos. O de hoje não era para se preocupar mesmo.

Abraços.

3 de mar. de 2015

MAURÍCIO - ASSIM SÃO OS ÍDOLOS

Imagens exclusivas - Botafogo Eterno


Ídolos no Maraca, 
no clássico dos 450 anos


Assim se fazem ídolos


Convidados para assistir ao jogo 'Rio 450' por uma emissora de rádio, postados no camarote da referida empresa, P. C. Caju, Carlos Roberto, Joel Natalino e Maurício/89 foram flagrados pela câmera do Botafogo Eterno (ééé.. estamos chegando lá).

Como se vê pela imagem acima, o arrogante P. C. Caju, o oportunista Natalino e o arredio Carlos Roberto permaneceram sentados, curtindo o local. Não se mexeram um milímetro para atender às pessoas postadas na arquibancada. Devem ter dado atenção apenas aos que estavam ao lado.

Já o Maurício, não só ficou afastado dos demais, junto a familiares (esposa, provavelmente), como saiu várias vezes para vir ao alambrado fazer selfies conosco. Acima, o ídolo na comemoração do gol do Botafogo.


Estáticos nos seus assentos, P.C. Caju e Carlos Roberto não esboçaram 
qualquer reação no sentido de atender ao público da arquibancada.
Em pé atrás deles, Natalino só tinha ouvidos para microfones



Ídolo é ídolo - Maurício saudando o nosso chamado da arquibancada
Os demais, ao fundo, absortos e alheios ao público.



O selfie do blog (Paret) com o ídolo

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1 de mar. de 2015

BOTAFOGO X FLAMENGO - RIO450

NOSSO PRIMEIRO CLÁSSICO DO ANO



BOTAFOGO 1 X 0 FLAMENGO

Vitória. Liderança e invencibilidade. O Rio é Botafogo.

O jogo começou com domínio territorial e de ações por parte deles, mas com 5 minutos o jogo já estava equilibrado, mas sem empolgar. Jogo estudado, sem jogadas bonitas, travado. Não deu outra, apesar de nossa zaga insegura e nervosa, o primeiro tempo terminou 0 a 0.

O jogo de poucas chances do primeiro tempo se modificou para um jogo de mais espaços e mais correria no segundo tempo. E num balanço de jogo lá e cá conseguimos, tirando algumas bizarrices da nossa zaga, como uma cabeçada pra trás do Giareta que o Jefferson teve que espalmar quase entrando no ângulo, tivemos sim as maiores chances.

Sim, foram 3 bolas na trave, duas em cobrança de faltas, e a terceira em belo chute de Tomas, que acertou a trave e voltou para explodir no goleiro deles e entrar.

Passamos com louvor no primeiro grande teste, jogando 90 minutos de igual pra igual com um time já montado e que está com um belo reforço no ataque, com este incisivo Marcelo Cirino. E no final fomos  presenteados com uma vitória, quando o empate já era ótimo resultado.

Cada vez me convenço que estamos com ótimo volante, Willian Arão, e ainda ficamos esperando a volta de Diego Jardel (veio mas não apareceu) e de Rodrigo Pimpão. E pode ser que a partir de hoje o Tomas, desencantando com o belo gol, passe a ser o meia que estamos esperando.

Agora é seguir a preparação, pois teremos mais um clássico, contra o Flu, e mais uma vez um empate é ótimo para nós.

Abraços.


27 de fev. de 2015

O CLÁSSICO DOS 450 ANOS DO RIO


Botafogo encara o Flamengo

As notícias desta sexta-feia mostraram o acordo fechado com o clube com a empresa de vendas Netsohes para o patrocínio pontual dos clássicos a serem disputados no carioca e, ainda, a desistência do Botafogo em permanecer com o Pimentinha. Problemas médicos emperraram o acerto do contrato mas como as notícias ainda não são conclusivas, é possível que se fale mais no assunto nas próximas horas.

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25 de out. de 2014

GANHAR É SEMPRE BOM, DO FLAMENGO, MELHOR AINDA



BOTAFOGO 2 x 1 FLAMENGO
Em Manaus

E o eterno freguês cumpriu sua parte

Vencemos, 3 pontos na conta, mas continuamos no Z4.

Por outro lado estamos a um ponto de sair dela, mas nosso próximo adversário é o todo poderoso e claudicante Cruzeiro. Uma goleada não é improvável, mas um empate não é impossível.

Hoje enfrentamos um Flamengo desinteressado, focado em outra competição, com vários desfalques, o que significou jogadores querendo mostrar serviço, e nosso time se portou direito.

Primeiro o improvável, o inusitado, abrimos o placar em bela jogada com gol de Rogério. Depois ampliamos o placar com Wallyson (Quem?). E faltando 15 minutos para acabar o jogo eles diminuíram.

Bem, faltando 15 minutos não, faltando 21, pois o árbitro mandou levantar a placa de "até o Flamengo empatar", dando mais 6 minutos de jogo. Pensei que o desespero fosse bater, mas o time se portou bem, e faltou organização, experiência e ímpeto ao adversário.

Resultado para se comemorar, para zoar torcedor adversário, mas que não serve para criar falsas esperanças: nosso elenco é rebaixável, só falta saber se existem 4 mais qualificados para isso ou não, pois muitos são fraquíssimos.

Agora é torcer para arrancarmos pelo menos um ponto frente os azuis mineiros, e isto se torna mais realizável por conta do jogo que eles tem no meio de semana. Não custa sonhar.

Abraços.

9 de mar. de 2014

FIM DE SEMANA SEM BOTAFOGO


BOTAFOGO 0 X 2 FLAMENGO

Muito chato fim de semana sem jogo do Botafogo...

Inicialmente pensei em ir ver o jogo no Maraca, falei com os filhos, eles toparam sem entusiasmo, mas toparam. Depois fui falar com meu pai, nem pensando em que ele acompanharia a ida ao jogo, mas ele se adiantou convidando para assistirmos na TV.

Com seus 74 anos de experiência já vaticinou: vamos com time reserva, não vale nada pra nós, nossa torcida não vai, eles vão com time titular, e se ganharmos, os gatos pingados deles que irão, querendo ver o título deles (que agora que ganharam vale muito) vão querer confusão...

Dito isso, resolvida uma tarde de domingo em casa, família reunida, para não desperdiçar o domingo.

Resultado é que alguns petiscos rolaram, algumas garrafas de vinho tombaram, e até tentamos ver futebol, e ver o Botafogo jogar. Mas não conseguimos.

Jogo feio, sem vontade, de ambas as partes. 2 a 0 finalizado nos instantes finais, onde o Botafogo, meio sem jeito, meio sem vontade, até tentou empatar, até mais um falha da defesa permitir o segundo gol deles já nos acréscimos, isso com nosso time estando com 1 a menos, por conta da expulsão do Airton, misto da truculência dele com a incompetência, má vontade, e direcionamento da ridícula arbitragem, que errou um monte de coisas, para os dois lados.

Até o público foi ridículo, pouco mais de 9 mil pagantes em um clássico que poderia decidir, e decidiu, a Taça Guanabara, torneio outrora importante, e hoje relegado momento de marketing vazio e bisonho por parte da Globo.

De futebol, posso dizer que é inadmissível ver um time tão conformado, tão sem vontade, tão querendo ver o tempo passar. Renato cada vez mais omisso, entrando em um ciclo Lúcio Flávio de dar dó.

Uma zaga que às vezes bate cabeça, mas que apesar de baixa técnica, podemos ver alguma vontade em  Dankler e André Bahia. Laterais que não apoiam, e sendo um deles um Lucas que parece nunca voltar de contusão. Daniel que não consegue sair da base, e que só vejo chances de deslanchar se passar a jogar com um time arrumado e que renda, sem depender dele.

Na frente um Henrique esforçado, que tenta, tenta e tenta, e só tenta. Bolatti... não sei, parece estar na condição do Daniel, ou do Lucas, esperando um time para poder jogar. Espero que Bolatti não seja só um novo projeto de Renato.

Junior César... também apagado. E Zeballos, tentou apitar o jogo e mais nada, mas nisso a pequena torcida do Flamengo foi mais eficiente, pois o árbitro, incompetente e inseguro, tentou se guiar pelos escassos gritos dela.

No segundo tempo pudemos ver Gegê, Fabiano e Yguinho em campo. Nada de diferente além de um pouco mais de vontade e correria, que até ajudou a equilibrar o jogo contra um insosso Flamengo, que parecia não querer muito mais do que esperar os 90 minutos passarem.

Vamos esperar por quarta-feira, imaginando ver um time descansado e aguerrido, querendo vencer e carimbar a vaga para a próxima fase. 

Desse não-Botafogo de hoje vou manter a razão e seguir guardando distância.

Abraços.

22 de out. de 2013

EM BUSCA DO TOPO - PARTE II

Botafogo comemora classificação às semifinais da Copa do Brasil sub-20

 Amigos,

A postagem do jogo contra o Vasco ficou com o pré-título, era nossa expectativa, acreditando numa vitória. Naquele momento não tínhamos certeza, na verdade Paret não tinha nem ideia, de que jogaríamos com reservas. Um time sub-23, com média de idade de 21 anos.

E só empatamos. E o título no Brasileirão, que já beirava o impossível, ficou só pela matemática. Mas o título da postagem é válido, e estamos subindo, degrau a degrau. Amanhã faremos o segundo jogo das quartas-de-finais da Copa do Brasil, rumando a outro título. Não será nada fácil amanhã, e nem prosseguindo na competição. Mas o Botafogo está subindo, continuadamente.

Hoje o nosso time sub-20, com Daniel que estreiou nos titulares no domingo, de volta e envergando a 7, conseguiu a classificação para as semifinais da Copa do Brasil sub-20. Vi entrevista do Maurício Assumpção no intervalo, e é um time jovem, no primeiro ano dos juniores. Maurício exaltava este trabalho da base e citou os garotos que poderiam estar ali reforçando o time: Andrey, Gilberto, Dória, Dedé, Gegê e Sassá, são alguns que me lembro.

O time sofreu, empatou por 1 a 1 aqui e por 1 a 1 lá, e levou a vaga nos penaltys. Vi um bom goleiro Marlon, uma boa zaga Rabelo e Keirlison, o atacante Vinicius, e os meias Daniel e Mateus. Ainda tem Andreazzi e Baiano, volantes, e um bom lateral esquerdo.

E o time principal? Busca a vaga nas semifinais contra o Flamengo amanhã. Vencendo estaremos também no G4 da Copa do Brasil. São ótimos resultados, uma demonstração de crescimento.

Mas e a vaga na Libertadores? Pensei em fazer minucioso estudo mostrando que ela está encaminhada, mas vou deixar o trabalho dos detalhes para os amigos, ou para a discussão dos comentários. Posso dizer o seguinte, pelo Brasileirão o site da UFMG nos dá 66%. Mas é um número frio sem levar outras coisa em conta.

A vaga pode vir pela Copa do Brasil também. Se são 8 times, se as chances forem iguais, é 12,5% para cada um. Passando amanhã, sobram 25% para cada.

Mas não é só isso. Vejam que nossos adversários principais pelo G4 no Brasileirão, Grêmio, Atlético-PR e Goiás, também estão na Copa do Brasil. Minha análise é a seguinte: se não nos classificamos nela, e eles avançam, terão duas semanas difíceis. É jogo amanhã e quinta, depois Brasileirão no fim de semana, uma semana de folga, e aí é direto, fim de semana de Brasileirão, meio de semana de Copa do Brasil. Não sei se há alguma folga, mas parece que não.

E ainda tem mais um detalhe: se um desses 4, incluindo nós mesmos, chega ao título da Copa do Brasil, abre-se vaga para o quinto colocado, ou seja o G4 vira G5. É mais um fator para se levar em conta e aumentar nossas possibilidades.

Então não é otimismo exagerado, é uma observação séria de que todos os ventos estão favoráveis. Há risco de tempestades? Sim, um brasileiro ganhar a Sulamericana seria uma. O grupo dar outra desandada, também. Mas não vejo isso como provável, e acredito mesmo que a descansada de domingo, permitindo treinos na segunda e terça, façam muita diferença.

A sorte está lançada. E está a nosso favor.

Abraços.

13 de out. de 2013

BOTAFOGO 2 x 1 FLAMENGO


BOTAFOGO EM BUSCA DO TOPO



Amigos, o que dizer depois de uma partida destas? De uma vitória destas? Inclusive o Paret sabe que se está difícil escrever, mais difícil ainda está falar.

Sabemos que esta vitória já deveria ter vindo a mais tempo. Não é de hoje que somos superiores em diversos jogos e eles arrancam, sem nem saber como, um empatezinho, que saem comemorando como se fosse uma vitória.

Mas em dia que Seedorf entra pra jogar, que Rafael Marques mesmo começando meio apagado, soube brilhar, com lances monumentais, e o principal, em dia que Gegê mostrou que veio para ficar, não tinha como.

Foi sofrido, de virada, pois mais uma vez eles conseguiram um golzinho no início. O excelente empurrador de bolas deles recebeu passe açucarado dentro da área, e colocou lá dentro sem chances para Renan. Se a zaga demorou no bote, a verdade é que a troca de passes foi muito rápida. Na verdade a falha foi fora da área.

Em outro Renan ainda falhou, espalmando pro lado bola perfeitamente defensável. Mas no segundo tempo fez ótimas defesas, e soube dominar a pequena área, provando que para vir a ser um grande goleiro só lhe falta a segurança que ele só irá adquirir jogando.

Renato conseguiu ter altos e baixos, mas fez muito bem aquilo que sabe melhor: passar. Ajudou muito quando o time tinha a bola, o que no primeiro tempo foi quase sempre.

O empate saiu ainda no primeiro tempo, em jogada bem tramada pela esquerda, acho que entre Júlio César e Seedorf, que caído ou caindo conseguiu encontrar Gegê na área, que mais uma vez mostrou maturidade e tranquilidade para matar e procurar o canto.

O segundo tempo não começou muito diferente. Bola nossa, ação nossa, e a minoria botafoguense cantando e empurrando o time, diante de uma multidão rubro-negra quase que calada.

E foi nesse segundo tempo que vimos Rafael Marques receber uma bola na direita, avançar um pouco e virar o jogo, em passe magistral, lá na esquerda, para Seedorf livre. O Negão matou maravilhosamente bem, adiantando a bola, impedindo a chegada do marcador. Avançou pela ponta esquerda, e devolveu a bola. Sim, devolveu, retribuindo o passe viajante, agora da esquerda para direita, para encontrar de volta Rafael Marques, que avançara livre e matou na entrada da grande área, e chutou forte e indefensável no canto oposto. Jogada sensacional, valeu o ingresso, o sócio-torcedor, o fim de semana. 

A jogadaça Seedorf/Rafael Marques


Mas infelizmente a bola explodiu no pé da trave, e não foi gol. Não naquele momento. Mas em jogada posterior Rafael deixou o dele, confirmando o apelido de Homem-Clássico. Estava desenhada a vitória do Botafogo, que nos alçou de volta à vice-liderança do campeonato. Cavalo paraguaio? Piada sem graça e sem sentido. Mangalarga Marchador, marchando em direção ao topo. Título? Quem sabe... vamos consolidar esta vice-liderança e mirar, neste momento, os 62 pontos.



O final de jogo ainda foi sofrido. Recuamos muito, mais uma vez sentimos o cansaço, eles pressionaram, mas a verdade é que são um time muito fraco. Estão com um esqueminha de jogo certinho, bem treinado, correm bastante, mas não possuem quase qualidade técnica nenhuma. Então, mesmo com algum sufoco, seguramos o resultado e chegamos à vitória.

Agora é seguir a caminhada. Alguém ainda duvida?

Abraços!




ANO - 2013           DIA - 13
Última vitória em brasileiros - há 13 anos

Os gols da vitória - Lancenet
Após o gol deles, olhei para o Henrique ao lado (ficamos no setor sul superior) falando que não tinha medo de derrota ou de novo 'blablablá' por parte deles, com aquela coisa de escrita, visto estar bem claro para quem ficou tranquilo assistindo à partida que o mote do time deles é, sim, uma boa organização para chegar à área mas sem qualquer criatividade no meio, com uma defesa fraca e sem qualquer organização tática razoável, talvez fruto dos fraquíssimos jogadores que possuem.

Fiquei tranquilo então, mesmo sem saber se empataríamos ainda naquele primeiro tempo ou se isto viria na segunda etapa, com o velho risco de tomarmos um contraataque. Mas aí amigos, a má sorte tem hora, já nos perseguiu por anos a fio e hoje, hoje meus irmãos alvinegros, era dia 13, do ano 2013 e para tirar os tais 13 anos de escrita em brasileiros, nada como uma vitória com o time jogando bem e com alguns dos nossos atletas decisivos também voltando à velha forma.

Aquele bom Seedorf, por exemplo, já está quase de volta e o eficiente Rafael Marques tornou-se hoje um perigo para qualquer sistema defensivo. Já na parte do 'berçário', saiu mais uma criança "levada" (Gegê) andando como se adulto fosse, e que, mesmo nervoso por ter que entrar de saída num jogo tão falado e tão chato, teve tranquilidade suficiente na área para tirar o zagueiro e colocar a bola e não, a isolar na direção do goleiro. O técnico, por sua vez, parece ter voltado do problema de saúde menos arrogante e mais preciso, pois viu Alex não render nada e o tirou no início do segundo tempo e, ato contínuo, vendo o substituto deste, Henrique, igualmente nada fazer, o tirou no final para a entrada do Hyuri.

O Botafogo está quase voltando ao patamar daquela mágica partida contra o Atlético-MG aqui no Maraca (os 4x2 da CB) e para isto, é importante tentar vencer lá em Salvador na próxima quinta-feira. De todos os jogadores que tínhamos pendurados em cartões, nenhum deles estará fora e assim, só no jogo da volta já no domingo aqui no Rio, contra o Vasco, é que poderemos atuar sem uns 2 ou 3. Nada que assuste.

Então meus amigos, a conclusão lógica é que o time do Botafogo (aquele do qual tanto gostamos) está voltando. E, creiam, começou a fase ruim do tal super Cruzeiro. Este final de campeonato vai ser muito interessante.

Agora uma continha básica:

Este adversário de hoje não nos vence em brasileiros
há exatos e longos 3 anos.

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12 de out. de 2013

VENCENDO O CANSAÇO


Amigos,


Está aí. Passei por cima do cansaço, e peguei hoje o meu ingresso para o jogo de amanhã. Cabem duas explicações:


- primeiro, é meia-entrada porque sou Sócio-Torcedor na modalidade Sem Fronteiras. Muitos podem estranhar, por ser um plano tipicamente para quem mora fora do estado, mas ele me atende bem. Pago 25 reais por mês tendo direito a meia-entrada em alguns setores. Para mim pareceu melhor do que pagar 50 reais e ter entrada para só um setor, isto porque eventualmente vou com outras pessoas, meu pai, o amigo que foi na final do estadual em Volta Redonda, o pessoal do trabalho, e o Paret, e cada um tem sua preferência de local, tanto no Maraca como antes, no Engenhão.

- segundo, é sobre este cansaço, na verdade consequência de uma gripe pesada, ela mesma consequência de exageros cometidos por quem já se aproxima dos 50 anos... uma ida a escola de samba num sábado, uma festa de bodas de prata na outra sexta, o Rock in Rio no domingo, e um jogo do Botafogo, contra este mesmo Flamengo, na quarta, com vento e chuvisco. E pronto, estou eu me arrastando a quase duas semanas, tendo faltado a jogos importantes, como contra Ponte e o Grêmio.

Mas superei esta fase, e estarei amanhã, quase firme e quase forte. Não será 100%, mas em condições de ver um Botafogo, também em recuperação, derrotar o Flamengo. É isto que todos esperamos.

Pois é, e já que falei em cansaço, e falei em Botafogo se recuperando, venho trazer nesta postagem uma avaliação que fiz. Tanto se falou da nossa queda de rendimento, do cansaço que o time está sofrendo, se tem ou não tem elenco, de como jogadores se mostram mal física e tecnicamente. Até o boato de briga no elenco, com turma do Seedorf e turma do Jefferson, coisa que saiu em rádios e blogs, e que eu ouvi inclusive de um colega de trabalho, que está sempre com o pai de um importante membro da comissão técnica, já foi justificativa.

Mas vendo e analisando o jogo contra o Náutico eu me convenci que é mesmo cansaço. O time está sofrendo muito com isso. Mas porque o Botafogo mais que os outros? Ou não estamos sofrendo mais? Bem, nossos números, a queda de rendimento e pontuação é algo claro. O Paret apontou como o fim do tic-tac, que ficou "manjado", marcável. E lembrei de como o Brasil acabou com o tic-tac da seleção espanhola na final da Copa das Confederações. Forcem a memória, vejam como aquele jogo foi semelhante em tudo à nossa derrota para o Cruzeiro. Claro, não comparo o Cruzeiro à seleção brasileira, e nem o Botafogo à espanhola. É uma comparação somente de estilos, e de força relativa.

Este foi o primeiro estalo. O tic-tac não está morto, mas é marcável sim, mas exige uma dose de sorte e muito, mas muito esforço. O segundo estalo ocorreu também no jogo contra o Náutico, o Botafogo trocava passes, mas ninguém se deslocava! Eu pensei: "caraca, isso parece Totó, os jogadores presos e só a bola rola". Mas marcar isso exige desgaste do adversário, e muitos não conseguem, e é aí que vencemos.

E o nosso cansaço? Vem deste tipo de jogo, que funcionou melhor com o Náutico porque o passe do Seedorf entrou (0 erros), até mesmo porque a marcação tinha dificuldade de chegar junto. Outro fator foram as viradas de bola precisas de Renato. Bola pingando de pé em pé, lado do campo congestionava, e ia lá o Renato virar para o outro lado. E o adversário tendo que correr e se reposicionar. Desgaste e mais desgaste.

Quem teve paciência de ler até aqui  e refletiu já deve ter chegado à mesma conclusão que eu: ora, este futebol cansa mais o adversário do que ao Botafogo. Verdade, mas cansa os dois! E se é isso mesmo, qual a conclusão? Nossos adversários saem desgastados de jogos contra nós. Foi a partir desta tese que fui fazer um levantamento que pudesse comprová-la, e minha ideia foi simples, a pergunta que pode comprovar a tese se resume a:

QUAL O DESEMPENHO DOS NOSSOS ADVERSÁRIOS NO JOGO SEGUINTE AO QUE FIZERAM CONOSCO?

Fui pesquisar, catei a tabela do campeonato todo, seguindo a conta oficial rodada após rodada, o resultado é este:

Jogo rodada x      - Jogo rodada x+1  - pontos obtidos

Corinthians 1 x 1  – Goiás 1 x 1       - 1
2 x 1 Santos       – 1 x 1 Grêmio      – 1
2 x 1 Cruzeiro     – 1 x 0 Corinthians – 3
Bahia 2 x 1        – Vasco 1 x 1       – 1
Ponte 0 x 2        – Náutico 1 x 3     – 3 **
1 x 0 Flu          – 2 x 3 Inter       – 0 *
Grêmio 2 x 1       – Criciúma 2 x 1    – 0 *
2 x 0 Náutico      – 3 x 0 Inter       – 3 *
Fla 1 x 1          – Bahia 3 x 0       – 0
2 x 0 Vitória      – 2 x 1 Portuguesa  – 3
Vasco 2 x 3        – 1 x 1 Ponte       – 1
CAM 2 x 2          – Náutico 0 x 0     – 1
1 x 1 Goiás        – 1 x 1 Fla         – 1
3 x 3 Inter        – 0 x 0 CAM         – 1
Portuguesa 1 x 3   – CAM 2 x 1         – 0 *
CAP 2 x 0          – Náutico 1 x 4     – 3 *
0 x 0 São Paulo    – 1 x 2 Criciúma    – 0
3 x 1 Coritiba     – 2 x 0 São Paulo   – 3
Criciúma 1 x 2     – Bahia 2 x 2       – 1
1 x 0 Corinthians  – 1 x 2 Goiás       – 0
Santos 1 x 2       – Grêmio 1 x 1      – 1
Cruzeiro 3 x 0     – Corinthians 0 x 0 – 1
1 x 2 Bahia        – 0 x 0 Vasco       – 1 *
0 x 1 Ponte        – 1 x 2 Náutico     – 0
Flu 1 x 1          – Inter 1 x 0       – 0
0 x 1 Grêmio       – 1 x 2 Criciúma    – 0
Náutico 1 x 3      - ?

Explicando a tabela. Na rodada 1 jogamos contra Corinthians, fora. Resultado Corinthians 1 x 1 Botafogo. Na rodada 2 o Corinthians jogou contra o Goiás, mando do Goiás, resultado, Goiás 1 x 1 Corinthians, nosso adversário marcou 1 ponto. Na segunda linha, a rodada 2 enfrentamos o Santos jogando em casa, Botafogo 2 x 1 Santos. Na rodada seguinte o jogo foi Santos 1 x 1 Grêmio, 1 ponto marcado pelo Santos. E assim vai, rodada a rodada a tabela.



Conclusão? Analisando as 27 rodadas podemos obter 26 jogos, pois o último, o Náutico, ainda não fez sua partida seguinte para vermos o que acontece.

Nessas 26 partidas seguintes, nossos adversários fizeram 29 pontos, ou um aproveitamento de 37%, sendo 6 vitórias, 11 empates e 9 derrotas. É um aproveitamento muito ruim, próximo ao da Ponte Preta, penúltimo colocado, quando deveríamos esperar algo mais próximo da média do campeonato, pois é uma pontuação onde todos clubes contribuem um pouco.

Estaria minha tese correta? Não sei, mas resolvi ir mais longe. As partidas marcadas com * são aquelas em que houve uma semana de intervalo, por conta de outras competições ou qualquer motivo. Ou seja, nesses casos nosso adversário teve uma semana para descansar, ou teve outro jogo fora do campeonato brasileiro, após jogar conosco. A partida marcada com ** ocorreu antes da para da Copa das Confederações, ou seja, o jogo seguinte foi um mês depois.

Então separando estes dois grupo de partidas, temos:

Jogos dos adversários com meia semana de intervalo
19 pontos em 19 partidas, ou 33% de aproveitamento - 3 vitórias, 10 empates, 6 derrotas

Jogos dos adversário com uma semana ou mais de intervalo
10 pontos em 7 partidas, ou 47% de aproveitamento – 3 vitórias, 1 empate, 3 derrotas

Se estou certo sobre o que está acontecendo, eu não sei. Mas é fato que nossos adversários estão tendo péssimo rendimento depois de jogar conosco. Isto é fato.

Então vamos vencer o cansaço, e cansar mais uma azeitona amanhã, para somar os 3 pontos que precisamos. A vice-liderança está logo ali... pertinho, podemos chegar nela amanhã mesmo.

Abraços.

25 de set. de 2013

RUMO AO TÍTULO - COPA DO BRASIL


Quartas de final da CB
Botafogo 1x1 Flamengo

Nesta sequência que eles tanto gostam de mencionar como de supremacia (não os vencemos, dizem sempre), este, seguramente, deve ter sido o "centésimo" empate entre os dois times de 2000 para cá. Vou ver se no jogo do brasileirão, coloco aqui a sequência de partidas desde o nosso 3x1 daquele ano.
____________________________________________________

No fim do primeiro tempo, lá do Maraca, o Carlos Henrique me passou um SMS reclamando da atitude do time e de mudanças para o intervalo, claro, incluindo o Seedorf entre os que deveriam sair. Mas o time voltou, mudou e não venceu porque a fase não é boa e, o mais importante agora, passou a ser recobrar a confiança e reimplantar aquele bom toque de bola para a sequência da temporada.

Com este resumo acima, vimos num primeiro tempo um Botafogo totalmente envolvido por um adversário voluntarioso e só. Fizeram um belo gol, tocavam a bola como se o Botafogo fossem e nem parecia que o nosso time era o vice líder do brasileirão e o deles, um dos candidatos ao Z4. Mas foi assim que sofremos por toda a primeira etapa.

Os gritos da nossa torcida antes da bola rolar até ecoavam bonito, vindos da TV, mas o time, infelizmente, não conseguiu levar este incentivo para os pés. Perdíamos tudo, de passes a bolas pelo alto. Todo rebote era deles e o toque que prevalecia era, invariavelmente, o do time adversário. Sofremos o primeiro chute perigoso logo aos 2 minutos, não fomos na área deles e, aos 12, deu a lógica. Numa arrancada pela esquerda, a bola foi cruzada na nossa área e o atleta deles a rebateu com precisão na cabeça do companheiro que completou no canto.

Nosso time então se perdeu em campo. Se não conseguia se impor antes do gol, a partir dele, nos arriscamos até a tomar o segundo e o terceiro. Pouco objetivo, nosso time ia à frente sem sequer chegar perto da área deles e os contraataques eram a consequência perigosa, já que a proposta deles era jogar com o time fechado e sair com rapidez para o nosso cmapo, claro que muito ajudados depois pelo gol logo cedo. Para se ter uma idéia da inoperância do nosso time, só fomos chutar a primeira bola a gol depois dos 37 minutos.

Mas nada como um tempo depois do outro. Retornando do vestiário com mudanças de posição (Seedorf recuou e Rafael Marques foi mais para perto da área), começamos a chutar a gol de tal forma que, lá pelo meio desta etapa, sofrêramos apenas um chute, contra os mais de 9 que lhes impusemos lá atrás. E, num deles, Edilson, que brilha na direita (não errou praticamente nada hoje), chutou com força para o meio da área para que a bola alcançasse o Rafael mas, quando o zagueiro marcador tentou interferir na jogada, a bola lhe tocou a perna e enganou o goleiro, morrendo nas redes.

O gol incendiou a nossa arquibancada e o time em campo, a ponto de não termos virado, logo 2 minutos depois, por pura falta de sorte, numa bela troca de passes entre Rafael e Lodeiro dentro da área. E não só equilibramos as ações a partir do gol como, principalmente, anulamos qualquer possibilidade de que pudessem nos incomodar, mesmo com todas as alterações feitas pelo técnico adversário. Ele trocava jogador para atacar pela ponta e a nossa marcação não bobeava, reforçava o meio e Mattos ajudado por Gabriel fechavam o setor como nos bons tempos.

O time melhorou a tal ponto que só não virou o jogo devido mesmo à fase ruim e ao fato de ainda termos o Seedorf muito abaixo do que pode render, apesar de ter melhorado muito na segunda etapa. Alex entrou então no lugar do cansado Lodeiro aos 30 mas este aí, já sabemos, só dá certo quando todo o time vai bem e assim, nem a posterior troca do Hyuri pelo Otávio, 4 minutos depois, rendeu mais nada, apesar de termos visto mais uma vez o garoto dos juniores fazer boas jogadas. No fim, com as cãimbras do zagueiro substituto Dankler, Zen entrou e foi para o meio, ficando o Mattos recuado na zaga. Não deu mais tempo para organizar melhor o time e tentar a virada.

O jogo da volta é daqui a um mês e até lá, com toda a certeza, teremos "de volta" Seedorf e Lodeiro, que atualmente estão na fase de 'troca de penas'. Ah! Eu disse que com a entrada do Alex não iríamos conseguir nada mas vejam como Otávio, com mais tranquilidade, faria o gol da vitória aos 46 minutos, numa belíssima jogada do Rafael. Só não fez devido a fatores destes que sempre envolvem um atleta recém saído dos juniores, em fim de jogo tão escamado e perigoso. Sorte e vida longa ao nosso mais novo atleta do celeiro de craques de General Severiano.


CURTAS

- Dankler - podemos dizer que, à venda inevitável do Dória, já temos zagueiro pronto para o substituir. Para quem fez a sua estréia, aos 21 anos, num jogo deste porte e, ainda mais, vindo de um ano sem atuar profissionalmente, o garoto jogou muito. Os erros pontuais devem ser perdoados  sem medo de estarmos sendo precipitados.

- Me surpreendi positivamente com o Seedorf hoje. Acho que é mesmo problema de joelho este que o tem feito jogar tão mal. Tomara que seja poupado no domingo para que se recupere para jogos como o contra o Grêmio, pelo brasileirão. Agora, vamos esperar a opinião de quem esteve no estádio, bem ali em frente ao gol do Edilson. O Henrique vem aí e o bicho vai pegar.

- E o gol deles ainda foi com a mão (1:19 do vídeo abaixo). Vejam em tela grande. 





Fui...

E não gostei. Alguns poucos minutos de iniciativa, e depois domínio deles. Depois do gol achado, pior ainda. O time errava passes demais e não tinha mobilidade. Fatal isso. Como jogar se não sabe fazer a bola circular pelo campo, e se depois não consegue chegar nas jogadas? Não ganhávamos uma dividida, não levávamos nenhuma segunda bola, não pegávamos um rebote.

Parecia um jogo de veteranos contra garotos. E logo contra um Flamengo que sabemos que é lento, insosso, e impreciso. Passamos o primeiro tempo praticamente em branco, tendo dado um único chute a gol. Tudo bem, eles só deram uns 5. Pior ainda. Jogo feio, de baixo nível. Era de se esperar, sendo um time que está logo acima da zona do rebaixamento, que conseguiu um empate e uma derrota para o time que talvez tenha a pior campanha dos pontos corridos, o lanterna Náutico.

Mas isso também do vice-líder? Do time que almeja tirar oito pontos de diferença para o Cruzeiro? Ou pelo menos se manter na vice-liderança e conseguir vaga na Libertadores? Ou o time que pretende ser campeão da Copa do Brasil? 

Sinceramente, não será com o futebol apresentado do primeiro tempo que chegaremos a isso. Antes do segundo tempo começar indiquei via SMS para o Paret uma substituição: tirar Seedorf, inoperante e perdido lá na frente, e colocar Alex. A ideia era recuar Rafael Marques, dar mais mobilidade, passe e marcação ao meio, algo que Seedorf não estava fazendo, perdido na frente junto com o Rafael, e ao mesmo tempo dar mais velocidade e capacidade de brigar com os zagueiros, com a entrada do Alex.

Oswaldo não pensou o mesmo. Fez diferente e talvez melhor. Recuou Seedorf, que passou a jogar quase que como um terceiro volante, e jogou o Lodeiro mais a frente, caindo mais pela esquerda. Ótimo, isso nos deu saída de bola, e recuperamos o controle do meio. 

Mas foi pouco. Muitos jogadores estão mal, errando demais. Lodeiro, por exemplo, foi só vontade. Muita vontade, muita correria, mas pouco resultado. Rafael Marques foi discreto, no primeiro tempo chegou a cometer erros medíocres.

Precisamos melhorar. Pelo menos não perdemos, e  o primeiro tempo indicava isto. Mas não estou nem um pouco satisfeito. Precisamos ir além, oferecer alternativas, variações táticas, e voltar a apertar marcação e correr. Será só o cansaço, ou mais alguma coisa pesa sobre esta equipe, que já mostrou diversas vezes ser capaz de fazer mais?

O fato é que a classificação na Copa do Brasil ficou em aberto. Vamos ter mais 90 minutos de muita luta. Sem descanso. 

Agora voltamos ao Brasileirão, e sábado só a vitória contra a Ponte interessa. Sem descanso.

Abraços. 


28 de jul. de 2013

EMPATE DE QUEM NÃO QUIS VENCER


Domínio total no primeiro tempo, e um time que saiu satisfeito com o 1 a 0.

Total displicência no segundo tempo, deixar um time limitado gostar do jogo, sofrer pressão, e graças às defesas do Jefferson, quando o resultado seria a liderança, o time não soube nem ficar com a bola e nem parar o jogo.

Faltou competência, esta é a verdade. Quem quer ser campeão não pode abdicar do jogo, da vitória, com 10 ou 15 minutos do segundo tempo.

Curiosamente o resultado foi igual. Eles saem comemorando e nós irritados. Mas estamos em terceiro lugar no campeonato, no G4, a um ponto dos líderes, sendo que um deles tem um jogo a mais. Eles estão 1 ponto acima da zona do rebaixamento.

Esta é a verdade, temos mais a comemorar do que eles. Mas esta era uma partida que podíamos até ter goleado, e por isso o adversário sai feliz.

Analisando o campeonato, Internacional, Cruzeiro, Botafogo e Coritiba são as equipes com campanhas consistentes. Com um quarto do campeonato jogado, já é possível dizer que pelo menos um destes 4 seguirá até o final brigando pelo título.

Olhando para frente, próxima rodada enfrentamos o Vitória, e vencendo temos novamente toda condição de recuperar a ponta do campeonato.

Abraços.




BOTAFOGO 1x1 FLAMENGO

Olá meus amigos.

Vejam o grande problema que se tem quando um time não consegue, manter ritmo de jogo e, principalmente, ficar atento a partida inteira. Não sei mesmo o porquê de, no minuto final, o Oswaldo ter tirado Gabriel para colocar Antonio Carlos mas, como que por castigo, eles mandaram uma bola de desespero na nossa área e num chute forte, acabaram empatando o jogo.

Vejam bem como poderíamos ficar bem nas próximas rodadas. Vejam abaixo a série de adversários que teremos nas próximas 7 partidas.

Rodada número 10 – o próximo jogo, Vitória no Maraca.
Número 11 – Vasco no Maraca.
Número 12 – Atlético MG – fora (o jogo mais difícil).
Número 13 – Goiás – aqui.
Número 14 – Inter aqui (um jogo que já não me metia medo desde que vi as atuações deles em jogos lá mesmo no sul).
Número 15 – Lusa fora.
Número 16 – Atlético Paranaense fora.

DO JOGO

A visão que se tinha desde o início deste jogo era a da imensa superioridade do Botafogo sobre o seu adversário nos dias de hoje. Jogador por jogador, era muito difícil vê-los apresentar um atleta que pudesse nos assustar ao passo que o Botafogo partia para cima dos craques sem crachá do adversário com Seedorf, Lodeiro, Mattos, Gabriel, Jefferson lá atrás e até com Vitinho tentando hoje acertar (e acertando mais) e incomodando a defesa.

Vejam que coube a um dos nossos jogadores menos falados (mas já muito eficiente) fazer o primeiro gol. Rafael Marques, o homem-clássico, abriu o placar aos 22 minutos após cobrança de falta do Seedorf em jogada ensaiada. A conclusão do "japa" foi muito bonita, num sem pulo que evitou a chegada da marcação e ainda com direção para encaixar a bola na gaveta.

Eram já 27 minutos e parecia mesmo que o Botafogo estava treinando contra desinteressados reservas o que, se por um lado mostrava superioridade, por outro preocupava. Ficar no 1x0 nesta situação é sempre perigoso. Vitinho perdeu um gol aos 28 minutos em jogada na qual tínhamos dois jogadores livres no meio e ali eu já imaginava que, contra adversário tão fraco, o nosso sistema de marcação travando a saída de bola iria lhes complicar a vida, mas pensava também que tantas chances de boas jogadas para matar o jogo desperdiçadas poderiam custar caro

E custou meus amigos. Vejam que eles só foram chutar a gol aos 32 minutos e mesmo assim em cobrança de falta. Só que mal abriu o segundo tempo e os meus temores (e creio que de boa parte da nossa torcida) se confirmaram. Começamos chamando perigosamente o adversário para o nosso campo, aceitando o jogo deles, e não conseguindo mais fazer a nossa já conhecida marcação no campo do adversário. Aos 15 minutos, tomamos uma bola na trave em momento em que o nosso time parecia dormir em campo Chegamos a sofrer um gol aos 20 minutos mas o atleta deles estava impedido só que a pressão continuava. Sofremos outro gol aos 26 mas novamente foi marcado impedimento e assim, íamos sobrevivendo a um segundo tempo lastimável e sem opções para mudar o jogo no banco, pelo menos sem opções na visão do nosso técnico.

Praticamente a cada 5 minutos uma bola perigosa chegava ao gol do Jefferson. Foi sufôco até os 40 minutos do segundo tempo quando, finalmente, eles cansaram e o Botafogo pode enfim tentar voltar a tocar a bola à sua feição só que perdemos mais gols, mormente com Seedorf aos 43 minutos, o gol que mataria a partida. E como o castigo rondava a nossa área, eles conseguiram, numa bola despretensiosa, empatar aos 49 minutos de partida (o juiz havia dado 5 de tempo extra). Para mim, castigo merecido para o Botafogo.

Foi um resultado que pode prejudicar a caminhada do time na sequência mostrada lá no início, pelo fator psicológico. Vamos ver como o time vai reagir na próxima quinta-feira.



Resolvi voltar, de cabeça fria. Em vez de comentar o mais uma vez ótimo texto do Paret, um tentativa de fazer uma "postagem tripla". Pensando com a cabeça fria, o empate é pior para eles do que para nós. Era isso que eu já avisava nos comentários da postagem passada.

Outra coisa importante de se observar, é que podemos até ver que Oswaldo de Oliveira errou, mas o time todo não se comportou bem no segundo tempo, e isto pode ter sido por conta do desgaste do meio de semana contra o Figueirense pela Copa do Brasil. Então é importante olhar a maratona de jogos que teremos e fazer o planejamento de revezamento se for necessário.

Seguimos no topo da tabela, terceiro lugar, na briga pelo título. A hora é de manter o apoio.

Abraços!

Carlos Henrique.

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3 de mar. de 2013

BOTAFOGO 2x0 FLAMENGO_MUDANDO DE ARES

Os gols do Botafogo (detalhe para o golaço do Julio Cesar) - Lancenet

Opinião - Carlos Henrique


Amigos, em maio do ano passado eu fiz a postagem "Fugindo do Normal" na qual elencava os motivos para fazermos coisas diferentes para termos resultados diferentes.

Nós aqui, como torcedores e blogueiros, pouco podemos de fato fazer, mas sempre podemos arriscar algo. E hoje é um dia desses.

Para começar, a notícia que tenho é que Paret não poderá ir ao jogo, o que já é algo diferente. Em segundo lugar, estou com tudo planejado para ir com os filhos. Então é provável que tenhamos uma postagem dupla com "Paret na TV", e "Henrique fui ao jogo".

E vejam o que o Paret perdeu - Imagem Lancenet

Então, porque não fazer mais diferente ainda? Não fizemos postagem de pré-jogo durante a semana, então resolvi, à revelia do Paret, abrir a postagem do jogo logo de manhã, já deixando o espaço pronto para os amigos comentarem, e depois do jogo viremos aqui e editaremos com as impressões sobre a partida.

Esta mudança de hábito poderia indicar o motivo do título da postagem, que pode até ser mudado com o resultado da partida, mas não é. 

O que de fato aconteceu é que tendo que levar meu filho hoje cedo até o bairro de Piedade, resolvi passar no Engenhão e adiantar a compra dos ingressos. Cheguei cedo, por volta das 9 horas, e a bilheteria estava fechada. Resolvi caminhar.

Então pude notar a mudança de ares do bairro. Domingo de manhã, pessoas caminhando, fazendo sua corridinha, andando de bicicleta, crianças com skate, tudo isso no entorno do NOSSO ESTÁDIO. 

Fui observando as casas, muitas bastante envelhecidas, com o mesmo ar da minha infância, parecendo ser vizinhas da casa de Dom Casmurro no vizinho Engenho Novo (nem tão vizinho assim). O Engenhão começa a transformar o bairro, isto que constatei. Abro dois parenteses.

Primeiro, para falar o quanto aprecio a obra de Machado de Assis, e como descreve com perfeição o centro do Rio na infância e adolescência de Bentinho, e depois, infelizmente, deixa um pouco no ar os detalhes do bairro da maturidade e velhice do já então Dom Casmurro.

Segundo, para lembrar como ainda nos comentário d´O Globo, um certo urubu tentou ironizar uma dica minha de se deixar o carro no Norte Shopping, o que farei hoje, e ir a pé ao Engenhão. Alertava ele que o shopping ficava no Cachambi, e o estádio no Engenho de Dentro, e que por isso eu provavelmente nunca teria ido ao Engenhão e não conhecia nada do Rio de Janeiro. Na época comecei a achar que ele é que era de fora da cidade.

Pois bem, hoje caminhei, entrei numa feira livre, acho que na rua Benício de Abreu (bom sobrenome), comi um pastel com caldo de cana, caminhei até a rua José dos Reis, onde meu pais moraram antes de casarem, só que em outro trecho da rua, já em Inhaúma. Isto mesmo, Engenho de Dentro, Cachambi, Inhaúma, Pilares, Abolição, são todos bairros muito próximos, hoje mais divididos por conta da Suburbana e da Linha Amarela.

Passei em frente ao laboratório Laboris, antigo laboratório Maurício Vilela, logo ali, quase em frente à bilheteria do setor Norte. Neste laboratório minha mãe (tricolor) trabalhou quando solteira.

Finalmente, tentei ir até a rua da Abolição, onde um falecido tio, também tricolor, morou. Mas a mudança de ares é tão grande que me enrolei e retornei, pois o caminho significava seguir ao lado da nova alça de acesso à Linha Amarela e depois cruzar a via expressa. À distância, me pareceu existir uma passarela, mas achei que era hora de voltar. 

Retornei pela rua Afonso Ferreira, entrei na outra ponta da feira livre, onde ainda comprei melancia, fruta-do-conde e caquis, e retornei ao Engenhão. 

O estádio, e toda conjuntura econômica do país e da cidade, está mudando os ares da região.  Felizmente nosso Botafogo permitiu que ele não fosse mais um elefante branco para a cidade. Como este ciclo principal vai até 2016, com os Jogos Olímpicos, certamente até lá não teremos mais uma casmurrice pelo bairro. Várias casas estão modernizadas, há uma movimentação animada pelas ruas, sem se perder o agradável e irreverente ar de subúrbio carioca, que tanto adoro.

Até depois do jogo!






Olá amigos.

Enquanto o felizardo do Henrique e seus radiantes filhos não retornam daquela festa, vou eu aqui falando o que vi deste jogo e desta vez, começando pelos destaques.

- É incrível este Seedorf: num dia em que é quase um coadjuvante (a não ser pela bela escorada de bola no primeiro gol), ainda assim assombra, faz jogadas de craque e chama a atenção, fazendo do nosso time uma estrela em ascenção no futebol do país.

Seedorf desfila sua categoria no jogo - Lancenet
 
- E, justiça seja feita, o reclamado Fellype Dodoi, que devemos hoje chamar de Fellypão Gabriel, fez com que o time não dependesse tanto do Seedorf. Jogou muuuiito, mesmo com a fraqueza física se mostrando vez por outra.

- Nota abaixo da crítica para Andrezinho: entrou sem condições, não jogou nada e preocupa.

- Nota acima da crítica para 3 figuraças no jogo: Julio Cesar, Gabriel e Vitinho. Que golaço foi aquele, senhores? E que presença de espírito dos garotos da base no gol "fechando a tampa do caixão", hein?

- E há coisa boas que também acontecem ao Botafogo. Viram o que ocorreu na semana da decisão? Trocamos o lateral esquerdo Márcio Azevedo pelo LATERAL ESQUERDO Julio Cesar, certo Sr. Oswaldo? O cara é LE.

- Ufa, ufa hein? Até que enfim o sistema de TV mostrou um jogo do Botafogo. Será que se arrependeram pelo resultado, ou gostaram pelo espetáculo?



AGORA VAMOS AO JOGO

Começamos a todo vapor (no bom sentido.. rsrs), com o golaço do Julio Cesar, numa jogada em que deve também ser digna de nota a ajeitada do Seedorf, para que o nosso lateral pudesse sair jogando da forma que saiu. Pensei na hora deste gol, que as coisas devem mesmo ter mudado em General Severiano. O astral deve ser outro e a fase, decididamente, vai mudar. A bola, primeiramente na trave, perigava sempre sair em outros tempos. Hoje entrou para sacramentar a fase e marcar o jogaço.

Julio Cesar comemora o seu golaço - Lancenet

O gol saiu cedo mas a palhaçada também começou bem rápido. A despeito das reclamações da bola do Mattos com a mão, já aos 10 minutos de partida o Andrezinho foi derrubado (viu-se até no replay) mas foi o oponente quem ganhou a falta, e tome cartões amarelos para o nosso time. Felizmente, todos estavam ligados e ninguém praticou a segunda falta passível de expulsão. E no desespero, até verem que o chocolate se avizinhava, a TV fazia de tudo para influenciar o árbitro que veria os lances no intervalo, colocando lente de aumento em tudo o quanto é jogada a favor deles. No segundo tempo a farsa acabou.

Bem meus amigos, falar de um jogo destes, elogiado por adversários, TV, gente do lado de lá na mídia e até pelos pássaros das árvores da Lagoa, é dizer que fizemos um primeiro tempo absolutamente perfeito. Nada deu errado e o surpreendente Lucas foi um lateral de sonhos, que sabemos, não é mesmo.

Quando a partida se iniciou para a segunda etapa, vimos que o time deles partiu para cima mas a falta de objetividade nas jogadas que armavam era fruto apenas da firmeza na marcação do nosso time. O Marcelo Mattos é sim meio frágil em termos de músculos mas que atleta é esse meus amigos? Fantástico. Acabaram-se aqueles espaços gigantescos na marcação. E por fim, para que possamos deixar o espaço para que venha falar quem sabe e quem viu lá no campo (o Henrique que chega já já), digo que Oswaldo é teimoso mas aprende: escalou atletas experientes para sairem jogando, compactou o time (o segredo contra equipes rápidas) e deu um nó tático no adversário.

Todos estão de parabéns. Agora vamos aguardar o Henrique.



Aha, Uhu, urubu eu vim comer seu bolo.


Amigos, vi aquilo que já cansamos de falar: arrumadinho, jogando direito, com volante fazendo a marcação, somos muito melhores que este time do Flamengo.

Mudando de ares e fazendo diferente, li tudo, texto do Paret e comentários, e foi isso mesmo. Dominamos completamente o primeiro tempo, e o golaço do Júlio César facilitou muito o caminho. E com esse domínio todo no primeiro tempo nem precisamos de 3 jogadores: Jefferson ficou assistindo o jogo, Andrezinho perdido com a falta de ritmo e suas limitações próprias, e Seedorf, muito marcado e simplesmente mediano.

Com a contusão de Andrezinho, Oswaldo fez uma substituição que parecia covarde, tirando nosso meia e colocando o volante Gabriel. Mas achei muito inteligante, pois Gabriel entrava de volante, e dava-se liberdade ao Fellype Gabriel, que passou a jogar de meia. Considerando que Fellype estava em um ótimo dia já seria boa opção. Para  melhorar, Gabriel entrou com tudo, e dominou o meio defensivo do Botafogo, inclusive ajudando a incendiar a torcida por 3 vezes.

No segundo tempo Seedorf nos brindou com uma jogada maravilhosa. Ali, na nossa frente, pegou uma bola pressionada na nossa lateral direita, e com um chutão tipo isolada, acabou com a pressão. A bola viajou o campo, caindo perfeita para Lodeiro lá na ponta esquerda. Lançamento com cara de despretensioso, mas digno de um Gérson. Só isso já valia o ingresso, torcida aplaudiu, e todos próximos na arquibancada comentavam como com um único toque ele sabe brilhar.

A torcida não parou, e seguimos firmes até o fim. Dorival arriscou, colocou o time pra frente, Jefferson fez suas defesas, e nós perdemos nossos gols. Não ficamos apreensivos, mas era um jogo arriscado. Vitinho entrou e brilhou, mas também perdeu gols. No final, em um dos muitos contra-ataques Vitinho deixou o seu. Tomara que seja o gol para ele se acalmar, e passar a olhar mais o jogo.

Festa completa. Um gol no início e outro no final. E fiquei curioso pra saber se a TV mostrou a torcida do Fogão cantando "Parabéns pra você".

Espero que os ares mudem de fato. Para vencer Cariocão basta jogar bem 3 jogos. Neste nem fomos 100%, mas jogamos bem o suficiente para vencer categoricamente. Mais duas boas atuações, contra o Vasco e depois na final do Carioca, e o título vem. Mas em Brasileirão, Copa do Brasil e Sulamericana não é assim.

Agora é o momento de engrenar de vez.


Leia aqui como o Botafogo mudou o rumo da história do esporte no Brasil (e do futebol no mundo).
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