
BOTAFOGO EM BUSCA DO TOPO
Amigos, o que dizer depois de uma partida destas? De uma vitória destas? Inclusive o Paret sabe que se está difícil escrever, mais difícil ainda está falar.
Sabemos que esta vitória já deveria ter vindo a mais tempo. Não é de hoje que somos superiores em diversos jogos e eles arrancam, sem nem saber como, um empatezinho, que saem comemorando como se fosse uma vitória.
Mas em dia que Seedorf entra pra jogar, que Rafael Marques mesmo começando meio apagado, soube brilhar, com lances monumentais, e o principal, em dia que Gegê mostrou que veio para ficar, não tinha como.
Foi sofrido, de virada, pois mais uma vez eles conseguiram um golzinho no início. O excelente empurrador de bolas deles recebeu passe açucarado dentro da área, e colocou lá dentro sem chances para Renan. Se a zaga demorou no bote, a verdade é que a troca de passes foi muito rápida. Na verdade a falha foi fora da área.
Em outro Renan ainda falhou, espalmando pro lado bola perfeitamente defensável. Mas no segundo tempo fez ótimas defesas, e soube dominar a pequena área, provando que para vir a ser um grande goleiro só lhe falta a segurança que ele só irá adquirir jogando.
Renato conseguiu ter altos e baixos, mas fez muito bem aquilo que sabe melhor: passar. Ajudou muito quando o time tinha a bola, o que no primeiro tempo foi quase sempre.
O empate saiu ainda no primeiro tempo, em jogada bem tramada pela esquerda, acho que entre Júlio César e Seedorf, que caído ou caindo conseguiu encontrar Gegê na área, que mais uma vez mostrou maturidade e tranquilidade para matar e procurar o canto.
O segundo tempo não começou muito diferente. Bola nossa, ação nossa, e a minoria botafoguense cantando e empurrando o time, diante de uma multidão rubro-negra quase que calada.
E foi nesse segundo tempo que vimos Rafael Marques receber uma bola na direita, avançar um pouco e virar o jogo, em passe magistral, lá na esquerda, para Seedorf livre. O Negão matou maravilhosamente bem, adiantando a bola, impedindo a chegada do marcador. Avançou pela ponta esquerda, e devolveu a bola. Sim, devolveu, retribuindo o passe viajante, agora da esquerda para direita, para encontrar de volta Rafael Marques, que avançara livre e matou na entrada da grande área, e chutou forte e indefensável no canto oposto. Jogada sensacional, valeu o ingresso, o sócio-torcedor, o fim de semana.
A jogadaça Seedorf/Rafael Marques
Mas infelizmente a bola explodiu no pé da trave, e não foi gol. Não naquele momento. Mas em jogada posterior Rafael deixou o dele, confirmando o apelido de Homem-Clássico. Estava desenhada a vitória do Botafogo, que nos alçou de volta à vice-liderança do campeonato. Cavalo paraguaio? Piada sem graça e sem sentido. Mangalarga Marchador, marchando em direção ao topo. Título? Quem sabe... vamos consolidar esta vice-liderança e mirar, neste momento, os 62 pontos.
O final de jogo ainda foi sofrido. Recuamos muito, mais uma vez sentimos o cansaço, eles pressionaram, mas a verdade é que são um time muito fraco. Estão com um esqueminha de jogo certinho, bem treinado, correm bastante, mas não possuem quase qualidade técnica nenhuma. Então, mesmo com algum sufoco, seguramos o resultado e chegamos à vitória.
Agora é seguir a caminhada. Alguém ainda duvida?
Abraços!

ANO - 2013 DIA - 13
Última vitória em brasileiros - há 13 anos
Os gols da vitória - Lancenet
Após o gol deles, olhei para o Henrique ao lado (ficamos no setor sul superior) falando que não tinha medo de derrota ou de novo 'blablablá' por parte deles, com aquela coisa de escrita, visto estar bem claro para quem ficou tranquilo assistindo à partida que o mote do time deles é, sim, uma boa organização para chegar à área mas sem qualquer criatividade no meio, com uma defesa fraca e sem qualquer organização tática razoável, talvez fruto dos fraquíssimos jogadores que possuem.
Fiquei tranquilo então, mesmo sem saber se empataríamos ainda naquele primeiro tempo ou se isto viria na segunda etapa, com o velho risco de tomarmos um contraataque. Mas aí amigos, a má sorte tem hora, já nos perseguiu por anos a fio e hoje, hoje meus irmãos alvinegros, era dia 13, do ano 2013 e para tirar os tais 13 anos de escrita em brasileiros, nada como uma vitória com o time jogando bem e com alguns dos nossos atletas decisivos também voltando à velha forma.
Aquele bom Seedorf, por exemplo, já está quase de volta e o eficiente Rafael Marques tornou-se hoje um perigo para qualquer sistema defensivo. Já na parte do 'berçário', saiu mais uma criança "levada" (Gegê) andando como se adulto fosse, e que, mesmo nervoso por ter que entrar de saída num jogo tão falado e tão chato, teve tranquilidade suficiente na área para tirar o zagueiro e colocar a bola e não, a isolar na direção do goleiro. O técnico, por sua vez, parece ter voltado do problema de saúde menos arrogante e mais preciso, pois viu Alex não render nada e o tirou no início do segundo tempo e, ato contínuo, vendo o substituto deste, Henrique, igualmente nada fazer, o tirou no final para a entrada do Hyuri.
O Botafogo está quase voltando ao patamar daquela mágica partida contra o Atlético-MG aqui no Maraca (os 4x2 da CB) e para isto, é importante tentar vencer lá em Salvador na próxima quinta-feira. De todos os jogadores que tínhamos pendurados em cartões, nenhum deles estará fora e assim, só no jogo da volta já no domingo aqui no Rio, contra o Vasco, é que poderemos atuar sem uns 2 ou 3. Nada que assuste.
Então meus amigos, a conclusão lógica é que o time do Botafogo (aquele do qual tanto gostamos) está voltando. E, creiam, começou a fase ruim do tal super Cruzeiro. Este final de campeonato vai ser muito interessante.
Agora uma continha básica:
Este adversário de hoje não nos vence em brasileiros
há exatos e longos 3 anos.
O acesso ao blog não é recomendado com o navegador Internet Explorer.