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11 de dez. de 2024

O DERBY DAS AMÉRICAS

Em jogo com erros, time vacila e perde por 3x0

 

PRÉ JOGO

- Notícias

- E já estamos no mundial. Começando pela fase de quartas de final hoje.

- Escalação: 
 
 


O time titular 

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OPINIÃO 




Não deu, é o resumo. 

Pachuca fez dois gols em erros bobos, depois acertou um contra ataque quando pressionávamos. 

De fato, após ganhar o Brasileirão, com jogo terminado domingo às 18 horas, embarcar já na segunda 1 da madrugada, viajar 20 horas, e 37 horas após embarcar entrar em campo, o corpo sentiu.

Artur Jorge optou por mesclar, quem tinha menos minutagem nos últimos jogos foi a campo, mas o Pachuca foi irrepreensível na tática para explorar a vantagem que tinham: marcação alta, força física em todas as jogadas, e imprimir muita velocidade. Nosso time não conseguiu acompanhar, não teve oportunidade de cadenciar o jogo como desejava, e foi se esgotando, até os erros acontecerem e nos tornarmos presas pela força.

Tanto é fato que os gols todos saíram no segundo tempo. Sofremos o que fizemos com o Peñarol, que tentou se segurar, mas não aguentou um segundo tempo avassalador nosso. Só que ali tínhamos técnica, força e fôlego. Hoje as jogadas mais técnicas eram nossas, fora dois jogadores deles que se destacaram, o marroquino, autor do lindíssimo primeiro gol, e o chato atacante Rondon.

Agora é voltar, comemorar o título do Brasileiro com a torcida (até disso os jogadores foram meio que privados), e entrar de férias, reforçar o elenco, ver quem sai, quem fica, quem vem, quem sobe da base, e entrar no Carioca com um mistão, dos retornados de empréstimo, time de aspirantes, e alguns outros reservas, pelo menos nas partidas iniciais, fazendo uma boa pré-temporada, e fazendo no máximo um jogo de apronto para a tal SuperCopa, decisão entre campeão do Brasileirão e campeão da Copa do Brasil.

O ano foi mágico, os antis estão tendo o dia deles de Flipper, o golfinho que botava a cara fora d'água e fazia umas gracinhas de vez em quando, para depois sumir por um tempão de novo.

Abraços.

  _________________




Não que tenha sido um jogo difícil, mas ele "terminou" no erro infantil do Almada numa saída de bola que permitiu o segundo gol do adversário. 

Ainda estávamos ali pelos 20 minutos da etapa final e o Artur Jorge já houvera feito as substituições necessárias (colocou o citado Almada, o Tiquinho e o Júnior Santos em campo).

Já havíamos tomado o primeiro gol num cochilo coletivo de marcação, gol feito pelo camisa 11 deles, um marroquino com futebol de sul-americano, habilidosíssimo e muito perigoso no ataque.

Com o 2x0, a vaca, que já estava ali pela cerca, olhou para o lado de fora, fixou o olhar no futebol que o Almada estava jogando (hoje bem falho), viu até o Savarino entrar, criar lances de ataque promissores mas não ter mais um grupo tranquilo em campo para buscar alguma coisa e deve ter pensado: "...éée...acho melhor eu ir mesmo para o lado de lá da cerca (o brejo...".

E assim foi.

O nosso descansado adversário se postou na sua área, jogou com o placar (e o impiedoso jet lag do nosso time) debaixo do braço e só teve que esperar mais um da coleção de contraataques surgidos para fechar o placar com o terceiro gol.

Vida que segue!

Vamos buscar nossos atletas no aeroporto na volta e retornar às comemorações.

12 de out. de 2013

VENCENDO O CANSAÇO


Amigos,


Está aí. Passei por cima do cansaço, e peguei hoje o meu ingresso para o jogo de amanhã. Cabem duas explicações:


- primeiro, é meia-entrada porque sou Sócio-Torcedor na modalidade Sem Fronteiras. Muitos podem estranhar, por ser um plano tipicamente para quem mora fora do estado, mas ele me atende bem. Pago 25 reais por mês tendo direito a meia-entrada em alguns setores. Para mim pareceu melhor do que pagar 50 reais e ter entrada para só um setor, isto porque eventualmente vou com outras pessoas, meu pai, o amigo que foi na final do estadual em Volta Redonda, o pessoal do trabalho, e o Paret, e cada um tem sua preferência de local, tanto no Maraca como antes, no Engenhão.

- segundo, é sobre este cansaço, na verdade consequência de uma gripe pesada, ela mesma consequência de exageros cometidos por quem já se aproxima dos 50 anos... uma ida a escola de samba num sábado, uma festa de bodas de prata na outra sexta, o Rock in Rio no domingo, e um jogo do Botafogo, contra este mesmo Flamengo, na quarta, com vento e chuvisco. E pronto, estou eu me arrastando a quase duas semanas, tendo faltado a jogos importantes, como contra Ponte e o Grêmio.

Mas superei esta fase, e estarei amanhã, quase firme e quase forte. Não será 100%, mas em condições de ver um Botafogo, também em recuperação, derrotar o Flamengo. É isto que todos esperamos.

Pois é, e já que falei em cansaço, e falei em Botafogo se recuperando, venho trazer nesta postagem uma avaliação que fiz. Tanto se falou da nossa queda de rendimento, do cansaço que o time está sofrendo, se tem ou não tem elenco, de como jogadores se mostram mal física e tecnicamente. Até o boato de briga no elenco, com turma do Seedorf e turma do Jefferson, coisa que saiu em rádios e blogs, e que eu ouvi inclusive de um colega de trabalho, que está sempre com o pai de um importante membro da comissão técnica, já foi justificativa.

Mas vendo e analisando o jogo contra o Náutico eu me convenci que é mesmo cansaço. O time está sofrendo muito com isso. Mas porque o Botafogo mais que os outros? Ou não estamos sofrendo mais? Bem, nossos números, a queda de rendimento e pontuação é algo claro. O Paret apontou como o fim do tic-tac, que ficou "manjado", marcável. E lembrei de como o Brasil acabou com o tic-tac da seleção espanhola na final da Copa das Confederações. Forcem a memória, vejam como aquele jogo foi semelhante em tudo à nossa derrota para o Cruzeiro. Claro, não comparo o Cruzeiro à seleção brasileira, e nem o Botafogo à espanhola. É uma comparação somente de estilos, e de força relativa.

Este foi o primeiro estalo. O tic-tac não está morto, mas é marcável sim, mas exige uma dose de sorte e muito, mas muito esforço. O segundo estalo ocorreu também no jogo contra o Náutico, o Botafogo trocava passes, mas ninguém se deslocava! Eu pensei: "caraca, isso parece Totó, os jogadores presos e só a bola rola". Mas marcar isso exige desgaste do adversário, e muitos não conseguem, e é aí que vencemos.

E o nosso cansaço? Vem deste tipo de jogo, que funcionou melhor com o Náutico porque o passe do Seedorf entrou (0 erros), até mesmo porque a marcação tinha dificuldade de chegar junto. Outro fator foram as viradas de bola precisas de Renato. Bola pingando de pé em pé, lado do campo congestionava, e ia lá o Renato virar para o outro lado. E o adversário tendo que correr e se reposicionar. Desgaste e mais desgaste.

Quem teve paciência de ler até aqui  e refletiu já deve ter chegado à mesma conclusão que eu: ora, este futebol cansa mais o adversário do que ao Botafogo. Verdade, mas cansa os dois! E se é isso mesmo, qual a conclusão? Nossos adversários saem desgastados de jogos contra nós. Foi a partir desta tese que fui fazer um levantamento que pudesse comprová-la, e minha ideia foi simples, a pergunta que pode comprovar a tese se resume a:

QUAL O DESEMPENHO DOS NOSSOS ADVERSÁRIOS NO JOGO SEGUINTE AO QUE FIZERAM CONOSCO?

Fui pesquisar, catei a tabela do campeonato todo, seguindo a conta oficial rodada após rodada, o resultado é este:

Jogo rodada x      - Jogo rodada x+1  - pontos obtidos

Corinthians 1 x 1  – Goiás 1 x 1       - 1
2 x 1 Santos       – 1 x 1 Grêmio      – 1
2 x 1 Cruzeiro     – 1 x 0 Corinthians – 3
Bahia 2 x 1        – Vasco 1 x 1       – 1
Ponte 0 x 2        – Náutico 1 x 3     – 3 **
1 x 0 Flu          – 2 x 3 Inter       – 0 *
Grêmio 2 x 1       – Criciúma 2 x 1    – 0 *
2 x 0 Náutico      – 3 x 0 Inter       – 3 *
Fla 1 x 1          – Bahia 3 x 0       – 0
2 x 0 Vitória      – 2 x 1 Portuguesa  – 3
Vasco 2 x 3        – 1 x 1 Ponte       – 1
CAM 2 x 2          – Náutico 0 x 0     – 1
1 x 1 Goiás        – 1 x 1 Fla         – 1
3 x 3 Inter        – 0 x 0 CAM         – 1
Portuguesa 1 x 3   – CAM 2 x 1         – 0 *
CAP 2 x 0          – Náutico 1 x 4     – 3 *
0 x 0 São Paulo    – 1 x 2 Criciúma    – 0
3 x 1 Coritiba     – 2 x 0 São Paulo   – 3
Criciúma 1 x 2     – Bahia 2 x 2       – 1
1 x 0 Corinthians  – 1 x 2 Goiás       – 0
Santos 1 x 2       – Grêmio 1 x 1      – 1
Cruzeiro 3 x 0     – Corinthians 0 x 0 – 1
1 x 2 Bahia        – 0 x 0 Vasco       – 1 *
0 x 1 Ponte        – 1 x 2 Náutico     – 0
Flu 1 x 1          – Inter 1 x 0       – 0
0 x 1 Grêmio       – 1 x 2 Criciúma    – 0
Náutico 1 x 3      - ?

Explicando a tabela. Na rodada 1 jogamos contra Corinthians, fora. Resultado Corinthians 1 x 1 Botafogo. Na rodada 2 o Corinthians jogou contra o Goiás, mando do Goiás, resultado, Goiás 1 x 1 Corinthians, nosso adversário marcou 1 ponto. Na segunda linha, a rodada 2 enfrentamos o Santos jogando em casa, Botafogo 2 x 1 Santos. Na rodada seguinte o jogo foi Santos 1 x 1 Grêmio, 1 ponto marcado pelo Santos. E assim vai, rodada a rodada a tabela.



Conclusão? Analisando as 27 rodadas podemos obter 26 jogos, pois o último, o Náutico, ainda não fez sua partida seguinte para vermos o que acontece.

Nessas 26 partidas seguintes, nossos adversários fizeram 29 pontos, ou um aproveitamento de 37%, sendo 6 vitórias, 11 empates e 9 derrotas. É um aproveitamento muito ruim, próximo ao da Ponte Preta, penúltimo colocado, quando deveríamos esperar algo mais próximo da média do campeonato, pois é uma pontuação onde todos clubes contribuem um pouco.

Estaria minha tese correta? Não sei, mas resolvi ir mais longe. As partidas marcadas com * são aquelas em que houve uma semana de intervalo, por conta de outras competições ou qualquer motivo. Ou seja, nesses casos nosso adversário teve uma semana para descansar, ou teve outro jogo fora do campeonato brasileiro, após jogar conosco. A partida marcada com ** ocorreu antes da para da Copa das Confederações, ou seja, o jogo seguinte foi um mês depois.

Então separando estes dois grupo de partidas, temos:

Jogos dos adversários com meia semana de intervalo
19 pontos em 19 partidas, ou 33% de aproveitamento - 3 vitórias, 10 empates, 6 derrotas

Jogos dos adversário com uma semana ou mais de intervalo
10 pontos em 7 partidas, ou 47% de aproveitamento – 3 vitórias, 1 empate, 3 derrotas

Se estou certo sobre o que está acontecendo, eu não sei. Mas é fato que nossos adversários estão tendo péssimo rendimento depois de jogar conosco. Isto é fato.

Então vamos vencer o cansaço, e cansar mais uma azeitona amanhã, para somar os 3 pontos que precisamos. A vice-liderança está logo ali... pertinho, podemos chegar nela amanhã mesmo.

Abraços.


Leia aqui como o Botafogo mudou o rumo da história do esporte no Brasil (e do futebol no mundo).
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