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15 de fev. de 2025

BOTAFOGO 1x1 BOAVISTA

A via crucis do carioca-2025
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 Botafogo 1 x 1 Boavista

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PRÉ JOGO

- Notícias

- Da briga no clássico da última quarta-feira feira o Sistema TJD já suspendeu o primeiro "culpado": Alexander Barboza, o atleta que levou um soco e chegou a perder um dente.

Um atleta adversário culpou o nosso zagueiro dizendo ser "sempre ele", sempre quem já começa provocando no jogo. Que adversário esquecido! Nem parece que atua num time que jogou por anos com um "tal de" Gabriel Barbosa, o Gabigol.


- Escalação: 
 

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OPINIÃO 




Caçapa veio com escalação nova, e diante dos relacionados, previsível: Leo Linck, Ponte, Serafim, David Ricardo, Cuiabano, Newton, Kauê, PK, Lobato, Rwan Cruz, Yarlen.

De cara ficou visível um padrão sendo tentado, finalmente a capacidade de alguns jogadores pode ser observada, mas não havia entrosamento, parecia o primeiro jogo desse elenco entre si e com o treinador. 30 dias perdidos, com jogadores novos sem evoluir, sem criar padrão de jogo.

Não sei se Caçapa tem a tarimba toda para resolver isso rápido. Mas por enquanto é o que temos.

Dominamos no início, mas PK errava muito e Lobato exagerava em tentativas vãs. Cuiabano sobrava nesse elenco, mas não era suficiente, e já perto do final do primeiro tempo o Boavista encaixou um contra-ataque, a bola cruzada pro meio da área pegou um buraco na nossa marcação e o jogador acertou belo chute, Leo Linck defendeu muito bem, mas a bola sobrou na pequena área para o goleador que só empurrou.

Na volta do segundo tempo algumas substituições do Caçapa, outras do adversário, e o jogo não evoluiu, pelo contrário. Nosso time desentrosado ainda era melhor, mas não convincente, ainda assim já aos 34 do segundo tempo conseguiu um ataque que a bola sobrou para Kayke, que havia entrado há pouco, e cabeceou sem defesa para o nosso antigo goleiro Diego Loureiro, agora no app Boavista.

Ainda tentamos virar, mas sem muita organização. Vejo melhora, mas vejo muito trabalho do Caçapa e quem vier. A casa que era arrumada agora está toda bagunçada, vai levar um tempo até arrumar. E só depois disso saber quem dessa turma de fato pode render. Kayke mais uma vez colocou o nome dele na lista dos que podem ser integrados.

Abraços

9 de ago. de 2023

SUL-AMERICANA-VALE VAGA NAS QUARTAS

 Segundo jogo, 0x0, vaga nas quartas assegurada.
 



 

PRÉ JOGO

- Notícias

- Após a contusão no joelho na última partida, Tiquinho retornou ao Rio e Luis Henrique seguiu para o Paraguai. 

- Escalação: 
 

O time titular 
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O BRUNO LAGE CHEGOU FALANDO EM CORRER RISCOS: NÃO PRECISAVA TANTO

O JOGO - Ele mandou a campo um time praticamente reserva (somente Adryelson, Tchê Tchê e Marçal rodeados por 7 atletas do banco). Seria bom se aquele 11 tivesse já tempo de jogo para colocar a bola para as redes, já que chances nós tivemos. E muitas.

Começamos até com um Segovinha insinuante, dando sustos no lado esquerdo da defesa deles mas não raro, nossas jogadas paravam na falta de entrosamento, nos muitos passes errados e em alguma frouxidão na marcação. 

E assim, de distração em distração, o timese safou de ir para uma perigosa disputa de pênaltis muito por conta de uma defesa do Gatito num chute perigosíssimo já na parte final do jogo. 

E nem foi essa a tônica da partida. O paraguaio não foi incomodado no gol com chutes perigosos, não fez defesas difíceis e a rigor, apenas em duas oportunidades, uma no primeiro e outra no segundo tempo, corremos o risco de levar o gol, mas a bola não entrou.

Por outro lado, esse desentrosado e desinteressado time reserva do Botafogo desperdiçou, apenas numa partida, todos os contra-ataques que já perdeu nos últimos anos, ao menos até aonde vai a nossa lembrança. Foi um festival de jogadas sonolentas, de passes errados e de decisões equivocadas em lances de ataque de 4 contra 3, de 3 contra 1 e por aí.

Ficamos no zero, descansamos os titulares para o embate contra o Inter domingo pelo brasileirão mas nas quartas da sul-americana iremos enfrentar o Defensa Y Justicia, parada certamente bem mais indigestão do que este Guarani de um bom jogador e 10 amebas. 

12 de jul. de 2023

SULAMERICANA- PLAY OFF

 Time pega o Patronato
na Argentina, joga com raça e vence por 2x0



PRÉ JOGO

- Notícias

- Hoje foi feita a apresentação do Bruno Laje, o novo técnico. John Textor em pessoa fez questão de "trazer" o gajo ao Rio de Janeiro. 


- Escalação: 

Com o time viajando direto de Porto Alegre para a Argentina, a lista de relacionados é a mesma do jogo contra o Grêmio.



O time vai a campo com:

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O JOGO - Em um estádio acanhado, com um gramado horroroso e sob chuva, nosso time reserva superou as "lagoas" em campo, alguma violência do adversário e fez o placar na segunda etapa, com gols de Carlos Alberto e Janderson. 

Foi, guardadas as diferenças dos jogões aqui do Brasil (o estado do campo não ajudou), mais do mesmo: uma defesa milagrosa do Perri, o time focado na marcação e quando tomamos as rédeas da partida, vieram os gols. 

O apito tentou atrapalhar ignorando um pênalti claro no CA na primeira partida, mas o momento do time não dá lugar para desânimo ou intranquilidade. Vencemos mais uma, faremos o jogo da volta com uma ótima vantagem no placar e até poderemos repetir o time reserva que hoje se houve tão bem.

Hernández fez a sua estreia e mostrou qualidade, participando da jogada do segundo gol. John Textor, que estava num camarote, resolveu descer para a arquibancada e assistiu a metade final do jogo misturado com a galera. O momento é mesmo de festa.

27 de abr. de 2023

CB - VALE VAGA NAS OITAVAS

 Reservas do Botafogo 2x0 Ypiranga 

Foi em ritmo de treino



 
PRÉ JOGO

- Notícias

- Time engrenando e vencendo jogos importantes, clube (SAF) instalando um gramado padrão Europa, atletas adquirindo ritmo e padrão de jogo capazes de fazer o time alçar vôos maiores nos 3 campeonatos e aí: começou o mimimi!

O mais destacado foi o do dirigente tricolor. Taxado posteriormente pelo Thairo Arruda, do grupo da SAF anvinegra, como "assistente do Flamengo", o engraçado dirigente do clube das 3 cores reclamou a rodo da insistência do Vasco em querer rever o contrato de aluguel do Maracanã e assim, espalhou o seu chororô para o Nilton Santos, alegando que deveriam ter sido consultados pelo Botagogo na questão do gramado sintético. É para rir ou é o que?
  
- Escalação: 
 

O time titular

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Contando apenas com Lucas Perri como titular,
time não toma conhecimento do descansado e completo adversário

O JOGO - Foi um treino de luxo. Luxo a que se deu o Luis Castro de deixar um 11 titular inteiro no banco de reservas. Apenas Rafael, Victor Sá e Luis Henrique, os dois primeiros por alguns minutos da segunda etapa, participaram deste jogo. Luxo a que se deram os garotos para, capitaneados pelo talento do Gustavo Sauer, abrirem o placar logo aos 4 minutos através do Matheus Nascimento (goleador sim mas ainda trôpego entre os adultos) e Janderson, já aos 41 minutos da segunda etapa, em bela jogada do "menino" Matías Segovia, o Segovinha.

E foi isso. Os reservas começaram se impondo, acharam o gol mal a partida havia começado e a partir daí, parecia definitivamente um treino de toques e passes, com o time tentando o gol mas sem nenhuma preocupação ou afobação para fazer mais e mais (o que era perfeitamente possível). Este pequeno do sul deu trabalho para o Grêmio do gauchão? Ótimo! Que venha o Grêmio então no campeonato brasileiro!

Aliás, mesmo com o nosso futebol ainda carecendo de alguns acertos, estou convencido de que podemos sim, enquanto os times do G4 ainda buscam seu melhor futebol, acumular pontos que vão nos ajudar muito no brasileirão mais lá na frente.

Mas como este jogo foi de Copa do Brasil, temos aí que na próxima terça feira haverá o sorteio das partidas das oitavas, agora sem mais brincadeiras de pequenos dando trabalho (e deram, mormente aos times do sul e ao Corinthians). Agora é briga de cachorro grande. Restaram 16 equipes fortes, competitivas e que podem comprovar se temos ou não condições de almejar coisas maiores já este ano.

26 de jun. de 2022

BOTAFOGO 0x1 FLUMINENSE

 Muito desfalcado, time sofre pressão e perde no fim



 
PRÉ JOGO

- Notícias

- E o Zahavi não vem mesmo. Faltou -se que acabou pesando a questão da violência (a da cidade como um todo e a invasão do CT especificamente).

- Mas o Textor veio. O homem chegou ao Rio no meio de semana, recebeu, junto com Gatito e Carli, o título de cidadão carioca na Câmara dos vereadores, foi à festa junina do Romário na sexta (rolê aleatório) e assistiu à derrota do sub 20 no sábado. Vai estar no Niltão hoje, no clássico.  

CONTRATAÇÕES

- O nome da vez para ser o camisa 10 é o James Rodrigues. O clube árabe aceita negociar, o Textor paga o valor mas o atleta ainda pretende retornar ao futebol europeu.

- Outro nome muito comentado para a camisa 10 é o do Jean Carlos, atualmente no Náutico.

- Quem chegou mesmo, por empréstimo, foi o meia americano Jacob Montes, do Crystal Palace. Temos que aguardar pra mais notícias, já que pouco ou nada se sabe sobre este atleta.

- Escalação: 


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O JOGO - Se fossemos colocar apenas na conta da reclamação, uma vez que o nosso elenco é novo e não é quantitativo para substituir com qualidade, teríamos que dizer que foi Fluminense 1x0 sistema do apito do Beira Rio.

Pois foi aquele assalto a boca armada (apito) que nos deixou sem meio de campo e ataque para este jogo de hoje. Quando Erison foi chamado pelo auxiliar técnico para entrar (sim, ficamos sem treinador também), ele ouvia as instruções e massageava as costas. Entrou e viu-se claramente que foi só uma tentativa de um chute certeiro (e até houve uma cabeçada), mas o atleta não tinha a menor condição de impor o principal do seu jogo, a arrancada em velocidade contra a marcação adversária.

Assim, parecia que o jogo ia para o zero a zero mas também temíamos que o gol deles fosse questão de tempo. Eles foram melhores o jogo inteiro e afirmo aqui que se não fosse um time do modo arame liso (pelo menos o foram hoje), poderíamos ter saído com mais gols na sacola.

Vida que segue, pois quinta feira é dia de Copa do Brasil.
 
 
 
DO CONTRA
 

 
Escrevo atrasado, já no dia da próxima partida, mas fica o registro Do Contra.
 
Resultado esperado para um time despedaçado. Faltou comando na beira do campo, mas até isso se explica pelas expulsões e contusões.
 
Então o que tenho a falar é que o resultado era esperado, foi bom, e o Castro mostrou que está aprendendo o futebol brasileiro e a se comportar de acordo com o adversário. Foi a campo com o time fechadinho, para marcar o arame liso e sair na bola boa. Só que se o fechadinho funcionou razoável, a saída para matar o jogo foi um desastre. Faltou meio, faltou pernas, faltou calma, faltou velocidade, e sobrou afobação que entregava a bola de volta pro adversário rapidamente.
 
Para ser mais do contra ainda, acho boa ideia poupar alguns jogadores nesses jogos da Copa do Brasil. Chegamos nas oitavas e o que vier daí pra frente é lucro. Não estamos estruturados para ganhar essa competição, e nenhuma outra, então a eliminação é um  não-problema. Quando digo não-problema significa que não é solução e nem problema, se avançar, ótimo, se não avançar, está tudo bem.

9 de mar. de 2014

FIM DE SEMANA SEM BOTAFOGO


BOTAFOGO 0 X 2 FLAMENGO

Muito chato fim de semana sem jogo do Botafogo...

Inicialmente pensei em ir ver o jogo no Maraca, falei com os filhos, eles toparam sem entusiasmo, mas toparam. Depois fui falar com meu pai, nem pensando em que ele acompanharia a ida ao jogo, mas ele se adiantou convidando para assistirmos na TV.

Com seus 74 anos de experiência já vaticinou: vamos com time reserva, não vale nada pra nós, nossa torcida não vai, eles vão com time titular, e se ganharmos, os gatos pingados deles que irão, querendo ver o título deles (que agora que ganharam vale muito) vão querer confusão...

Dito isso, resolvida uma tarde de domingo em casa, família reunida, para não desperdiçar o domingo.

Resultado é que alguns petiscos rolaram, algumas garrafas de vinho tombaram, e até tentamos ver futebol, e ver o Botafogo jogar. Mas não conseguimos.

Jogo feio, sem vontade, de ambas as partes. 2 a 0 finalizado nos instantes finais, onde o Botafogo, meio sem jeito, meio sem vontade, até tentou empatar, até mais um falha da defesa permitir o segundo gol deles já nos acréscimos, isso com nosso time estando com 1 a menos, por conta da expulsão do Airton, misto da truculência dele com a incompetência, má vontade, e direcionamento da ridícula arbitragem, que errou um monte de coisas, para os dois lados.

Até o público foi ridículo, pouco mais de 9 mil pagantes em um clássico que poderia decidir, e decidiu, a Taça Guanabara, torneio outrora importante, e hoje relegado momento de marketing vazio e bisonho por parte da Globo.

De futebol, posso dizer que é inadmissível ver um time tão conformado, tão sem vontade, tão querendo ver o tempo passar. Renato cada vez mais omisso, entrando em um ciclo Lúcio Flávio de dar dó.

Uma zaga que às vezes bate cabeça, mas que apesar de baixa técnica, podemos ver alguma vontade em  Dankler e André Bahia. Laterais que não apoiam, e sendo um deles um Lucas que parece nunca voltar de contusão. Daniel que não consegue sair da base, e que só vejo chances de deslanchar se passar a jogar com um time arrumado e que renda, sem depender dele.

Na frente um Henrique esforçado, que tenta, tenta e tenta, e só tenta. Bolatti... não sei, parece estar na condição do Daniel, ou do Lucas, esperando um time para poder jogar. Espero que Bolatti não seja só um novo projeto de Renato.

Junior César... também apagado. E Zeballos, tentou apitar o jogo e mais nada, mas nisso a pequena torcida do Flamengo foi mais eficiente, pois o árbitro, incompetente e inseguro, tentou se guiar pelos escassos gritos dela.

No segundo tempo pudemos ver Gegê, Fabiano e Yguinho em campo. Nada de diferente além de um pouco mais de vontade e correria, que até ajudou a equilibrar o jogo contra um insosso Flamengo, que parecia não querer muito mais do que esperar os 90 minutos passarem.

Vamos esperar por quarta-feira, imaginando ver um time descansado e aguerrido, querendo vencer e carimbar a vaga para a próxima fase. 

Desse não-Botafogo de hoje vou manter a razão e seguir guardando distância.

Abraços.

21 de out. de 2013

LEITURA A FRIO

Dankler comemora primeiro gol da partida
Caros,


Passadas 24 horas da partida acho que dá para começar a fazer uma leitura mais adequada do que aconteceu.


Foi realmente uma tarde "sui generis", com todos os ingredientes de tragédia grega junto com ópera burlesca e superprodução hollywoodiana.

Não tinha como fazer uma análise completa e detalhada em um post, então resolvi voltar e escrever de novo sobre a partida. Entre todos os pontos de vista existentes, resolvi olhar pelo ponto de vista do inusitado e diferente que tivemos: um elenco que nunca tínhamos visto jogar junto, inclusive com alguns jogadores totalmente desconhecidos. E o que podemos avaliar disto?

Então vamos olhar este time que jogou, e tentar aprender um pouco do que o Botafogo tem. Vou emitir minha opinião, mas o objetivo é cada um pensar em cada jogador por si. Não vou seguir a escalação, mas começarei pelo gol.

Jefferson dispensa apresentações, mas algumas coisas ficaram claras na atuação dele. Primeiro, com poucos minutos de jogo ele ameaçou sair em bola que estava toda para Dankler, nosso zagueiro. Erro? Não, só uma demonstração da falta de entrosamento e da falta de confiança que ele tinha na zaga. Natural.

Em outro lance, em bola recuada no fogo, acho que por André Bahia, ele mostrou uma conhecida dificuldade em dar o chutão pressionado, colocando a bola pela lateral. É sim o melhor goleiro em atuação no Brasil, mas tem algumas deficiências que deixa certa preocupação pensando em Copa do Mundo.

No final do jogo, depois de algumas boas defesas, fez a do jogo, em cobrança de falta quase perfeita de Juninho. Buscou a bola lá no ângulo e garantiu o empate. Suficiente para brilhar em uma Libertadores, e tendo reservas de qualidade (Renan, Milton Raphael e Andrey).

Edílson jogou bem, apoiou, mas como sempre tomou umas bolas nas costas. Além disso cobrou ridiculamente um escanteio, muito por culpa de um gramado que está pior que os piores momentos do Engenhão, e errou passe bobo e perigoso em saída de bola. No segundo tempo cansou, me fazendo acreditar que Gilberto deveria ter entrado. Hoje eu não sei dizer, estando todos 100% fisicamente, qual seria a ordem dos nossos laterais: Lucas, Gilberto e Edílson. De qualquer forma mostrou maturidade, natural para a idade, mas também que depende de um time mais acertado para conseguir brilhar como ja fez.

Já na esquerda... adoro o futebol do Júlio César, acho que é um dos responsáveis pela nossa estabilidade na defesa, junto com Bolívar e Dória, e mesmo se arrastando nos últimos jogos é muito superior ao Lima que jogou contra o Vasco. Este parece que esgotou suas chances, e não há a menor condição de ser nem reserva em uma Libertadores da América. Precisamos de pelo menos 2 reforços para a lateral esquerda ano que vem.

Dankler errou no primeiro gol vascaíno, perdendo no alto para o zagueiro deles. Um erro em 90 minutos de boas antecipações, precisão e segurança. Considerando que é jovem e estava há meses sem jogar antes de vir para o Botafogo, digo que merece mais chances e pode ser usado com tranquilidade para poupar Bolívar.

Já André Bahia, também foi bem, mas mostrou um certo nervosismo. Se fosse um jovem em início de carreira, seria normal, mas em jogador de 29 anos, rodado e com experiência na Europa, não é fácil aceitar. Pode compor o elenco dependendo do custo, mas não dá pra fazer aposta. Não o colocaria como reserva de Dória, no máximo como terceira opção.

Como volantes começamos com Zen e Gegê. Zen, que veio da base já a algum tempo, era jogador mediano e seguro, mas promissor. Só que sofreu séria contusão e parece que ficou perdido no tempo. Não evoluiu com os demais e não apresenta mais a segurança de antes. Se formos jogar Libertadores e a direção quiser investir em um time B para o Carioca, tudo bem, pode seguir sendo opção. Talvez com ritmo possa ser terceiro reserva na LA, mas não consigo crer em mais que isso.

Por outro lado, Gegê mostrou que pode pegar qualquer posição no meio. Jovem, só vem crescendo, e atuou muito bem como volante. É verdade que no segundo tempo sentiu o peso de ser referência, tendo que dividir tudo com Renato quando o time se mostrou despreparado para segurar o ímpeto vascaíno. É pule de 10.

Hyuri e Octávio. O primeiro ficou apagado. É disciplinado taticamente, mas não conseguiu produzir o mesmo das primeiras partidas. Acho que sem o apoio de um grande time ainda vai demorar, se é que chega lá, a puxar a responsabilidade. Vai crescer, mas ainda é incerto dizer aonde pode chegar.

Com Octávio é parecido, só que este se mostrou mais impetuoso e ao mesmo tempo mais ansioso. Teve mais acertos e mais erros que Hyuri. Também merece mais preparação, para sabermos aonde pode chegar.

Sassá brigou, brigou, brigou e até acho que foi bem. Mas não foi produtivo. Como atacante não fez gol e nem chutou tanto. Como pouco tem jogado, precisa de rodagem, mas não parece ser, no momento, o cara para se colocar as fichas.

Ainda tivemos a entrada de Daniel, garoto da base que mal deve ter treinado com profissionais. Jogou somente 5 ou 6 minutos, e assim que entrou fez bela jogada, que se ele fosse jogador do Flamengo já seria capa dos jornais e o faria o novo Zico da semana. Cabe observá-lo, com prudência.

Ainda tivemos em campo Lodeiro e Renato. Acho ambos ótimos jogadores que não vivem boa fase. Renato parece em recuperação, Lodeiro ansioso e instável, com muita correria e pouco resultado. Acho que não estão valendo o que custam, mas podem render muito mais. Insistiria pensado em Libertadores, mas poderiam ser o reforço dos reservas, se acertarmos nos investimentos.

Por último, ainda tivemos em campo Bruno Mendes, que mostrou boa movimentação e vontade, e merece recuperar o ritmo, pois o sucesso dele em vários jogos ano passado não pode ter sido por acaso.

Analisando assim, jogador a jogador, posso repetir o que Paret falou na saída do jogo: se realmente conseguirmos a vaga na Libertadores, e as coisas estão bem encaminhadas para isso por mais que os pessimistas achem o contrário, este será nosso time no Cariocão. Ou seria com o elenco atual.

Com os reforços certos: dois laterais esquerdos, um zagueiro, um volante de altíssimo nível, dois meias, um do nível do Fellype Gabriel e outro de altíssimo nível, e um atacante de qualidade, temos chances de ganhar o carioca dando ritmo para os jovens e reservas e disputar de igual pra igual, ou até com superioridade, a Libertadores. 

Já está chegando a hora de planejar. Não só este final de ano, como o ano que vem, e para isto esta partida foi um belíssimo laboratório. De alto custo, mas foi.

Abraços.


Leia aqui como o Botafogo mudou o rumo da história do esporte no Brasil (e do futebol no mundo).
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Imagens Históricas - Por Luiz Fernando do BLOG