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21 de mai. de 2017

BRASILEIRÃO-2017

BOTAFOGO RECEBE A PONTE
NA ARENA NILTON SANTOS






FOGÃO 2x0 PONTE

O que é este Botafogo da era Jair Ventura?

Minha definição: um dos times com o futebol mais inteligente do país.

Dito isto, cabe a nós todos uma reflexão seríssima, vez que muito importante para o momento que atravessa o futebol brasileiro, massacrado pelo poderio europeu de um lado e os equívocos da Lei Pelé do outro. Teríamos nós voltado à era da revelação de talentos em série?

Vejam o que aconteceu com a nossa zaga em 4 anos. Primeiro ano - Dória. Segundo para o terceiro ano - Émerson Santos. Terceiro para o quarto ano - Marcelo. Meio do quarto ano - Igor Rebello.

Isto anda permitindo ao clube, nestes casos de atletas que não querem ficar, até mesmo o luxo de não precisar deles. Sai um, entra o outro. Tá certo que o ataque, depois do fenômeno Vitinho, parou de produzir bons atletas mas até isto não nos faz tanta falta assim. Somos um time de marcação, de contra ataques e para suprir a deficiência de atacantes, quase todo mundo anda fazendo gols.

Pois hoje, Igor Rabello jogou um futebol de exportação. Acompanhando-o, Rodrigo Lindoso, Bruno Silva (um gigante) e Gatito Fernandez se houveram muito bem. O estreante Arnaldo não decepcionou, nem parecendo estar fazendo a sua primeira partida no time.

Enfim, aquele futebol intenso da segunda metade do brasileirão passado ressurgiu hoje na Arena Nilton Santos. O time não deu chances ao bom adversário, time este que vai dar trabalho no campeonato. Vamos agora para a Argentina, em busca do primeiro lugar do nosso grupo na Libertadores.

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18 de mai. de 2017

PARA CLASSIFICAR



Time recebe o Atlético Nacional
em busca da classificação
e vence a partida.
1x0

Fogão classificado

Não tínhamos o Montillo, nem o Airton e nem o Marcelo. Ainda estamos sem o nosso lateral direito Luís Ricardo. Aliás, estamos sem NENHUM lateral direito, haja vista estarem todos contundidos.


Pois foi deste jeito que entramos em campo na noite desta quinta-feira para encarar o atual campeão da Libertadores, um bom time sim, mas que vindo com a obrigação de vencer, não encontrou os espaços que precisava para fazer o seu gol.



Resumindo o que foi este jogo, fizemos um primeiro tempo horroroso. Nós e eles. Com a sua habitual intranquilidade somada a uma total falta de intimidade com a bola, Roger acertou o poste direito logo aos 2 minutos de jogo, sem goleiro. Eles, por sua vez, estavam tão tensos com a sua situação na tabela (se empatassem já estariam eliminados) que o seu goleiro pode ter cobrado o PRIMEIRO TIRO DE META DA HISTÓRIA PARA A SUA LINHA DE FUNDO



A verdade é que, com o sumiço do futebol do Camilo, o fim daquela boa fase do Bruno Silva, sem os bons segundos tempos do Sassá, sem lateral direito e tendo contratado um medalhão (Montillo) que, ou não joga ou, quando joga quase nada faz, somos hoje um time que depende exclusivamente do voluntarismo e ontem, naquele primeiro tempo, até ele faltou em campo.



Esta força de marcação, aquela fome de bola e a vontade de caminhar junto com a torcida só reapareceram no segundo tempo e assim surgiu o gol do Pimpão, o da vitória. Belo gol por sinal: bola brigada pelo Camilo e depois, trabalhada, passes certos e uma bela enfiada do Rodrigo Lindoso na medida para o seu xará nos levantar das arquibancadas.



A partir daí, fizemos uma festa com 33 mil vozes gritando e com Guilhermes e Pimpões perdendo gols inacreditáveis mas o mais importante, a vitória, veio e com ela, a classificação para as oitavas de final.



O Botafogo é o Rio na Libertadores. Não é o que a mídia queria mas, quem de nós vai ligar para isto? Hora de descansar o elenco - domingo receberemos a Ponte Preta pelo brasileirão.


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11 de mai. de 2017

VAI COMEÇAR O BRASILEIRÃO 2017




Vamos começar logo a partir dos fatos, esquecendo o que oportunistas de plantão na mídia falam, sempre em cima do resultado.

Para a imprensa, ou somos ignorados quando estamos bem ou, no momento oposto, vamos para o buraco quando um jogo não dá certo. E o caso em questão é que, neste jogo, se o time não encontrou a velha pegada, não encaixou a marcação, o nosso adversário parecia fazer um daqueles jogos únicos, nos quais tudo dá certo.

Então meus amigos, não temos do que reclamar. Hoje não era dia, nada nos foi favorável e neste diapasão, que a má atuação tenha vindo hoje mesmo. Antes hoje do que na quinta feira, na partida pela Libertadores, contra os colombianos.

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2 de mai. de 2017

É LIBERTADORES, É FOGÃO!



Time recebe o Barcelona-Equ
em busca da classificação,
mas perde o jogo.



BOTAFOGO 0x2 BARCELONA DE GUAIAQUIL

A ópera fantasmagórica de ontem pode ser explicada com a seguinte receita – Como perder um jogo bobo em um ato (no caso, o primeiro gol), seguido da velha e manjada teimosia futebolística nacional.

Dito isto, vamos ao que foi esta partida em rápidas linhas, já que o gosto amargo não vai me permitir escrever muito.

Tínhamos que ter, na nossa escola de técnicos da qual Jair Ventura é um notável aluno, a disciplina “substitua enquanto é tempo”. Esta mania antiga de esperar intervalo para consertar o time nos fez perder um jogo que pode sim ser encaixado na categoria de derrota boba, infantil e sem justificativa.

Treinadores de outras escolas podem até começar uma partida destas, da forma como Jair começou: vai de 3 atacantes, tira um homem do meio para encaixar o terceiro atacante e (talvez) sai na frente do placar parar, só lá no terço final da partida, colocar o time para marcar. Só que treinadores de outras escolas (e vemos isto o tempo todo pela TV), ao menor sinal de perigo (como o da Avenida Lateral Direita ontem), substituem com 10, 15 minutos ou, no máximo, meia hora de jogo que seja, consertando rapidamente o que está errado.

Não culpo o Jair por todo um primeiro tempo perdido com o time torto daquele jeito. Culpo sim, toda uma escola brasileira, de treinadores que esperam o time voltar do vestiário, aguardam por 10 minutos e só aí, pensam em começar a mudar, escola que teve em Zagallo o nome mais conhecido nestes últimos tempos. Foi por isto que perdemos o jogo: demorou para consertar. E consertou sim, porque estava perdendo mas mais ainda, por ter atletas lesionados no intervalo e aí, quando a marcação parou de dar espaços, já tínhamos tomado 2 gols de um time hábil e experiente, mas que não vejo como superior ao nosso. Tivesse o Jair, aos 7 minutos de partida (minuto seguinte ao primeiro gol), colocado o Marcelo ali na direita e um provável empate (ou até uma vitória como aquela contra o Sport) não seria tão impensável assim.

Vida que segue. O brasileirão vem aí e logo nos dias do seu início, o jogo contra o Atlético de Medelin vai acontecer também. Que isto tenha servido de lição.

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Leia aqui como o Botafogo mudou o rumo da história do esporte no Brasil (e do futebol no mundo).
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