OS FEIOS QUE
ME PERDOEM MAS...
...A ARTE, NO FUTEBOL, É FUNDAMENTAL
Estamos no liminar de mais uma copa do mundo. Desta vez, no 'nosso quintal', na 'nossa sala', na 'nossa varanda'.
Muito contestada (até por nós mesmos), muito custosa, muito usada para fins ilícitos (o caso Cuiabá é caso de crime inafiançável contra os cofres públicos) mas na verdade, o que fica mesmo é aquilo que gostamos e debatemos sempre, não só aqui no blog como nos lugares por onde andamos: o futebol.
E aí as perguntas de sempre nos caem sobre a cabeça. Temos seleção? Já é, de cara, uma pergunta aqui para o debate mas a minha opinião pessoal é a de que não temos. Vamos a campo com apenas um fora de série, sim, um garoto que, se entrar em campo e fizer o que sabe, faz a diferença mas aí reside o grande problema: ele mandou ver na Copa das Confederações, sabidamente uma espécie de torneio de preparação para a verdadeira Copa. Agora, todo o peso da responsabilidade recai sobre ele, já que os demais são apenas bons jogadores (para falarmos de nível de seleção). Não sei, portanto, se estaremos preparados para enfrentar times já de há muito montados e com seus elencos muito bem afiados. Imaginar esta nossa seleção batendo de frente com Alemanha, Argentina, Inglaterra e Espanha, esta última, inclusive, que não se deixará (certamente) envolver de novo como o foi no ano passado, será tarefa hercúlea. Até mesmo contra mediano Uruguai teremos que esperar sufôco, jogo pegado e possibilidade de insucesso.
Não estou sendo pessimista. Acho sim que a minha opinião vem calcada numa realidade bem visível, ante o que se percebe na escalação do nosso time. Alguém já escreveu por aí que hoje em dia, já não existem mais brigas na convocação. Aquela coisa de 'leva Romário, deixa Romário', só para ficar num exemplo. A convocação para esta copa foi tranquila, ninguém reclamou a falta de nenhum jogador, não houve debate algum acerca deste assunto. Nosso time completo é praticamente composto de atletas que já não são mais titulares em seus times (a não ser a zaga) e assim, um sucesso só pode ser esperado se jogarem as sonhadas 7 partidas com o mesmo elã daquela final do ano passado, algo difícil de um time manter de forma seguida. De toda sorte, vamos torcer muito, vamos esperar que o fator casa nos seja benéfico e no fim, ainda aguardarmos por uma titularidade do melhor goleiro (o Jefferson), afinal, desejo não só dos alvinegros como também da maioria da nossa torcida (exceto a de mídia).
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