BOTAFOGO 1 x 2 CABOFRIENSE
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VEM AÍ A POSTAGEM Nº 500
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O título pode parecer estranho... e é mesmo. Uma "derrota tranquila".
Mas explicável, primeiro, pelas aspas, como uma ironia, afinal, perder para a Cabofriense não pode ser visto com tranquilidade, mas em um time que o camisa 10 é o Rodrigo Souto, e a craque do time, o dono da 5, é o Aírton, tem que ser visto com tranquilidade.
Saindo desta visão, vamos à seriedade. A derrota é tranquila de digerir porque é no Carioca, com o segundo time, o chamado time B, que talvez leve a campo, com algumas exceções, os terceiros jogadores do Botafogo.
E o que nos interessa é saber desta turma que estava em campo quem podemos ver como opção para o banco. Quem pode compor o elenco e ajudar a não cair o nível quando o time A precisar.
E deste ponto de vista eu digo que o jogo foi tranquilo, trouxe alguma segurança, apesar da péssima atuação do conjunto e do resultado adverso.
Para começar, Renan fez algumas boas defesas, mas soltou três bolas inaceitáveis, uma delas que resultou no primeiro gol da Cabofriense. Como sabemos que Jefferson é o titular absoluto, e por ser goleiro não deve desfalcar tanto o time, podemos deixar passar este problema sem maiores aflições.
Na lateral direita o jovem Alex fez sua segunda partida, bastante tímida outra vez, e vamos seguir contando com a recuperação do Lucas para o time A.
Na zaga, Dankler foi bem, e segue sendo bom reserva para Bolívar. Falhou no segundo gol do adversário, mas teve uma atuação consistente no desarme, entremeada com algumas saídas de bola péssimas. Por sinal, passes displicentes foi uma tônica do jogo, por parte dos dois times, em particular do Botafogo.
André Bahia se saiu bem, fez o gol que nos levou ao empate, e segue sendo o reserva de Dória. Não chega a ser suficiente para tirar a tranquilidade, até porque Dória é raro desfalque no time A.
Na lateral esquerda, o outro gêmeo lateral, Anderson, mostrou mais vontade que o antecessor Lima. Para primeira partida achei bem razoável, apesar do também excesso de passes errados. Parece saber apoiar bem, e ter condições de crescer ao ganhar ritmo, e se tiver um elenco mais qualificado junto com ele. Aposto como reserva para o Júlio César, sem nos deixar com cabelos brancos e coração na boca que ficávamos quando o Lima entrava...
Os volantes, bem, já comecei falando deles, a dupla contestada, que me parece ter sido contratada somente para jogar o Carioca mesmo. Passo em frente, porque creio que temos opções suficientes no time A.
Nossos meias foram Daniel e Renato. Daniel finalmente se soltou mais, e parece poder crescer mais. Também cabe a atuação dele a observação de que com um elenco mais qualificado, dando mais suporte e exigindo menos dele, tem amplas possibilidades de atuar bem melhor. Este foi o primeiro e principal motivo para que eu encare esta derrota com certa tranquilidade. Parece que poderá ser sim um bom reserva, neste momento, para Jorge Wagner e Lodeiro.
Renato começou atuando bem, mostrou bom passe e visão de jogo, e foi caindo de ritmo, sentindo o cansaço de início de temporada. Ficou devendo, como a bastante tempo vem fazendo, mas pelo seu currículo é fácil saber que atuaria no mesmo nível contra adversários mais fortes, e não sentiria a pressão. Será sempre opção para o time A, inclusive voltando à função de volante.
No ataque vimos um Henrique mais leve, atuando como segundo atacante, e achei que nesta função foi mais efetivo, apesar de como sempre pouco produtivo. Creio que se juntará aos dois volantes como jogador do Carioca, pois não deve se juntar ao grupo da Libertadores de forma útil.
Já nosso atacante de área foi Elias. Se movimentou, tentou, mas mostrou total falta de ritmo. Que besteira não ter resolvido logo a situação dele, para que fizesse uma pré-temporada adequada. Pelo que conhecemos do ano passado, servirá para o Carioca e como reserva muito eventual, em casos extremos, na Libertadores. Mas precisa melhorar muito.
No segundo tempo vi Húngaro fazer algumas alterações ainda com cara de teste, e tentativa de dar ritmo. Entraram Cidinho no lugar do Henrique, e Gegê no lugar do Aírton. Ambos entraram com vontade, mas não foram efetivos. Acho que Gegê precisa ganhar mais experiência, e Cidinho mais ritmo. Não sei se chegam a ficar prontos para ajudarem ainda na fase de grupos da Libertadores, talvez sim se atuarem mais no Carioca, e não só nos minutos finais.
Por último, Húngaro sacou o Anderson, que não sei exatamente porque saiu, mas creio que por cansaço, e colocou Fabiano. Este vai ter dificuldade de vingar mesmo como reserva da lateral esquerda, mas isto é aceitável, uma vez que é volante. Mas na falta de opções do elenco, pode ajudar pelo menos fechando a marcação naquele lado.
Sobre nosso técnico, o time em si era lento e previsível, isto devido à escalação, mas como nosso treinador não tinha muitas opções, não podemos colocar na conta dele. As substituições foram razoáveis, ainda mais se avaliadas como oportunidades de observar jogadores e dar a eles ritmo e experiência. Sem dúvida a cabeça estava toda na quarta-feira, e o placar e andamento do jogo não foram preponderantes na escalação e nas substituições.
Agora é juntar o grupo, dar uma relaxada, uma treinada, pegar o avião, e depois subir a serra. Quarta-feira os objetivos são totalmente diferentes, e o resultado será o mais importante, diferente de hoje.
Vamos à análise do Paret, e de nossa torcida. Tenho convicção que serão menos condescendentes com a péssima atuação, deste time B de certa forma bastante fraco.
Abraços.

EMPATE DO BOTAFOGO BATE NA TRAVE,
AOS 47 MINUTOS DO SEGUNDO TEMPO.
O time começou sem muito pique, aceitando com extrema facilidade a pressão inicial do adversário. Nossa defesa errava na marcação, não tínhamos criatividade no meio e assim, nos primeiros 8 minutos, chegamos a tomar sufôco. Até tentamos ‘mostrar as garras’ mas isto era inócuo, pois não jogávamos bem. Aos 17, Anderson chegou a cobrar uma falta no canto, belamente defendida pelo goleiro, mas não estávamos efetivos no jogo. Aceitávamos o toque de bola deles, não nos organizávamos para tocarmos nós a bola até que sofremos o gol, quase aos 19 minutos, com a nossa defesa completamente desarrumada e ainda com falha do Renan.
O time que estava em campo poderia ser considerado, quase na sua totalidade, o time reserva, já que Henrique não será o titular no elenco principal (pelo menos, não por enquanto) e assim, não era tão estranho assim ver o nosso sistema defensivo falhar mas para o campeonato, é mesmo uma lástima ficar tomando gols e depois, ter que correr atrás do placar.
Neste cenário, era até normal vermos o time deles ter uma atitude que deveria ser a do nosso (tomar as rédeas do jogo) e o nosso, claro, procurando se livrar dos perigos que chegavam à nossa área. O gol que o Elias deixou de fazer aos 31 minutos só se configurava em fator desanimador, já que ele ficou sozinho de frente para o goleiro mas não teve precisão no chute.
Aos 34, Daniel fez uma jogadaça pela esquerda mas o goleiro jogou p/escanteio mas as nossas estocadas, além de esporádicas, eram de chegada atabalhoada na área, sem organização e, principalmente, sem força. E o cenário no segundo tempo pouco se alterou. O time deles não saiu no mesmo abafa do início da partida mas do nosso lado, o meio de campo não tinha jogo de conjunto suficiente para barrar os contraataques deles.
Categoria não deixa de existir neste elenco reserva. Daniel é ótimo (mas verde ainda), Gegê não é mau jogador e vários outros já atuaram e bem no time principal. O grande problema que temos é mesmo o Renato, sempre um a menos em campo, sempre um atleta que não soma, não assume a responsabilidade que lhe cabe e acaba, com a sua lerdeza, por dar mais gás ainda ao adversário. Empatamos o jogo sim, aos 27 minutos, mas sofremos o desempate logo 2 minutos depois. Ficávamos vivendo da bola parada e na criação, nada era feito para tentar fazer a bola chegar nos homens do ataque.
Não há então o que falar de um jogo assim. A única NOTA ENGRAÇADA ficou por conta, claro, da emissora que manda. O jogo ainda ia pelos 43 minutos mas ao falar da rodada, o apresentador do domingo já dava a Cabofriense como vencedora. Tá certo que não jogávamos nada e nada mostrava que poderíamos empatar, mas falta de respeito pior do que esta não pode ser tolerada vindo de quem tem a obrigação de fazer o correto uso da função de informar. Não liguei para esta derrota mas seria muito engraçado se a bola do Gegê na trave, aos 46 minutos, tivesse resultado em gol.
Vamos então para o morro. Vamos para a classificação.
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