Time vai a Chapecó em busca de mais 3 pontos Rodada nº 34 e vence por 1x0
Pode-se dizer que foi uma vitória tranquila. Imprimimos, mais uma vez, a nossa forte marcação, hoje com um inexplicavelmente eficiente Dudu Cearense (Lindoso não jogou, suspenso pelo terceiro amarelo) e numa belíssima assistência do Leo, tocando a bola de primeira, Luis Fernando deslocou o goleiro e marcou o gol do jogo. A fase agora é boa: que venha o Inter.
Em busca de mais 3 pontos, time joga bem e vence sem sustos
A zoação é tudo - torcida leva flâmula
gigante que faz alusão ao Jogo do Senta
BOTAFOGO 2X1 FLAMENGO
Erick – a arrancada fatal: nenhuma zaga é capaz de acompanhar
Não podemos dizer que colocamos um adversário com a qualificação técnica deste de hoje de joelhos. Não, não podemos. Afinal, com Pimpão, Marcinho e Gilson (apesar da boa atuação deste último), ninguém tem condições de impor a ninguém nada que, com vontade e dedicação, seja só uma vitória e apenas isto (o placar favorável).
Mas foi de encher os olhos o que o nosso 11 fez nesta partida. O adversário, com sua meia dúzia de atletas caríssimos (e outros tantos que marcam presença como titulares ali) não viu a cor da bola. O gol deles foi obra de (mais) uma pixotada do Lindoso, que ao tentar fazer uma tabela com o Marcinho entregou a bola de graça nos pés do adversário. Foi, então, a única jogada que conseguiram produzir em direção ao nosso gol, chegando em condições de marcar (e, enfim, balançando as nossas redes).
No mais, sem exagero, só deu Botafogo. O gol não nos abalou, mesmo com a falta gratuita que os fez colocar uma bola no nosso travessão (também nós acertamos a trave deles no fim) e com aquele futebol compacto que vimos em 2017, o nosso time lhes deu um nó tático daqueles difíceis de desatar. Poucos atletas não se houveram bem, a saber, os desqualificados Pimpão, Marcinho e Brenner. Gilson, que saiu cansado, jogou incrivelmente bem, dando trabalho pelo setor esquerdo e Lindoso, apesar do erro na jogada do gol deles, compôs com o competente Matheus uma linha de proteção que fez a nossa defesa jogar sempre tranquila.
Foi uma vitória que nem a mídia pôde questionar, já que viram com clareza que o seu preferido não poderia mesmo almejar título algum, haja vista a pobreza do futebol que tantos atletas de nome jogam (ou não jogam - pelo menos, naquele time).
A destacar, a já citada proteção à defesa patrocinada pela dupla Lindoso/Matheus. Atuação de gala desses dois. O Carli, que não anda muito bem, deveria pagar um jantar para a dupla, tal a tranquilidade que teve para segurar as poucas bolas que o adversário tentava fazer chegar na nossa área. Outro que fez uma partida digna de nota foi o Leo (perninha) Valencia. No dia em que um treinador atento chamar este jogador e lhe mostrar que ele perde ao tentar correr mas tem tudo para arrebentar se apenas se fixar no meio de campo e olhar o jogo, vira um craque de ótimo nível. Com a bola nos pés, é muito bom.
E foi isto. Vitória incontestável, num momento delicado do campeonato. Vamos agora a Chapecó e se jogarmos com seriedade, pensar em vitória já não é coisa tão impossível assim.
Time recebe o Corinthians,
joga bem e vence, ante 21 mil torcedores
Botafogo 1x0 Corinthians
O gol do jogo – Rodrigo Lindoso (a bola foi desviada pelo Ralf) – Youtube_TV-UOL
“O nosso time é ruim”, falei eu para o torcedor do lado na arquibancada oeste inferior do Nilton Santos, no exato momento em que o Brenner, com 2 companheiros livres na área, chutou/cruzou/isolou a bola, enfim, tentou aquela jogada esdrúxula. A torcida quase toda ali daquele lado (estávamos em frente ao gol para onde o time atacava) passou minutos de perplexidade, não acreditando que havíamos desperdiçado aquela chance de gol.
Àquela altura do jogo, com a saída do competente Jean e as consequentes substituições do fraco técnico adversário (futuramente, explicarei esta opinião, à qual assumo agora), perdíamos o controle da partida, que mantivemos também na volta do intervalo e víamos a bola chegar mais à nossa área, o que quase não ocorreu na primeira etapa. Só que hoje atuávamos com goleiro profissional. Saulo, decerto, com todo o potencial que tem, agora vai aprender muito, como aprendeu o Renan, “pagando” anos de reserva para o Jefferson.
E assim, dito isto, creio ter resumido bem o que foi o jogo. Enquanto o Jean esteve em campo (uma espécie de Airton versão 2018 – sem saúde física mas com um futebol muito competente), mandamos no jogo e anulamos qualquer tentativa deles de criar jogadas, fosse através do bom Danilo ou da jovem promessa de craque Pedrinho. Fizemos o nosso gol graças à ótima bola parada do Valencia, nossa defesa, com o bom jogo do Jean na proteção, jogava com rara tranquilidade para os dias atuais e no fim, São Gatito nos livrou de sairmos de campo com apenas um ponto.
O público total foi de mais de 21 mil torcedores. Que esta seja a vibe da nossa torcida até o fim do campeonato.
"Assim caminha a humanidade", já dizia uma senhora chamada Edna Ferber, escritora americana, autora da história que deu origem ao filme aí citado.
É tortuoso, o nosso caminho e isto me faz pensar, numa alusão à citada história, 'para onde caminha o nosso Botafogo?'. Sim, tá certo, os caras vieram com um mistão mas na hora decisiva, entraram com dois atletas fundamentais na recuperação daquele time a quem batemos com propriedade, na última partida antes da parada para a Copa (2x0 aqui no Nilton Santos).
E, também, é certo que depois de termos 2 dos melhores goleiros em atividade no país, estamos atuando com um bom garoto, mas que veio da base, sem cancha para estes jogos pesados do brasileirão, um garoto de futuro mas que entrou numa roubada. E, por fim, assusta-nos o fato de vermos o quanto foi maléfica para o futebol carioca a ida do Alberto Valentim para aquele clube daquele milionário lá nos confins da Terra. Ele manteria (tenho certeza) um elenco que tinha nas mãos aí, no mínimo, entre os 10 primeiros da competiçao e brigando por coisa melhor - saiu e nunca mais um treinador conseguiu dar liga ao 11 de novo. Veio ele para o Vasco e, igualmente, não achou a vibe do time. Temo que um ou outro clube possa sofrer as piores consequências ao fim de novembro.
Não deveríamos nos desesperar. Afinal de contas, aquele fim de jogo foi desigual para os padrões do que estamos jogando agora. Mas precisaríamos da moral do empate (ao menos o empate) para receber o Corinthians com os nervos menos acirrados. Com a derrota do jeito que foi, esta partida do próximo domingo vai ser osso. É jogo para tentarmos os 3 pontos ou então, não perdermos, sob pena de vermos um ano que não começou tão ruim assim ir pelo ralo.
Eu que sempre venho ao blog com palavras de esperança e analisando a situação sempre pelo viés do momento, agora não sei mesmo o que pensar. Aguardemos as cenas dos próximos (e, queira Deus não) dolorosos capítulos.