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A LENDA - clique na imagem e faça um tour pela gloriosa história do Botafogo

12 de mar. de 2013

BOTAFOGO CAMPEÃO

TAÇA GUANABARA/2013

E a festa continua



Este é o Jeff alvinegro galera! Segundo o povão-Fogão, ele é o "p.. q... p...iiiuuu.. o melhor....... goleiro do Brasiiiilllllllll!"

Opiniões à parte, o Lancenet preparou especialmente para os alvinegros o maravilhoso vídeo abaixo, sobre a atuação do nosso paredão nesta Taça GB, comentada mundo a fora.




ENQUANTO ISSO, 
EM RELAÇÃO 'A MUNDO'

Quem pode, pode. Quem não tem, inventa.

Franz Beckenbauer não falou do Seedorf, não conhece ninguém no clube e apenas se interessou, como já houvera feito em outra visita ao país, pela situação do Botafogo. Bem meus amigões alvinegros, a declaração da lenda alemã pode ser lida aqui e o vídeo abaixo também diz tudo

Com a palavra, a melhor torcida do mundo (segundo Seedorf). rsrsrs.

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10 de mar. de 2013

BOTAFOGO CAMPEÃO DA TAÇA GUANABARA 2013

BOTAFOGO 1 x 0 VASCO

Decisão da Taça Guanabara 2013


Opa, deixa eu tomar um fôlego aqui...




Ufa.


Amigos, está lá, jogamos bem, vencemos, e somos mais uma vez campeões. Outra vez sobre o Vasco.

Eu, vendo na TV, adorei ver ali nosso Josimar, grande lateral direito, trazendo bons fluídos.

Para a garotada que não conhece, e meu filho perguntou quem era, uma vez que ele não faz parte dos ídolos históricos do Botafogo que ele conhece, tive o prazer de apresentar, antes do jogo, mostrando os dois "golzinhos" da fera pela seleção de 86.



Então vamos a partida, grande jogo, Botafogo quis vencer, Vasco procurou amarrar o jogo e jogar no contra-ataque. Obteve sucesso uma única vez, mas o Carlos Alberto, pressionado pelo Lucas, desperdiçou.

O resto do primeiro tempo, e quase o jogo todo, foi o Botafogo martelando a defesa do Vasco mas de forma pouco produtiva. Tinha posse de bole, chutava a gol, mas faltou basicamente a presença de área, que Rafael Marques não consegue dar, e faltou o apoio dos laterais, que hoje não estavam tão bem, ou melhor, estavam mais focados na parte defensiva.

Seedorf, muito marcado, com Abuda como sombra, não conseguia produzir muito, mas movimentava bem e tocava de primeira, abrindo os espaços para os nossos outros meias.

No segundo tempo Oswaldo ousou, tirou Marcelo Mattos, que estava bem na contenção, e colocou Vitinho. A ideia era boa, pois Gabriel estava dominando o meio, e se apresentava mais uma vez muito bem. Com Vitinho, o time poderia ser mais incisivo no ataque, e o espaço deixado pelo Mattos não parecia que seria problema.

E funcionou bem, Vitinho partiu muito bem em algumas jogadas, mas continuou com seu velho problema, centralizando demais as jogadas, e deixando de passar ou chutar na hora certa.

Oswaldo acertou na substituição seguinte também, tirou o inoperante Rafael Marques, que ficou pior cansado, e colocou Bruno Mendes, que nos deu mais presença de área e melhorou a movimentação ofensiva.

Seguimos com posse de bola e controlando as ações, mas furar retranca de time grande é tarefa ingrata. Em bela jogada tramada pela esquerda, Seedorf tocou de calcanhar, enganando a defesa, permitindo a Júlio César (eu não havia dito que os laterais apoiaram pouco?) chegar a linha de fundo e cruzar no segundo pau. Bolívar dominou, preparou pra chutar, mas rolou pra trás, para a entrada do Lucas, nosso lateral direito atual, que com calma, frente a uma zaga congestionada, teve a tranquilidade de bater com lado de dentro do pé, colocando a bola no cantinho, fora do alcance de zagueiros e goleiro.

Estava marcado o gol do título, já aos 35 ou mais minutos do segundo tempo. Mas o Vasco não se deu por vencido, partiu pra cima, e Mattos fez falta nessa hora. Agora precisávamos dominar o meio e controlar o jogo ali, mas ele não estava mais em campo. A solução foi lançar André Bahia no lugar do Lodeiro, dando mais pulmão para o time, e completar a partida.

O Vasco ainda arrumou o gol do empate, em impedimento difícil de se ver do Renato Silva, mas muito bem marcado, e o jogo seguiu em emoção até quase os 51 minutos do segundo tempo.

No final, festa botafoguense. Um desconhecido qualquer, representante da FFERJ no estádio, ainda tentou seus 15 minutos de fama, dizendo que a taça não seria entregue ali, mas botou o rabinho entre as pernas diante da ordem do presidente da federação. E está aí a imagem que todos nós queríamos.


Mais imagens? Estou sabendo que Paret irá nos brindar com coisas especiais.

Pé no chão? Hoje não, vamos comemorar. Durante a semana vamos começar a conversar sobre Taça Rio, e restante do ano, com Copa do Brasil e Brasileirão.

Hoje é dia de festa. Hoje é dia de Botafogo Campeão da Taça Guanabara 2013.






Olá amigos alvinegros.

Hoje, espremido entre horários de compromissos diversos e a expectativa de um estádio lotado (fomos lá em mais de 40 mil pessoas - público presente), tive que me virar entre comemorar o fim do jogo com volta olímpica e uma corrida alucinada pela Linha Amarela de volta à casa para não perder a festinha de uma adorável vizinha que fazia 2 aninhos hoje. Graças a Deus, mesmo com o longo engarrafamento na saída, cheguei e curti também a festinha da princesa com tudo de bom que uma boa festa oferece. O bolo estava sensacional.. rsrsrs.

Mas no jogo, a coisa foi nesta base aí da imagem abaixo meus amigos.



O galerão compareceu, aplaudiu e nem a saída do reclamado 'Orelha' Marques, entre algumas reclamações mas também com aplausos, foi motivo para que esfriássemos a nossa festa. Foi muita cantoria, muita gritaria, uma emoção incontrolável naquele mar de alvinegros (éramos até mais torcedores do que os do outro lado, por pouca coisa sim mas lotamos a Oeste Superior) e no fim, o prêmio merecido veio sem contestações. Vamos ao jogo então.

Do jogo, o belo gol com a jogada magistral do Seedorf - Lancenet
O time adversário tem apenas 3 jogadores de verdade, atletas de time grande capazes de encarar jogos decisivos e fazerem valer o fato de estarem ali representando um clube de camisa e de raízes. A maioria dos atletas deles é composta, ou por renegados de outros clubes ou então por atletas de medianos para baixo. Assim, entraram em campo querendo amarrar a partida e foram castigados num momento do jogo em que não lhes seria mais possível engendrar uma reação.

E como bateu este adversário meus amigos. O juiz não tinha outra alternativa que não fosse carimbar aqueles atletas com cartões amarelos. Jogar futebol que é bom, no entanto, não era o intuito deles nesta tarde. O Botafogo deu algo como 16 chutes a gol e eles foram apenas por 5 ocasiões à nossa meta, a maioria delas depois que levaram o seu gol.

Não quero ainda dizer que estamos prontos para o que queremos agora, ou seja, as grandes conquistas. Precisamos de um atacante, vemos em campo que as laterais ainda não têm aqueles nomes de peso para segurar a onda num torneio mais qualificado mas estamos no bom caminho. O treinador, antes reclamado, parece mesmo estar deixando a teimosia de lado para jogar conforme o jogo se apresenta. Hoje, outra vez, acertou ao colocar Vitinho no intervalo, visto o juiz já ter dado amarelo para o Mattos e não valer a pena deixá-lo em campo arriscando uma expulsão que nos deixaria numa perigosa desvantagem.

E assim meus amigos, o gol foi questão de tempo. Eu não acredito mesmo que, contra um adversário tão inferior (como este jogo lembrou o BotafogoXJuventude de 1999) iríamos chegar ao fim do jogo sem marcar o nosso gol. Gol este de belíssima feitura, o qual vem sendo marcado pela imprensa como sendo um belo gol do Lucas mas do qual, quero destacar a jogadaça do Seedorf. Foi ele quem, com o toque de calcanhar, desmanchou a retranca adversária e permitiu que, na jogada, um atleta nosso tivesse tempo de preparar a jogada para o chute do nosso 2. Então amigos, o Botafogo é campeão de mais uma Taça GB. Isto é muito bom para um início de temporada mas é preciso reforçar este elenco para os próximos vôos.

A Taça GB já carimbada pelo Fogão aqui no blog



- O golaço foi do Lucas mas quem desenrolou a jogada de forma magistral foi o Seedorf. Não fosse o seu toque de calcanhar e seria mais uma bola rechaçada pelo sistema defensivo montado por eles.

- O que não tira o brilho do gol do nosso lateral. Palmas para ele pela tranquilidade, pelo belíssimo toque na bola (só tinha aquele espaço minúsculo para fazê-la passar) e pela partida correta, sem erros.

- E no mais galera, é soltar o grito.. ÉÉÉÉÉ CAMPEÃÃÃÃÃÃÃÃOOOOOOO.


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3 de mar. de 2013

BOTAFOGO 2x0 FLAMENGO_MUDANDO DE ARES

Os gols do Botafogo (detalhe para o golaço do Julio Cesar) - Lancenet

Opinião - Carlos Henrique


Amigos, em maio do ano passado eu fiz a postagem "Fugindo do Normal" na qual elencava os motivos para fazermos coisas diferentes para termos resultados diferentes.

Nós aqui, como torcedores e blogueiros, pouco podemos de fato fazer, mas sempre podemos arriscar algo. E hoje é um dia desses.

Para começar, a notícia que tenho é que Paret não poderá ir ao jogo, o que já é algo diferente. Em segundo lugar, estou com tudo planejado para ir com os filhos. Então é provável que tenhamos uma postagem dupla com "Paret na TV", e "Henrique fui ao jogo".

E vejam o que o Paret perdeu - Imagem Lancenet

Então, porque não fazer mais diferente ainda? Não fizemos postagem de pré-jogo durante a semana, então resolvi, à revelia do Paret, abrir a postagem do jogo logo de manhã, já deixando o espaço pronto para os amigos comentarem, e depois do jogo viremos aqui e editaremos com as impressões sobre a partida.

Esta mudança de hábito poderia indicar o motivo do título da postagem, que pode até ser mudado com o resultado da partida, mas não é. 

O que de fato aconteceu é que tendo que levar meu filho hoje cedo até o bairro de Piedade, resolvi passar no Engenhão e adiantar a compra dos ingressos. Cheguei cedo, por volta das 9 horas, e a bilheteria estava fechada. Resolvi caminhar.

Então pude notar a mudança de ares do bairro. Domingo de manhã, pessoas caminhando, fazendo sua corridinha, andando de bicicleta, crianças com skate, tudo isso no entorno do NOSSO ESTÁDIO. 

Fui observando as casas, muitas bastante envelhecidas, com o mesmo ar da minha infância, parecendo ser vizinhas da casa de Dom Casmurro no vizinho Engenho Novo (nem tão vizinho assim). O Engenhão começa a transformar o bairro, isto que constatei. Abro dois parenteses.

Primeiro, para falar o quanto aprecio a obra de Machado de Assis, e como descreve com perfeição o centro do Rio na infância e adolescência de Bentinho, e depois, infelizmente, deixa um pouco no ar os detalhes do bairro da maturidade e velhice do já então Dom Casmurro.

Segundo, para lembrar como ainda nos comentário d´O Globo, um certo urubu tentou ironizar uma dica minha de se deixar o carro no Norte Shopping, o que farei hoje, e ir a pé ao Engenhão. Alertava ele que o shopping ficava no Cachambi, e o estádio no Engenho de Dentro, e que por isso eu provavelmente nunca teria ido ao Engenhão e não conhecia nada do Rio de Janeiro. Na época comecei a achar que ele é que era de fora da cidade.

Pois bem, hoje caminhei, entrei numa feira livre, acho que na rua Benício de Abreu (bom sobrenome), comi um pastel com caldo de cana, caminhei até a rua José dos Reis, onde meu pais moraram antes de casarem, só que em outro trecho da rua, já em Inhaúma. Isto mesmo, Engenho de Dentro, Cachambi, Inhaúma, Pilares, Abolição, são todos bairros muito próximos, hoje mais divididos por conta da Suburbana e da Linha Amarela.

Passei em frente ao laboratório Laboris, antigo laboratório Maurício Vilela, logo ali, quase em frente à bilheteria do setor Norte. Neste laboratório minha mãe (tricolor) trabalhou quando solteira.

Finalmente, tentei ir até a rua da Abolição, onde um falecido tio, também tricolor, morou. Mas a mudança de ares é tão grande que me enrolei e retornei, pois o caminho significava seguir ao lado da nova alça de acesso à Linha Amarela e depois cruzar a via expressa. À distância, me pareceu existir uma passarela, mas achei que era hora de voltar. 

Retornei pela rua Afonso Ferreira, entrei na outra ponta da feira livre, onde ainda comprei melancia, fruta-do-conde e caquis, e retornei ao Engenhão. 

O estádio, e toda conjuntura econômica do país e da cidade, está mudando os ares da região.  Felizmente nosso Botafogo permitiu que ele não fosse mais um elefante branco para a cidade. Como este ciclo principal vai até 2016, com os Jogos Olímpicos, certamente até lá não teremos mais uma casmurrice pelo bairro. Várias casas estão modernizadas, há uma movimentação animada pelas ruas, sem se perder o agradável e irreverente ar de subúrbio carioca, que tanto adoro.

Até depois do jogo!






Olá amigos.

Enquanto o felizardo do Henrique e seus radiantes filhos não retornam daquela festa, vou eu aqui falando o que vi deste jogo e desta vez, começando pelos destaques.

- É incrível este Seedorf: num dia em que é quase um coadjuvante (a não ser pela bela escorada de bola no primeiro gol), ainda assim assombra, faz jogadas de craque e chama a atenção, fazendo do nosso time uma estrela em ascenção no futebol do país.

Seedorf desfila sua categoria no jogo - Lancenet
 
- E, justiça seja feita, o reclamado Fellype Dodoi, que devemos hoje chamar de Fellypão Gabriel, fez com que o time não dependesse tanto do Seedorf. Jogou muuuiito, mesmo com a fraqueza física se mostrando vez por outra.

- Nota abaixo da crítica para Andrezinho: entrou sem condições, não jogou nada e preocupa.

- Nota acima da crítica para 3 figuraças no jogo: Julio Cesar, Gabriel e Vitinho. Que golaço foi aquele, senhores? E que presença de espírito dos garotos da base no gol "fechando a tampa do caixão", hein?

- E há coisa boas que também acontecem ao Botafogo. Viram o que ocorreu na semana da decisão? Trocamos o lateral esquerdo Márcio Azevedo pelo LATERAL ESQUERDO Julio Cesar, certo Sr. Oswaldo? O cara é LE.

- Ufa, ufa hein? Até que enfim o sistema de TV mostrou um jogo do Botafogo. Será que se arrependeram pelo resultado, ou gostaram pelo espetáculo?



AGORA VAMOS AO JOGO

Começamos a todo vapor (no bom sentido.. rsrs), com o golaço do Julio Cesar, numa jogada em que deve também ser digna de nota a ajeitada do Seedorf, para que o nosso lateral pudesse sair jogando da forma que saiu. Pensei na hora deste gol, que as coisas devem mesmo ter mudado em General Severiano. O astral deve ser outro e a fase, decididamente, vai mudar. A bola, primeiramente na trave, perigava sempre sair em outros tempos. Hoje entrou para sacramentar a fase e marcar o jogaço.

Julio Cesar comemora o seu golaço - Lancenet

O gol saiu cedo mas a palhaçada também começou bem rápido. A despeito das reclamações da bola do Mattos com a mão, já aos 10 minutos de partida o Andrezinho foi derrubado (viu-se até no replay) mas foi o oponente quem ganhou a falta, e tome cartões amarelos para o nosso time. Felizmente, todos estavam ligados e ninguém praticou a segunda falta passível de expulsão. E no desespero, até verem que o chocolate se avizinhava, a TV fazia de tudo para influenciar o árbitro que veria os lances no intervalo, colocando lente de aumento em tudo o quanto é jogada a favor deles. No segundo tempo a farsa acabou.

Bem meus amigos, falar de um jogo destes, elogiado por adversários, TV, gente do lado de lá na mídia e até pelos pássaros das árvores da Lagoa, é dizer que fizemos um primeiro tempo absolutamente perfeito. Nada deu errado e o surpreendente Lucas foi um lateral de sonhos, que sabemos, não é mesmo.

Quando a partida se iniciou para a segunda etapa, vimos que o time deles partiu para cima mas a falta de objetividade nas jogadas que armavam era fruto apenas da firmeza na marcação do nosso time. O Marcelo Mattos é sim meio frágil em termos de músculos mas que atleta é esse meus amigos? Fantástico. Acabaram-se aqueles espaços gigantescos na marcação. E por fim, para que possamos deixar o espaço para que venha falar quem sabe e quem viu lá no campo (o Henrique que chega já já), digo que Oswaldo é teimoso mas aprende: escalou atletas experientes para sairem jogando, compactou o time (o segredo contra equipes rápidas) e deu um nó tático no adversário.

Todos estão de parabéns. Agora vamos aguardar o Henrique.



Aha, Uhu, urubu eu vim comer seu bolo.


Amigos, vi aquilo que já cansamos de falar: arrumadinho, jogando direito, com volante fazendo a marcação, somos muito melhores que este time do Flamengo.

Mudando de ares e fazendo diferente, li tudo, texto do Paret e comentários, e foi isso mesmo. Dominamos completamente o primeiro tempo, e o golaço do Júlio César facilitou muito o caminho. E com esse domínio todo no primeiro tempo nem precisamos de 3 jogadores: Jefferson ficou assistindo o jogo, Andrezinho perdido com a falta de ritmo e suas limitações próprias, e Seedorf, muito marcado e simplesmente mediano.

Com a contusão de Andrezinho, Oswaldo fez uma substituição que parecia covarde, tirando nosso meia e colocando o volante Gabriel. Mas achei muito inteligante, pois Gabriel entrava de volante, e dava-se liberdade ao Fellype Gabriel, que passou a jogar de meia. Considerando que Fellype estava em um ótimo dia já seria boa opção. Para  melhorar, Gabriel entrou com tudo, e dominou o meio defensivo do Botafogo, inclusive ajudando a incendiar a torcida por 3 vezes.

No segundo tempo Seedorf nos brindou com uma jogada maravilhosa. Ali, na nossa frente, pegou uma bola pressionada na nossa lateral direita, e com um chutão tipo isolada, acabou com a pressão. A bola viajou o campo, caindo perfeita para Lodeiro lá na ponta esquerda. Lançamento com cara de despretensioso, mas digno de um Gérson. Só isso já valia o ingresso, torcida aplaudiu, e todos próximos na arquibancada comentavam como com um único toque ele sabe brilhar.

A torcida não parou, e seguimos firmes até o fim. Dorival arriscou, colocou o time pra frente, Jefferson fez suas defesas, e nós perdemos nossos gols. Não ficamos apreensivos, mas era um jogo arriscado. Vitinho entrou e brilhou, mas também perdeu gols. No final, em um dos muitos contra-ataques Vitinho deixou o seu. Tomara que seja o gol para ele se acalmar, e passar a olhar mais o jogo.

Festa completa. Um gol no início e outro no final. E fiquei curioso pra saber se a TV mostrou a torcida do Fogão cantando "Parabéns pra você".

Espero que os ares mudem de fato. Para vencer Cariocão basta jogar bem 3 jogos. Neste nem fomos 100%, mas jogamos bem o suficiente para vencer categoricamente. Mais duas boas atuações, contra o Vasco e depois na final do Carioca, e o título vem. Mas em Brasileirão, Copa do Brasil e Sulamericana não é assim.

Agora é o momento de engrenar de vez.

24 de fev. de 2013

CRIME DO SÉCULO

BOTAFOGO 2 X 2 BOAVISTA


"De onde menos se espera é de onde não sai nada mesmo." Uma postagem em 3 atos.

Primeiro ato - O desastre esperado


Começamos mais uma partida do mesmo jeito. Já tomamos sufoco no início de Bangu, Audax, Fluminense, Resende, Flamengo, e hoje foi a vez do Boavista.


Dois gols rápidos, e lá vai o Botafogo correr atrás do resultado. Hoje deu para buscar o empate. Duas lindas jogadas de Lucas, um chute poderoso de fora da área, e a outra um cruzamento para trás completado de primeira por Lodeiro.

Sobre as figuraças do jogo? Mostaram o de sempre. Muita vonta de um, e pouco futebol. Pouca vontade do outro, e um futebol médio. Mas acho que vamos ter que continuar aturando isso aí mesmo. Como fazer para aturar e ter fé?


O fato é que este aí de cima, nosso atacante, não é o grande crime de Oswaldo de Oliveira. A ficha corrida é grande. Uma defesa que teima em levar gols de escanteio, que não se posiciona direito, mal treinada. Um sistema de jogo que isola o atacante, sobrecarrega o meio, avança os laterais, e deixa a zaga entregue a sua própria sorte.


Não quero uma troca de técnico. Mas poderiam fazer um transplante de cérebro no OO.


Enquanto isso, nosso Túlio faz 3 gols contra o Santos de Angola, pede o hino do Botafogo como música do Fantástico, e está a 2 gols dos 1000. Poderiam arrumar uns jogos mais interessantes para o Túlio, e divulgar melhor. Com certeza teria mais público que esses jogos da Taça Guanabara. Não é um crime isso também?


Segundo ato - A tragédia anunciada

A pedido da galera, em especial Alexandre e Luiz, abro espaço para a discussão sobre a violência nos estádios, em especial o tema atual, a morte do menino Kevin, torcedor boliviano. Transcrevo abaixo o comentário do Alexandre na postagem anterior.



Alexandre 23/02/13 11:06
BOM DIA PESSOAL.

Gostaria de tocar em um assunto que, na minha opinião, está diretamente ligado a todos nós torcedores. A violência exacerbada nos estádios de futebol. Sim, estou me referindo à tragégia com o menino de 14 anos, que poderia ser filho de qualquer um de nós, assassinado por um psicopata ou inconsequente, travestido de torcedor. Escrevi no Blog do RicaPerrone (http://www.ricaperrone.com.br/2013/02/vazio-2/) esse texto que vai colado abaixo. Gostaria, se for do interesse dos que aqui postam, discutir esse assunto, principalmente sendo o nosso Brasil sede da Copa do Mundo de 2014 e, em seguida, das Olimpíadas de 2016. Meu texto rebate os argumentos do RicaPerrone. Valeu a atenção.
No seu texto, é indisfarçável a intenção de favorecer o Corinthians. Toda sua conjectura é calcada em uma "solução simplista": jogar para as autoridades a culpa e responsabilidade. Essa avaliação rasa esbarra em uma verdade quase absoluta (não existe verdade absoluta), sempre há conivência, omissão e cuplicidade nas ações deste tipo por parte de torcedores. Com uma punição exemplar, os verdadeiros torcedores vão pensar duas vezes ao ver um sujeito cometendo um ato ilegal e/ou criminoso, que vai penalizar o seu clube de coração. Esse tipo de colaboração poderia ter evitado uma tragédias como essa. A polícia, por mais que possa ser rigorosa, não tem como evitar todas as malandragens a que estão sujeitos, no universo de milhares de pessoas que não tem escrito na testa "sou inconsequente" ou "sou um psicopata disfarçado de torcedor". Tem que haver um começo para se dar um basta, pena que seja um time com a tradição do Corinthians. Os torcedores de verdade não podem ficar alheios a essas atitudes insanas. E retaliações a clubes tem tido efeito pedagógico, sim. Tanto é que o número de objetos jogados no gramado diminuiu drásticamente, para evitar a perda de mando de campo, multas ou mesmo a interdição dos estádios. Os próprios torcedores ajudam na fiscalização, pois sabem das consequências. Se você é torcedor e vê um sujeito travestido de torcedor fazendo uma barbaridade e fica calado, passa a ser cumplice por omissão. É minha opinião SMJ.

Abs.

Não sou jurista, mas entendo que a punição aos clubes em casos de violência, mesmo a psicológica como nos casos de xingamentos racistas vistos na Europa, é um meio de coerção e possui efeito pedagógico sim. Eu discordo do Rica Perrone e concordo com o Márvio dos Anjos (http://globoesporte.globo.com/platb/marvio-dos-anjos/2013/02/22/por-que-punir-o-clube-quando-o-problema-e-o-torcedor/).

Espaço aberto para os amigos!



Terceiro ato - Arte para amenizar

Terceiro e último ato da postagem e lá vou eu misturar alhos com bugalhos.

Falamos tanto de música que me entusiasmei. E como Paret não vai postar, e declarou claramente seu gosto pelo Supertramp, compartilhado por muitos, resolvi buscar uma música deles lá do fundo do baú. Este LP eu tive. Músicas sensacionais.

Pode parecer um contrasenso diante do tema sério anterior, mas considerando o título, a temática e os argumentos, servirá para amenizar a postagem pesada pelos dois "atos" anteriores. 

Supertramp, Crime of the Century.


Crime do século

Agora eles estão planejando o crime do século
E então, o que será?
Leia tudo sobre seus esquemas e riscos
É algo que vale a pena
Portanto curve-se e acompanhe,
E eles raptam o universo;
Como estão cada vez piores!
Quem são estes homens de luxúria , avareza e glória?
Jogue fora as máscaras e observe
Mas não é o correto--- oh não, que história é essa?
Existe você; e existo eu
Isso não pode estar certo


Leia aqui como o Botafogo mudou o rumo da história do esporte no Brasil (e do futebol no mundo).
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Imagens Históricas - Por Luiz Fernando do BLOG