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18 de jul. de 2015

BOTAFOGO RECEBE O NÁUTICO


Botafogo 1x0 Náutico. A liderança continua.


Iniciado o jogo, via-se de cara a temeridade de uma mudança tão radical na escalação do time. Perdíamos todas na velocidade, mormente pelas laterais do campo. Muitos jovens para armar o jogo não estava dando certo, já que este parecia ser um adversário para ser enfrentado com atletas experientes.

E o incrível é que a garotada ia bem sim. Dierson na meia, junto com Fernandes e o novo Otávio (este que retornou da Europa) tocavam bem a bola, apesar da conhecida leniência do "10" Gegê (entre aspas porque é um atleta que parece irremediavelmente perdido). Mas os outros jogavam bem só que era jogo escamado, adversário (para este nível de segunda divisão) difícil e assim, não era possível para a garotada conseguir furar aquela retranca deles, feita por atletas mais experienes. Faltava 'culhão'.

E nesta toada, seguimos por 45 minutos, mais uns 15 a 20 da segunda etapa até que o filho do Jairzinho começou a mexer no time. Ao tirar o Fernandes, alguns de nós na arquibancada discordamos, já que deveria sair o Gegê, mas quando o jovem Diego entrou na lateral e o Luis Ricardo foi deslocado para a meia, "ganhamos o jogo". Como é bom de bola este Luis Ricardo. Com mais tempo de titular e a necessária cancha (ritmo, habitué como titular), não nos fará sentir falta do Gilberto. Enfim, este sãopaulino (olha aí diretoria!) avançou pela meia esquerda, foi driblando, foi limpando a jogada e quando abriu a bola na ponta, o cruzamento veio mortal. Lulinha, na sua primeira intervenção no jogo, só teve o trabalho de escorar.

Já quanto ao futuro, Ricardo Gomes (foto abaixo) é mesmo o mais cotado para assumir o time no lugar do Renê Simões. E em campo, não fiz as contas mas devemos ter ido ontem no elenco com algo em torno de 50% de atletas formados na base (contando com Luis Ricardo, que é de fora mas é garoto). Bom sinal.

Ricardo Gomes - a um passo de assumir o time.

Já no terreno das negociações de atletas, perdemos o Rodrigo Pimpão. Não sei o que virá por aí para o ataque (este uruguaio recém contratato, talvez) mas trata-se de uma perda e tanto. Se ninguém acertar por ali, vai fazer falta.

Rodrigo Pimpão - de saída.

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28 de mai. de 2015

DESMISTIFICAR PARA APRENDER

Os mitos de uma quarta-feira bem insólita.




Náutico surpreende no Rio, Inter sua para se classificar e Cruzeiro "paga" um 'mineirazzo' imperdoável.


Foi uma quarta-feira para se guardar
e para refletir muito

Olá amigos

Ontem, aconteceu mais uma quarta de jogos pela CB e pela Libertadores: 3 chamaram muito a atenção de quem acompanhou tudo.

Cruzeiro - Foi a Buenos Aires e, com dedicação, fez o seu papel. Assisti boa parte do segundo tempo do jogo de lá e vi como seguraram os ataques argentinos, no sufôco mas com muito ímpeto. Iam à frente na boa e numa dessas, aproveitaram um "bate-cabeça" do time do River e fizeram o seu gol. Não vi o jogo daqui mas decerto, entraram achando-se classificados e tomaram, também eles, o seu Cabañazzo.

Inter - Não pude, igualmente, assistir ao jogo do sul mas nunca me afastei da convicção que tenho sobre o Inter pós 2006. Time completamente dependente de uma enceradeira, um cara muito bom de bola mas que não é capaz de resolver jogos difíceis: D´Alessandro. Não sei mesmo se isto ocorreu ontem mas a nível de Libertadores, enfrentar um time considerado pequeno no continente e se classificar no fim do jogo com gol do He Man, é mesmo coisa para se refletir sobre o que podem os gauchos neste reta final.

Agora o mais importante


Náutico - Sem querer me alongar muito pois aqui não é espaço para falar do adversário dos pernambucanos mas, tendo que entrar no assunto por ser de amplo interesse nosso, vimos ontem duas verdades aparentemente incontestáveis: a primeira, a de que realmente enganaram aquele povão todo e o time daqui é uma belíssima ilusão mas o pior ainda não é isso. Do que vi do Náutico, tem-se ali, provavelmente, o melhot time/elenco da segundona, time muito acima do nível dos 10 últimos da série A. Ou então, o adversário daqui era tão fraco que o jogo dos pernambucanos os fez parecer uma equipe taticamente quase perfeita.

Cheguei a me assustar com o que vi, já que temos também o Sampaio Correia, o Bahia e o Ceará como times competitivos no nosso caminho de volta à elite. Deixo então novas análises por conta dos amigos do blog.

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9 de out. de 2013

BOTAFOGO VENCE EM RECIFE


O G4 É A META
e esta vitória é a arrancada final
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BOTAFOGO 3X1 NÁUTICO



Fomos para este importantíssimo jogo (pela situação que vivíamos na tabela) com um meio reforçado. Seedorf e Renato na criação, recebiam a ajuda do Otávio e do Mattos na contenção bem como também na saída para o ataque. Elias então passou a ser o atacante isolado na frente, visto a necessidade de não dar espaços para o jogo rápido que este adversário vinha praticando até então.

Começamos então nesta partida já sabendo que, neste campeonato esquisitão, o Grêmio perdera para o Criciúma em plena Porto Alegre e o Vitória, que nos perseguia na pontuação, perdia (e a derrota se confirmou) o clássico local contra o Bahia. Com isto, nossas chances de voltar antes do que imaginávamos à vice-liderança cresceriam se vencêssemos hoje, mas estamos mesmo numa fase crítica: Seedorf falhou aos 9 minutos e no seguimento da jogada, Renan, sendo traído pelo desvio da bola no gramado, tomou um franguinho básico. O nosso tic-tac então não produzia absolutamente nada e para nossa sorte, o time deles se organizava de forma razoável mas já não tinha o ímpeto das vitórias que fez em sequência antes da goleada sofrida para o Cruzeiro lá mesmo em Recife, no último domingo.

E foi isto que nos deixou a tranquilidade para reagir (isto e mais a distância da nossa revoltada torcida). No primeiro chute que demos ao gol, aos 26 minutos, conseguimos empatar e vejam, o lance surgiu dos pés do Seedorf, que limpou uma jogada pela meia esquerda e, quase da linha final do campo, cruzou na cabeça do Elias que escorou para Rafael Marques anotar. Mas nem isso foi capaz de nos devolver o toque eficiente (apesar de ter deixado o time mais tranquilo). Pois fomos assim mesmo, de toque em toque, aproveitando do bom jogo de determinados jogadores até que, aos 39 minutos, ganhamos um escanteio e, na cobrança, a bola foi rolada para Seedorf sozinho que só teve o trabalho de dominar e engavetar. Era o gol da virada, o gol do ‘ufa-ufa’.

O golaço do Seedorf - o da virada 
E aqui cabe uma pergunta importantíssima: Seedorf está cansado ou está apenas desmotivado pelo mau momento do time? Pois o que se tem impressão é de que a última premissa é que é a verdadeira, visto ter o holandês começado, após o seu belo gol, a tocar melhor na bola e a perdê-la bem menos. E com a sua organização na saída para o ataque, claro que o nosso futebol ganha em qualidade e fica muito mais fácil chegar ao gol adversário.

Aos 41 minutos, Elias sentiu de novo a contusão que o afastara do time e fomos de Henrique mas a primeira etapa acabou, vejam, com o Botafogo já melhor do que o adversário em campo. O que se queria então para a segunda etapa? Atenção nas jogadas, que o time parasse de perder bolas no meio, ou em jogadas de saída rápida e, principalmente, que Otávio entrasse mais no jogo coletivo, que não tentasse tanto a jogada individual para que pudéssemos prender o time deles na sua defesa.

E logo nos primeiros segundos da etapa final, quase conseguimos levar nova vantagem do retorno da confiança do Seedorf, quando numa bela enfiada de bola ele deixou Rafael Marques livre mas o nosso atacante perdeu gol feito. E aí amigos, na passagem dos 15 minutos, as forças do nosso 10 se esvaíram e com ele, o nosso poder ofensivo. Passamos a viver unicamente do toque de bola, sem agressividade e, claro, sujeitos a uma bola rápida de alguns dos envolventes atacantes do time adversário. Aos 11 minutos, Otávio, que cumpriu mais função de marcação do que propriamente de criação, deu lugar ao Hyuri que entrou apenas para tentar manter a bola no ataque, sem muito sucesso hoje (e ainda perdeu outro gol, em nova assistência do Seedorf).

Aos 29, para tentar dar gás novo a um Botafogo que se arrastava em campo, Gegê entrou no lugar do Rafael Marques mas não conseguiu levar a campo a velocidade que esperávamos, ficando assim o Botafogo a mercê das tentativas do adversário de chegar à nossa área com aquela bola que tanto tem nos castigado neste campeonato, aquela bola de fim de jogo, quando não dá mais tempo para reagir.

Mas hoje meus amigos, hoje era dia do Fogão, era dia de acertar as contas com este destino enjoado que todo ano nos persegue e, de toque em toque, numa bela descida do Edilson aos 46 minutos, o nosso lateral chegou à linha de fundo, viu Gegê livre e rolou para um toque de mestre do garoto da base sacramentar o 3x1 no placar. E foi só. Enaltecer este time, temos sim que fazê-lo apenas pela volta da tranquilidade. Ainda estamos precisando do fato novo para voltarmos a ser uma equipe forte como o fomos durante todo o primeiro turno. E só para não esquecer, o Cruzeiro perdeu para um dos times da rabeira, o São Paulo, em pleno Mineirão, e foi por 2x0.




Amigos,

Não dá para falar sem caprichar no otimismo. É momento de dar uma arrancada, dessas fenomenais. Uma vitória suada, sofrida, lutada, mas merecida hoje, uma vitória inesperada, pelo histórico imenso de empates, no domingo, e depois vencer em Salvador o bom time do Vitória, nos colocará definitivamente como favoritos ao vice-campeonato. Brigar pelo título? Deixemos isso para a matemática e para o Cruzeiro... o que nos interessa é vencer jogos.

Rafael Marques desencantou, Seedorf também, e Gegê fez o gol que mereceu lágrimas e comemoração especial. Fechou a tampa do caixão do Náutico, que derrotado e vendo todos os rivais na briga pelo rebaixamento - Criciúma, Vasco, Ponte Preta e São Paulo - vencerem, em alguns casos inclusive em jogos inesperado, pode já fazer os planos para jogar a série B do ano que vem. Náutico é mais rebaixado do que o Cruzeiro é campeão.

Foi uma linda partida? Não acho. Sigo bastante decepcionado com o time. Não pelo caráter, vontade ou qualidade técnica, mas pela incapacidade de transformar isto em poderio no campo. Vencemos com justiça, mas um time, que lanterna do campeonato, só com a disputa já iniciada é que realmente montou seu elenco, trocou de técnico, e somente agora vem ganhando padrão de jogo.

É uma equipe bem treinada, relativamente organizada, mas é fraca tecnicamente, e sofre muito psicologicamente. É afobada, e se desespera com os próprios erros. E o Botafogo, por outro lado, mesmo tomando um gol em um frango desestruturador, soube manter a cabeça e a bola nos pés, para buscar o empate e a virada. 


Mas não vamos tapar o Sol com a peneira. Isto foi contra um time limitado e ansioso. Outro adversário, mais qualificado e mais tranquilo, teria aproveitado a situação para liquidar, ou segurar, a partida. Ainda precisamos evoluir muito.

Posso dizer que no começo do jogo o time parecia ser dois laterais e mais 9 jogadores. Nossas jogadas de destaque saiam ou passavam pelos pés de Edilson ou Júlio César. Octávio foi discreto demais. Renato cumpria sua função, mas sem pegada na marcação e muito lento. O resultado disso era mais uma vez a bola passando exageradamente nos pés de Bolívar, Dória e Mattos, e sinceramente, não dá para vencer assim.

Elias sem dúvida deu outra cara para nosso ataque, perturbou os zagueiros, e quando conseguiu abrir os espaços, deu oportunidade para Rafael Marques e Seedorf aparecerem. Infelizmente nosso atacante sentiu mais uma vez uma contusão, saiu e deu lugar a Henrique. Que decepção. Muito afoito, desesperado para fazer seu gol, sem combatividade, no segundo tempo conseguia ser mais lento e menos participativo que Renato.

Este, por sua vez, mesmo com extrema lentidão, sabia ocupar os espaços e garantir o toque de bola do meio, essencial para ficarmos com a bola. Precisamos deste passe, mas também da combatividade do Gabriel. Este será um quebra-cabeças duro de resolver.

No segundo tempo, a partir dos 20 minutos, já com Henrique no lugar do Elias, e Hyuri, travado, no lugar do discreto Octávio, foi nítida a dificuldade física do time. Era cansaço, e somente cansaço. Era momento de fazer a última substituição, e a dúvida era imensa. Nossos laterais, exigidos ao limite no primeiro tempo, não rendiam mais. Renato não tinha pique para acompanhar as jogadas de meio. Rafael Marques se esforçava, desdobrava, mas parecia no seu limite físico. Seedorf fazia o que podia para marcar e passar. A correria estava por conta de Hyuri e de Marcelo Mattos.

A solução foi a entrada de Gegê no lugar de Rafael Marques. Era tanta gente que precisava sair, e as opções para entrar não traziam tanto conforto. Mas esta parecia ser a mais acertada. Seedorf, sem mobilidade, ainda tem visão e comanda, já Rafael Marques parado se torna quase inútil. E Gegê já havia mostrado garra e maturidade no jogo contra o Santos. 

E o garoto foi o olhar veterano que deu a consistência necessária para nosso meio garantir a vitória por 2 a 1. Soube correr além quando necessário, soube segurar a bola e esperar a falta, soube dar os passes laterais, acompanhar as jogadas de ataque do adversário, e também seguir nossos contra-ataques.

E foi com esta competência, dita não por mim, mas sim pelo meu filho, botafoguense de 13 anos, xará do nosso Paret, que nosso garoto Gegê chegou à entrada da área para receber magistral bola recuada pelo Edílson, e matar a partida em 3 a 1, com seu primeiro gol entre os profissionais.

Se no jogo todo brilhou a estrela de Rafael Marques, e a sagacidade do craque Seedorf, em uma partida onde Júlio César foi primoroso no primeiro tempo, eu digo o seguinte: para mim o melhor em campo foi o Edílson, mas Gegê fez os 15 melhores minutos da partida.

Que estejamos prontos para atropelar urubus. Já está demorando muito para isto acontecer.

Abraços.


8 de out. de 2013

CADÊ O FUTEBOL QUE ESTAVA AQUI?


Amigos,

Amanhã teremos jogo do nosso Botafogo lá  em Recife, contra o lanterna Náutico. Do jeito que jogamos as últimas partidas, nada pode ser considerado surpresa. 

Conforme postagem anterior do Paret, esperamos mudanças, e pensando nisto até ensaiei um "brainstorm" com o pessoal no twitter. Minha proposta era escalar um time reserva para o jogo contra o Náutico, visando poupar jogadores para a partida de domingo, pelo simples motivo de que o importante é ir somando pontos, e que domingo o jogo tem um peso psicológico muito maior, pois será contra nosso adversário na Copa do Brasil.

Acho que não há mais dúvidas que precisamos reencontrar o bom futebol, para garantir vaga no G4 e seguir o máximo possível na Copa do Brasil. Jogando direito o primeiro seria até fácil, e o segundo daria pelo menos uma final. Não é muito, mas seria um final de ano digno.

Sobre a escalação reserva, saiu algo como: Renan, Gilberto, Dankler, André Bahia, Lima; Zen, Renato, Gegê, Jeferson, Octávio; Henrique. E variações são possíveis. Pensando em Gilberto como titular, seria o caso de trocá-lo pelo Edílson ou dar ritmo a ele? São dúvidas...

A partir desta escalação, vem o raciocínio dos reforços e as variações táticas. 3 zagueiros? 3 volantes? 2 atacantes?

São todas variações possíveis, mas acho que neste ritmo de jogo quarta e domingo, em final de temporada, e sem tempo para treinar, 3 zagueiros seria algo muito difícil de implementar.

3 volantes parece ser o mais fácil, escalando Mattos, Gabriel e Renato. Talvez em jogos fora contra adversários mais organizados faça sentido. Já a opção por 2 atacantes seja a que mais agradaria a torcida, mas para isto o ideal seria um de área e outro que saia mais, busque o jogo e caia pelos lados. Não vejo muitas opções no elenco, ainda mais com as limitações que andamos apresentando.

De qualquer forma para os próximos jogos teremos as ausências de Jefferson e Lodeiro, o que já obriga mudanças. Há também indicação de Gabriel fora, com leve lesão. E a escalação anunciada pela imprensa seria:

Renan, Edilson, Bolívar, Dória, Júlio César; Mattos, Renato, Seedorf, Rafael Marques e Hyuri (Octávio); Elias. Fica só a dúvida entre Hyuri, voltando de lesão, e Octávio. Acho que deveríamos mexer mais, bem mais. Para começar, acho que Seedorf deveria ser poupado da viagem.

Vamos ver se com os ares de Recife, e uma Boa Viagem, nosso futebol reaparece, e para ficar.


Abraços. 

Leia aqui como o Botafogo mudou o rumo da história do esporte no Brasil (e do futebol no mundo).
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Imagens Históricas - Por Luiz Fernando do BLOG