
Botafogo 1x1 Avaí
Gostei do Botafogo no início do jogo. Apesar de não chegar à área adversária, marcou bem as investidas do Avaí e jogou tranqüilo até como se estivesse aqui no nosso estádio. Tá certo que, preocupado com a marcação, o ataque demorou a funcionar. Se contávamos em campo com figuras promissoras como Cidinho, Lucas Zen e Bruno Cortês, tínhamos também o Fahel em campo e isto sempre é motivo de preocupação.
O primeiro chute a gol com perigo foi nosso (aos 19 minutos), os garotos jogavam bem tranqüilos e a esperança de vitória ia amadurecendo. Herrera tomou seu cartão amarelo de praxe, o time não se abalou mas o mais importante para nós, o time deles esperava apenas o contra-ataque e quando este não vinha, não conseguia fazer o Jefferson sequer aparecer em campo, a não ser para buscar a bola na linha de fundo. Aquela jogada do Cortêz com o Cidinho aos 25 minutos que acabou na trave foi uma amostra de que o time estava bem, e serviu para calar a boca do narrador do SporTV, que insistia em tentar dizer que o Botafogo estava nervoso e mal na partida. Nervoso sim. O que ele queria? Calma num jogo em que o resultado a ser alcançado era extremo? Para falar do que aconteceu em campo galera, eles só chegaram com perigo mesmo já aos 27 minutos de jogo. O único que destoava do nervosismo compreensível do time e se exasperava em faltas desnecessárias no ataque, chamando a atenção do Juiz e perigando receber o segundo amarelo e consequentemente o vermelho. Naquela jogada da cobrança rápida de falta aos 43 minutos, se o Cidinho não tenta o gol e cruza para o Loco Abreu, teríamos tido a chance do primeiro gol.
Veio o segundo tempo e via-se que o entrosamento do Cidinho com o Cortêz pela esquerda ia de vento em popa. Só temos que aguardar o garoto da base ganhar mais liga e iremos ter alegrias com ele. Muito mas muito abusado o garoto dos juniores. Ia pelas laterais do campo, tocava como meia, entrava na frente da área driblando e isto, franzino e sem o menor costume em jogar no time de cima. Imagine-se isto daqui a alguns meses. Foi bom ver o nosso time tomar logo a iniciativa do jogo nesta etapa e a jogada do Loco aos 2 minutos teria que ter melhor fim. Ele deveria, ou ter caprichado no chute ou então feito cruzamento. Quem chegava, fatalmente colocaria a bola para dentro. O Cortêz não é craque mas o que se vê é que, consciente disto, quando não tem jogada viável, não fica paradão feito o Márcio Azevedo. Procura espaços, toca melhor e dá, com isto, mais consistência ao setor. Não tenho medo de dizer que já aos 6 do segundo tempo, o Botafogo mandava no jogo e, muito tranqüilo, produzia mais e mais jogadas de ataque. Quem nos dera um entrosamento melhor.
Mas havia sempre um risco: Falhahel e sua insegurança histórica para a nossa zaga. De vez em quando, eles cruzavam bolas na área e era aquele Deus nos acuda. Outro ponto fraco é a já irritante insistência do Mattos em querer chutar a gol e chutar sempre torto. Ou treina mais que os atacantes ou passa a bola, Mattos. Herrera atrapalhado e Lucas Zen nulos já deveriam ter sido substituídos mas o jogo ia pelos 15 minutos e só então o treinador chamou o Everton (achei que ele deveria ter começado jogando). Ele tirou o Filipe e até foi compreensível, mas o Zen em campo era, repito, peça nula. Acabou indo para na zaga para compor o setor. E o Botafogo continuava a atacar, desorganizado mas indo para a frente, até tocando bem a bola mas colocando-a sem muita qualidade na área adversária. Íamos tão bem na partida, que aos 25 minutos desta etapa a torcida deles já vaiava o seu time. O Caio Junior tirou então o Cidinho e colocou o Caio em campo, não só para partir para cima mas também devido ao cansaço do garoto, mas era um momento do jogo em que deveríamos fazer o gol, e ele saiu. Loco Abreu e Herrera produziram uma jogada em que funcionou o ataque com o uruguaio livre, e ficou evidente que o adversário era mesmo fraco.
E este resultado não era nenhuma surpresa. Afinal, passou a ser o jogo um treinamento de titulares contra reservas, ataque contra defesa, com o time deles totalmente perdido e o nosso, mesmo sem muita organização tática repito, ocupando o campo adversário sem a menor cerimônia. Na primeira oportunidade que tiveram, o nosso “zagueiro” Fahel atrapalhou o Rafael Coelho e São Jefferson nos salvou. Finalmente, para segurar o jogo, o treinador tirou o Herrera e colocou o Somália, já aos 32 minutos, vez que o time deles finalmente começou a atacar perigosamente. A partir daí, cada minuto foi uma eternidade.
Everton entrou e não disse ao que veio, justificando o porquê de ter ficado na reserva. Como ele é bom de bola mas como não assume a responsabilidade que se espera dele. Até Cortêz, recém chegado de time pequeno, segurava a onda pelo seu setor mas o nosso meia não encaixava um contra-ataque, e eles vinham às pencas. Mas o Botafogo tanto aceitou a pressão que o perigo era questão de tempo. Não fizeram o gol mas saiu o pênalti. Não foi, mas como o anterior foi duvidoso, o juizinho não quis se comprometer.
Não tinha mesmo que ser. Fica agora a esperança do que o time apresentou de bom e 30 dias inteiros para uma pré-temporada na qual nada pode ser deixado de lado. A diretoria deve caprichar para que possamos chegar a São Paulo no dia 22 de maio em condições de jogar bem.
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- Discussão daqui discussão dali, o Lucas não fez mesmo o pênalti mas não podemos de forma alguma creditar a desclassificação a isto. O time que tivesse feito seu jogo aqui no nosso estádio com mais atenção e seriedade e teríamos ido para Florianópolis em condições totalmente diversas. Mas o Lucas foi na jogada com as duas mãos afastadas do adversário. Juiz brasileiro é isso aí, meus amigos.
- Hoje, trabalho mais tranqüilo, fiz uma pausa para ver uma formidável pelada: BarcelonaXReal Madri. E o pior é que aquilo foi para a prorrogação. Messi meus amigos? Se ganhar melhor do mundo este ano é por falta de alguém melhor para darem o prêmio. Ele, definitivamente, é o Conca do futebol mundial: só aparece bem em momentos decisivos se todo o time ajudar e o adversário não atrapalhar. Não fosse a malemolência sulamericana do Marcelo e do Di Maria, um craque, e a mesmície teria vencido este jogo. O nosso risível Daniel Alves não acertou nada na partida inteira. Sei que era uma decisão e decisões remetem a jogos nervosos, mas os dois melhores times do mundo não têm o direito de patrocinar uma partida tão modorrenta e travada como aquela. Botafogo e Santos era sempre um show eterno. Tenho minha teoria sobre o competitivo mas quadrado futebol europeu mas só vou arriscar mandá-la em momento oportuno.
- Já disse no texto e vou repetir. O Sr. Caio Junior terá uma tranquilidade que nenhum técnico de time grande vai ter para este brasileirão. Uma diretoria aos seus pés a contratar quem ele peça e 30 dias de pré-temporada enquando os adversários se esfalfelam em Copas e estaduais. É para sair na primeira rodada correndo mais do que notícia ruim.


