BOTAFOGO 1 X 0 FLUMINENSE
Chegada a hora do campeonato de verdade, sabedores da equipe restrita montada, a expectativa era de luta, honrar a camisa.
E vimos isso, e mais muita coisa. Uma equipe bem treinada, aproveitada no seu máximo, entrosada aonde era possível. Rolava a bola, trocava passes, pressionava a saída de bola induzindo ao erro. Deitava e rolava sobre o time perdido e acuado do Fluminense.
Iniciamos com equipe praticamente titular... Jefferson, Luís Ricardo, Carli, Emerson Santos, Diogo Barbosa, Bruno Silva, Rodrigo Lindoso, Gege, Salgueiro, Leandrinho e Lucas Ribamar. A novidade foi Leandrinho iniciar a partida.
No primeiro tempo tivemos bola na trave de Gegê, defesa de Cavalieri em chutes de Gegê e Salgueiro, e mais oportunidades perdidas... No primeiro tempo ainda vimos uma das grandes revelações do campeonato sair, Emerson Santos, voltando a sentir o músculo da coxa. Entrou Renan Fonseca, que se saiu muito bem.
No segundo tempo, naturalmente, o ritmo caiu um pouco, o Fluminense comecou a conseguir ficar com a bola nos pés, mas o dominio seguia nosso, até abrirmos o placar. Em um dos vários escanteios que conseguimos, Ribamar subiu mais que a zaga e cabeceou para baixo, sem chances para o goleiro, aos 18 do segundo tempo.
Depois disso o Fluminense partiu com tudo para cima do Botafogo, e mesmo assim não parecia que iria empatar. Perdemos mais um gol, em contra-ataque que foi para os pés do Salgueiro que não soube chutar tirando do Cavalieri. Era para ter liquidado o jogo ali, mas não aconteceu.
E então a coisa ganhou contornos dramáticos, afinal era jogo do Botafogo, em uma das investidas na base da correria que o Fluminense passou a tentar, Carli fez falta, tomou o segundo amarelo e foi expulso. Eram 38 do segundo tempo, e Ricardo Gomes havia tirado o bom Leandrinho para colocar Fernandes pouco antes, numa clara tentativa de melhorar a marcação.
Com um a mais o Fluminense tentou abafar e partir com tudo. Mas o dedo do treinador se fez presente mais uma vez: time bem treinado, motivado, e com nervos controlados, soube segurar a bola, ameaçar o adversário, e segurar a bola por mais de 3 minutos no campo de ataque, ganhando alternadamente laterais e escanteios, mostrando que temos uma equipe.
No final venceu o melhor, que teve mais volume e consistência. Mas ficou a sensação de que falta alguém para matar as partidas mais facilmente... poderia ter sido sem sufoco.
Agora para final vamos de zaga reserva, Emerson contundido e Carli suspenso. Será nosso ponto fraco no primeiro jogo. Mas vamos seguir torcendo.
Abraços.