UMA VERGONHA ATÉ HOJE
SEM EXPLICAÇÃO.
Olá meus amigos.
Como em todo sábado, neste 21/12, fui à Taquara levar minha amada filha no seu curso de teatro. Moro na Zona Oeste e assim, a ida e, principalmente, o retorno, sempre ocorrem pelas estradas do Quitungo e do Catonho, passando depois por Sulacap, seguindo posteormente para a Vila Militar e dali, acabo escolhendo o melhor caminho, por onde o trânsito melhor me permitir o deslocamento.
Ocorre que, todas as vezes em que há um imprevisto neste caminho tortuoso mas bem mais rápido do que as complicadas vias de Madureira ou da Linha Amarela, volto para casa usando a Linha Amarela mesmo, o que ocorreu neste referido sábado.
Eis que, ao subir o viaduto da via expressa sobre a Rua Goiás (acho que é o primeiro após os túneis), olhando o nosso Engenhão à direita, me lembrei de um vídeo que fiz em outubro e que estava aqui guardado para publicação em momento apropriado. Naquele mês, ao deixar o meu carro numa oficina de confiança ali no Méier, observei a estrutura do estádio quando levei o veículo, tirei algumas conclusões e, no dia em que fui buscá-lo, fui munido de câmera e mais tempo para colher as imagens que ora trago.
Minhas conclusões então vêm em forma de indagações.
- Passados quase 10 meses da interdição do estádio, porquê (graças a Deus) nada caiu com tantos ventos fortes, justamente num ano em que o tempo ruim deu o tom como há muito não se via na cidade?
- Posso lhes garantir que não colocaram ali nenhum guindaste, ou pelo menos nenhum que tivesse ali chegado com condições para uso em um trabalho da forma como alardearam que seria feito no local, ou seja, o de mexer numa estrutura tão pesada e tão complexa. Pelo olhar externo, armaram guindaste, tiraram guindaste, fizeram buracos, rearmaram guindaste mas, mexer em estrutura mesmo, não mexeram de forma alguma. O QUE FOI FEITO NO ESTÁDIO ENTÃO? Teremos a garantia deste povo que manda de que não haverá qualquer risco de vir aquilo cair sobre as nossas cabeças quando o estádio voltar a ser liberado para uso?
- Porquê, à época da interdição, não se avançou em discussões técnicas mais profundas com gente do gabarito dos engenheiros do CREA e de órgãos especializados no assunto, gente idônea o suficiente para, prestando esclarecimentos à população, serem evidentemente levadas a sério? PORQUÊ NÃO FOI DISCUTIDA E EXPLICADA AQUELA EXECRÁVEL CONFUSÃO EM RELAÇÃO AOS LAUDOS APRESENTADOS À ÉPOCA?
- E, por fim, porquê, ainda assim, vão liberar a droga do estádio a conta-gotas? Cadê a estrutura de obra? Cadê as mexidas na cobertura? Cadê os pedaços que possam ter caído com mais de 6 ou 7 temporais desabados sobre a cidade (inclusive os destes últimos dias)? Caiu alguma coisa em todos estes temporais, temporais com altíssimo poder de destruição?
Com a palavra, como sempre, a galera do blog.
Imagens - Blog Botafogo Eterno
- Como se percebe, tinta de má qualidade foi usada no acabamento e o verdadeiro risco era o de corrosão do material pela soltura da mesma.
- Por outro lado, não é crível que tenha sido usado, justamente na sustentação do estádio, aço de má qualidade e assim, associa-se este material ao das estruturas dos viadutos, e que jamais é revestido com pintura. O da perimetral, que ficou ali por décadas, estava tão bom que até foi roubado, já que possui alto valor no mercado.
- Falei no texto acima que ninguêm vê, olhando de fora, nada que mostre estar o local em obras e isto é a mais pura verdade. Fizeram muita cena mas movimentação de obra mesmo não houve. Um guindaste chegava a um ponto do estádio, subia mas pouco tempo depois era desarmado.
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