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21 de jun. de 2017

É CLÁSSICO - BOTAFOGO x VASCO



Time recebe o Vasco no Nilton Santos
"passeia" em campo e
vence por 3x1

E com uma tremenda 'cara' de 3 ou 4x0.



Eu disse aqui, no "pré-jogo", que era um jogo para alçar o G5. Dito e feito. Alçamos o G5, dependendo de uma vitória do Grêmio hoje na sua Arena chegamos ao G4 e ao que parece, não tem céu e nem limite para este inacreditável Botafogo.
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Botafogo 3x1 Vasco - uma aula de futebol moderno.

Meus amigos, perguntar é preciso.

O que é este Botafogo "2016/2017"?

O que são estes atletas que, ou apenas lutadores (Bruno Silva e Lindoso) ou então, habilidosos mas tímidos (João Paulo), de uma hora para outra, chegam a um nível de destaque que, em relação ao Bruno, já se começa um 'ôba-ôba' dirigido à seleção brasileira?

O que é um menino de 18 anos (Mateus Fernandes) que destruía na base (campeão brasileiro sub-20 na Arena Corinthians) e que, chamado a suprir a falta de companheiros lesionados, aguentou a desconfiança da torcida na arquibancada, o 'massacre' dos apressados nas redes sociais e, depois de vários jogos nos quais a busca da segurança o fazia perder bolas fáceis, chega a um clássico regional, com uma escrita secular e cruel e, ante a mesma torcida que cobrava, dá dribles curtos de jogador experiente no meio de campo, protege a bola como se fosse um veterano (e até franzino ele é) e nos brinda com uma atuação daquelas?

E, por fim, como o Botafogo foi conseguir chegar a este ponto? A ponto de, depois de anos em que liderou campeonatos para depois despencar na tabela por lesões de atletas, consegue mudar jogadores de posição, trazer meninos da base, fazer, com treino, conversa ou sei lá mais o que, com que jogadores que não produziam se mostrarem tão eficientes (os citados João Paulo e Bruno Silva) e, enfim, começar uma 'vibe' de time quase imbatível?

Eu lhes confesso: estou bem impressionado. Próximo da perplexidade.

Fui para o estádio ontem querendo vitória, porém com os pés no chão e aceitando que um empate não seria de todo ruim, mas jamais imaginei que poderíamos pegar o nosso adversário, que vinha subindo de produção, encarar aquela escrita miserável e "achocolatá-lo" daquela forma. Via-se claramente, como já vimos com outros adversários, o desânimo que batia nos seus jogadores a cada abafa do nosso time. À medida em que o tempo passava e, eles sem fôlego e os nossos guerreiros com ar até nas veias, era visível como não conseguiam mais sequer dar um passe lateral com correção.

Há algumas rodadas, eu dizia aqui que não sabia aonde este Botafogo iria parar. Hoje, confesso que já espero coisa grande mas, ainda assim, paira sempre uma dúvida do limite existente para se substituir atletas da forma como o faz o Jair Ventura. Ontem, depois de um jogo cansativo no último domingo, chegávamos já aos 90/95 minutos de partida e alguns jogadores nossos marcavam como se o jogo estivesse ainda no seu início.

E a mídia? Engraçadíssima como sempre. O juiz, simplesmente, resolveu não marcar as faltas a nosso favor, ignorando praticamente todas. Nada se falou na imprensa. A coisa ontem foi a tal ponto que, satisfeita com a atuação do time, a galera xingou e esbravejou mas, quando ele resolvia marcar uma falta a nosso favor, irônica e debochadamente, a galera começava um coro de: "juuuiz...juuuiz.... Leaaannnndro.. Vuaaaaaaden" - naquele mesmo estilo de gritos de nomes de atletas. Vejam que até disto estamos conseguindo nos livrar, claro, ainda com alguns cartões amarelos, mas sem a perda da concentração no gramado.

Outra da imprensa: o Botafogo é um time que não propõe jogo - simplesmente, entrega a bola para o adversário e impõe o seu jogo, de marcação, de anulação de espaços. Eles alardeiam isto em câmeras e microfones o tempo todo. Pois ontem, bastou fazermos o primeiro gol e "darmos" a bola para eles e, ato contínuo, um dos comentaristas foi ao microfone dizer que começamos bem e não jogamos nada no restante do primeiro tempo. Balela!

Jogamos bem sim depois do primeiro gol e a prova disto foi a participação do Gatito, por mais de meia hora - não fez absolutamente nada. Já do segundo tempo, quero falar apenas usando uma palavra, um um adjetivo - MAGISTRAL. Que os deuses do futebol não nos aprontem nada extra campo que faça este elenco perder o foco. O céu parece mesmo ser o limite para este gloriosíssimo Botafogo 2016/2017.

Estamos em quinto na tabela até às 23 horas: dependendo do resultado do jogo no sul e do daqui do Rio, podemos ir para o quarto lugar.

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Leia aqui como o Botafogo mudou o rumo da história do esporte no Brasil (e do futebol no mundo).
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