MARCOS PARET
Conforme venho prometendo há dias, segue aqui um breve relato da chegada da nova diretoria ao clube, antes, com várias opiniões do novo presidente divulgadas pela imprensa na última semana.
Sempre evitei cair nesta balela de que dívida mata um clube grande. O que acaba com um clube grande é um conjunto de ações que hoje, não se vê no horizonte de nenhum dos 12 que existem no nosso futebol. É, por exemplo, o desencontro com o seu destino de grande, é uma ou um grupo de ações que, orquestradas em sequência sem a devida atenção ao seu passado, terminam por deixá-lo a mercê de aventureitos, com o afugentamento daqueles que sabem e podem como dirigir seus destinos. O Palmeiras, por exemplo, pode ser rebaixado neste domingo mas sem qualquer encanto, apenas com planejamento, acaba de inaugurar a verdadeira arena de primeiro mundo, única a deixar no chinelo todas as midiáticas padrão Fifa da última Copa do Mundo. Leiam sobre os detalhes da construção e confirmem o que estou falando.
Considerando-se que o América, até 1986 (o ano do início da debacle) foi grande, qual outro clube no país cometeu tantos desatinos, ou melhor, qual clube, da década de 50 para cá, se inseriu entre os 12 grandes para depois sair? Não conheço nenhum. O que fez pior campanha contra as suas nobres origens foi justamente o nosso, entre 74 e 88, mas o que ocorreu foi justamente o fortalecimento da marca pela via do crescimento da torcida.
Nos casos do citado América, do Bangu e, mais recentemente, da Lusa, tratavam-se de equipes de porte médio que, não alçando a condição que outros médios alçaram (Grêmio a partir dos 60), sucumbiram justamente ante este conjunto de ações desencontradas ao qual me referi mais acima.
Claro que podem alegar que as dívidas agora são impagáveis, mas também impagáveis eram aqueles 80 milhões de cruzeiros que devíamos ao INSS, e que resultaram na venda da nossa sede em 1976/77, para que tudo fosse quitado. Ora, os coirmãos deviam isto ou até mais e nenhum deles teve que se desfazer de patrimônio, nenhum deles faliu ou deixou de existir e hoje, novamente, quem deve mais (ou pelo menos, quem parece dever mais) é o nosso clube. De novo.
Só que, a exemplo da balela presidencial mostrada no segundo link (atletas e time de ponta), assunto sobre o qual jogo uma toalha por saber ser nada mais do que galhofa de vencedor empolgado, também agora começo a sentir medo pelo futuro, já que não vejo "equipe econômica" no nosso clube capaz de nos mostrar uma luz. Só galhofas, só promessas vazias e disto, estamos fartos. Com a palavra, os amigos do blog.
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