BOTAFOGO 2x0 SOBRADINHO
COPA DO BRASIL - PASSAMOS DA
PRIMEIRA FASE
Inicialmente, vamos dar as boas vindas a mais uma seguidora do blog (é seguidor (a) de número 59). Vivi. Seja bem vinda nobre amiga alvinegra e se desejar, comente à vontade com a galera mais nobre dos sites sobre futebol na internet.
E mal cumprimentamos a seguidora 59, a Vivi, justamente na noite da classificação na Copa do Brasil, veio o dia seguinte e o blog recebe o Wesley, nosso 60º membro. BEM VINDO WESLEY
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O JOGO
O nervosismo do nosso time pôde ser visto na jogada de área que a nossa defesa deixou passar e Renan fez uma super defesa, e isto se deu já antes dos dois minutos de partida. Tudo acontecendo sem que pudéssemos adivinhar que seria essa a tônica de todo este primeiro tempo. De cara, o que se via era um Botafogo totalmente surpreso com a postura mais adiantada do adversário, um time que chegou com pretensão de se defender, afirmou que ia fazê-lo mas que nada: era tudo para tentar dar um nó no sistema de jogo que o Oswaldo levou a campo e no início. Tiveram sucesso.
A partir dos 13/15 minutos, começamos a atacar de fato mas a falta do 9 decisivo também começou a ser sentida. Lucas até fez uma bela jogada aos 12 mandando a bola no travessão mas Rafael Marques tem como seu limite os jogos contra pequenos no carioca e não vai mesmo ser jogador útil nas próximas competições, ou seja, prejuízo no banco ou até fora dele. Sim meus amigos, sei que ele iria fazer o nosso primeiro gol mas também, na jogada que se lhe apresentou, se não fizesse seria cadeira elétrica sem contestação. Então, não conseguíamos inibir um adversário pequeno como este de Brasília e o que se via nas estocadas deles em direção ao nosso gol, numa delas, ali pelos 31 minutos, obrigando Renan a fazer uma defesa dificílima, era sempre perigo de gol contra nós.
Jogadores comemoram o gol do Rafael Marques.
Mas veio o citado gol aí acima, aos 35 minutos, numa jogada de Seedorf que, cruzando a bola na área, encontrou o insosso Rafael Marques que testou para marcar, naquelas condições que já citei (não fizesse e era “morte certa”). Foi o gol do ‘ufa-ufa’. E que jogo nervoso, que intranquilidade e falta de domínio de bola do nosso time. Íamos à frente mas, não raro, tomávamos contraataques perigosos, inclusive, com um reclamado pênalti pelo adversário numa destas jogadas, já pelos 39 minutos. E foi isso o que se viu, o jogo chegando aos 44, 45, 46 minutos e o nosso time tomando incrível sufôco de um adversário tão sem recursos, tão sem história e tão sem lastro no futebol. Foi assustador meus amigos.
E assim nós voltamos para o segundo tempo, um tempo de jogo no qual passamos a ser o time do contraataque, vejam vocês. E num destes, Vitinho perdeu o gol aos 5, o ataque desperdiçou cruzamento do Fellype Gabriel aos 6 mas sempre com o time deles tomando a iniciativa do jogo, fato que era bom e ruim ao mesmo tempo pois sempre haveria a possibilidade de tomarmos o inaceitável gol do empate. De bom nisso tudo, pudemos ver que, pelo menos, o nosso toque de bola melhorou e nestas estocadas, íamos com muito perigo ao gol do adversário, o que pouco se viu na primeira etapa.
O que assustava em vários momentos desta parte inicial da segunda etapa era o jogo de ataque contra defesa patrocinado justamente por este quase desconhecido adversário. Por vezes, nosso jogo voltava à velha bola alçada na área para um inoperante e praticamente inútil Rafael Marques e desta forma, com o jogo já rolando pelos 15 minutos, o melhor time em campo era o deles. Não ganhávamos divididas simples, não tínhamos jogadas bem armadas para contraatacar e sequer conseguíamos fechar os espaços de forma correta. Era incrível como determinados jogadores deles tentavam jogadas de dribles e tinham sucesso. Driblavam um, dois, três do nosso time e por vezes chegavam à nossa área com a nossa defesa ainda se posicionando para cortar o cruzamento.
Aos 20 minutos, Oswaldo tirou o atabalhoado Jadson, que já tinha cartão mas não parava de fazer faltas e tivemos mais uma boa jogada após cobrança de escanteio, num chutaço do Seedorf que merecia o gol até pela sua atuação, mas um 2x0 porém que apenas serviria para nos tranquilizar. Não merecíamos mesmo o segundo gol com o que estávamos jogando. Ato contínuo, Lucas em cruzamento quase marcou, obrigando o goleiro deles a fazer uma grande defesa. Antes da cobrança do escanteio, um atleta deles foi expulso por brigar com o colega de time, mas o outro brigão ficou em campo (lembranças de Caio e Herrera em jogo aqui no Engenhão em 2011).
Os gols da partida - Lancenet
O jogo então pareceu ficar a caráter para nós, com nosso time atacando e o deles nervoso pelo lance do cartão insólito. Claro que só com muita incompetência não chegaríamos ao segundo gol. Aos 28 minutos, Lucas cruzou e Fellype Gabriel, nosso melhor jogador hoje, cabeceou com categoria para fazer o segundo. O time deles então se perdeu totalmente em campo. Aos 32 minutos, por falta violentíssima, tiveram outro jogador expulso mas nós também perdemos Fellype Gabriel, pela violência deles, sentindo o tornozelo logo no minuto seguinte. Quem entrou em seu lugar foi Gegê. Seedorf também saiu aos 39 para a entrada do Henrique, claro que em substituição que só tinha como intenção poupar o nosso 10.
E assim fomos levando a partida até o seu encerramento mas, para concluir, quero dizer que de uma vez por todas não concordo com nada do que foi dito por quem comentou o jogo hoje. Não melhoramos na segunda etapa coisíssima nenhuma: apenas fomos na onda do desespero do time deles, principalmente após a expulsão do seu primeiro jogador. Tomara que tenha sido somente nervosismo de primeira fase. Vem aí, provavelmente, o CRB.
Nada justificava o medo
do Sobrado, ou do Sobradinho, ou da Maloca.
A verdade é que não
jogamos bem, mas foi fácil. Não foi? Então vamos aos fatos.
Sentimos falta do
Lodeiro e do Gabriel, principalmente do nosso meia uruguaio. Mesmo
assim, o melhor jogador deles foi o experiente goleiro Donizeti.
E colocamos duas bolas
na trave, em belíssimos chutes de Lucas e Seedorf.
E verdade seja dita, o
time de Brasília veio correndo, mordendo, marcando, fez das tripas
coração, e o máximo que conseguiu foi equilibrar o jogo quando
diminuíamos a pegada. E esta deve ser a lição deste jogo para ser
seguida no restante da Copa do Brasil: não diminuir a pegada e o
ritmo nunca.
Tomamos alguns sustos,
Renan fez duas ou três defesas importantes, mas fora nossa ansiedade
de torcedor, dominamos os 180 minutos. Ou pelo menos uns 160 (incluo aqui o insosso empate da primeira partida).
No primeiro gol,
destaque total ao lindo passe do Vitinho e a ótima movimentação e
cruzamento de Seedorf. No segundo, outra participação de Vitinho.
Podemos reclamar? Acho
que nem tanto, mas podemos cobrar mais atenção e organização. O
time ainda tem crédito, e muito, é a décima-segunda partida de
invencibilidade.
Então é isso, não
vou me estender sobre a partida, mas já olhar pra frente. Na segunda
fase enfrentaremos o vencedor de Fast-AM e CRB-AL. Podem ser equipes
de menor expressão, pode ser muito fácil passar por eles, mas não
podemos vacilar. Nada de salto-alto, senão a coisa pode desandar.
Antes disso, mudamos a
chave de novo, e enfrentamos o Resende pela semifinal da Taça Rio. E
este jogo pode dar a primeira boa sinalização da diferença de
nível do Campeonato Carioca para a Copa do Brasil. Explico porque:
na segunda fase da Copa poderemos ver este nosso próximo adversário
enfrentar o Cruzeiro. O que ele será capaz de aprontar neste
enfrentamento?
De qualquer forma ainda
estou aguardando mais evolução deste nosso elenco, pois será
necessário para alçar maiores voos no Brasileirão e na Copa do
Brasil. O bom é ver que há espaço para esta evolução com este
elenco, e que poderemos ver alguns reforços de peso após o recesso
da Copa das Confederações.
E está virada a página
do Sobradinho, que se tornou somente uma Saudosa Maloca.
O ano promete.
Abraços.
