BOTAFOGO 1X1 PORTUGUESA
em São Paulo
Foi ainda pior do que na última partida.
Entramos sem Seedorf e a explicação é que isto fazia parte da adaptação do atleta ao ritmo do brasileirão. Ele foi deixado no banco para entrar no segundo tempo, plano que faz parte do seu preparo para atingir o melhor condicionamento físico, não forçando a barra em jogos contra adversários teoricamente mais fracos.
Só que adversário fraco em futebol tem data de validade. Esta Portuguesa de hoje entrou em campo carregando um estigma de estar a vários jogos sem perder, ou seja, sequência para preocupar a um Botafogo, afinal, nervoso e inseguro pelo início de campeonato tão inconstante. Quem deu então o ar da sua graça foi o estreante Amaral e no lugar do Seedão, entrou o V. Junior.
A péssima notícia inicial nem foi tanto ver Seedorf no banco mas sim, o Eder Roberto Lopes apitando. Mas o time começou sem nos dar sustos e assim, fui acompanhando as tentativas de ataque sem atacantes, regada ao som do Pink Floyd na TV (no encerramento das Olimpíadas). O nosso futebol rolava em campo, confuso mas sem um adversário mais forte para nos deixar mal lá na nossa péssima defesa e ainda assim, eles foram perdendo gols em sequência e como quem não faz leva, desta vez este ditado nos favoreceu: Aos 18 minutos, em escanteio cobrado pelo Andrezinho, Elkeson cabeceou como faria um centroavante e abriu o placar. A esta altura e por todo o restante do primeiro tempo, a nota alta no nosso time era o antes reclamado Andrezinho. Como jogou o cara. Só está faltando mesmo voltar a acertar aquelas faltas para que fiquemos com dois magistrais cobradores, ele e o Seedorf.
Só que uma andorinha só, já sabemos desde nascermos que não é capaz de fazer um verão digno de praia, sol e de uma vitória tranquila em campo. Vitor Junior, o próprio Elkeson hoje goleador e todos os jogadores da nossa meia nada jogavam (claro que honrosa exceção para o “predador” – Andrezinho) e assim, dando campo ao adversário, cedemos um escanteio aos 38 minutos que resultou no empate, e eles ainda tiveram outro tiro de canto um minuto depois. Confusão tática maior não existe neste campeonato. Foram aqueles minutos finais de primeiro tempo de amargar, com o nosso time errando até cobrança de lateral. Foi muita sorte não termos tomado a virada ainda nos primeiros 45 minutos.
Lodeiro entrou no segundo tempo no lugar do V. Junior e pelo menos, mesmo sem o ritmo ideal, melhorou o toque de bola na meia, mas a confusão tática continuava. Muitos jogadores nada jogavam, aí incluído o nosso ‘goleador’ Elkeson. Que má forma é essa? Cadê aquele jovem técnico e voluntarioso da primeira metade do brasileirão passado? Aos 21 minutos foi anunciada a entrada do Seedorf, que veio a substituir o Fellype Dodói (by Alexandre), mais um daqueles que faziam o famoso zero á esquerda em campo. O jogo era tão ruim e o nosso adversário tão fraco, que fomos passar a viver de bolas altas na área para ninguém e eles, nos contraataques destas nossas jogadas bisonhas.
Era uma visão do inferno e tudo meus amigos, na conta da falta do homem gol e da bagunça tática. Amaral, confuso e até nulo no primeiro tempo, melhorou e mostrou a segurança que o jovem Jadson ainda não consegue dar na marcação, mas isto nos serviu apenas para evitar que o pobre futebol do adversário se animasse e se tornasse mais um defunto a ser levantado por nós neste campeonato (Ponte, Palmeiras, Náutico, etc..). Jadson entrou no fim, no lugar do Lucas, que sofreu da paleolítica cãibra (quase não tínhamos mais esta palavra na gramática para explicar o problema do nosso lateral). A pelada com transmissão pela TV ficou mesmo neste empate e na quarta, o Leão vem aí. Será que exorcizaremos mais um zumbi?
SALVOS NESTA PANTOMIMA: Andrezinho, Márcio Azevedo e mais ninguém. Está mesmo feia demais a coisa. Eu diria que a coisa, para nós, está “a cara da riqueza” mas é a riqueza da personagem do Zorra Total.
- Não é por nada galera, mas o Fellype Dodói (by Alexandre) é “os cornos” do meia da novela das 9 da Globo, aquele que não gosta da fruta mas se casou justamente com a Suellen (só mesmo na ficção, né?). Eu só disse que são parecidos, tipo cara de um focinho do outro.
- Elkeson já está na conta de caso perdido. Não acho mesmo que volte a se encontrar em campo, com toda a desculpa de atuar fora da sua posição. Nossa esperança de chegar à área com velocidade passa a ser então o Lodeiro, visto termos observado nesta partida que Andrezinho cai de produção por ter que ceder o seu espaço de campo para Seedorf. Mas OO não deve ter visto que tem 2 jogadores com característica de 10 em campo e nem deve saber que se adaptar Seedorf mais à esquerda, ele ainda assim irá jogar bem.
- E por fim, voltando à minha adorada Londres, será que numa festa daquela magnitude, não tinha como trazer os originais? Um sujeito cantando no lugar do Roger Waters, outro no lugar do Elton John e ainda um outro no lugar do Liam Gallagher. Seria a pindaíba inglesa a responsável por tanta economia nos cachês?
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