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6 de ago. de 2025

BOTAFOGO 1x0 BRAGANTINO

Em Bragança, time põe o regulamento embaixo do braço,
vence por 1x0 e está nas quartas de finais da CB 

 


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PRÉ JOGO

- Notícias

- E a briga continua. 

O grupo de oposição ao Textor, a saber, a antiga Eagle, a Ares investimento e outra empresa com menor participação (Fundo Iconic) querem tirar o Boss também do Botafogo. Afastá-lo sob a alegação de que com o interesse dele em adquirir somente o Botafogo (separar o Botafogo do do grupo multi clubes), ele deveria se afastar também do comando do clube por conta do conflito de interesses. A coisa já chegou aos tribunais.


- Escalação: 
 


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OPINIÃO 




E fomos a campo com um time todo modificado. Além da ausência de John, negociado para o futebol inglês, tivemos Kaio contundido, e Cuiabano, que não vem sendo titular, também de fora.

Além disso, nosso aprendiz de feiticeiro (não entendam de forma pejorativa, ele é poderoso, mas inexperiente) mudou a frente do time. Barrou Artur e Artur Cabral, e também Montoro. Foi com Correa, Santi e Nathan. Claramente queria valorizar a posse de bola e ter a velocidade do Nathan para contra ataques.

Não começamos mal estando com a bola, mas dávamos espaços quando sem ela. E logo eles fizeram um lindo gol, anulado por impedimento. Aparentemente a anulação foi balde de água fria, conseguimos equilibrar as ações em um jogo insosso e modorrento. E foi assim até acabar o primeiro tempo no 0 a 0.

Na volta do intervalo, mesmo time, um choque de cabeça, longa paralisação, e Marlon Freitas sai de ambulância, protocolo de concussão ativado, entra Danilo.

E nosso novo volante no primeiro toque na bola colocou Savarino na cara do gol, para abrir o placar. A partir daí eles se perderam, tentaram atacar, tentaram se defender, mas depois perderam um homem, perderam mais um, e não tomaram mais gols por falta de apetite e vontade do Botafogo.

Fechamos a partida com 3 a 0 no agregado e aguardamos o sorteio das quartas que ocorrerá segunda-feira, vendo vários favoritos caindo na rodada. Será dessa vez?

Abraços.

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O Botafogo foi hoje a Bragança fazer o simples: esquecer o ataque (Cabral e Artur ficaram no banco), deixar o adversário mostrar o que queria e quando fosse possível,  furar a bola.

E assim foi.

O adversário fez uma pressão afobada por algum tempo na primeira etapa, retomamos a bola e ficamos tocando de um lado para o outro, eles tentavam de novo, retomávamos as ações novamente e nessa gangorra fomos para o intervalo.

Aí, logo no recomeço da partida acontece um lance que, para o bem e para o mal ajudou a decidir a nossa sorte num jogo em que não seria saudável levarmos um gol, sob pena de sofrermos uma pressão perigosa. De ruim, Marlon Freitas bateu com a cabeça na nuca do adversário e precisou sair de ambulância. Até o momento dessa postagem,  a notícia era de que ficaria internado lá em Bragança até a manhã da quinta feira. 

Já para o bem, quem entrou no lugar do nosso xerife foi o badalado Danilo, que para justificar o valor e a fama, na sua primeira bola, avançou pelo meio e fez um lançamento de Gerson (o da copa de 70) para o Savarino que mandou para o gol com categoria, na saída do goleiro. 

A contusão do Marlon foi no primeiro minuto, o gol aos 10 e aí sim, o Botafogo "furou a bola".

O toque de bola no estilo "não tô mais a fim de jogo" foi tão irritante para o adversário que já perto do final da partida eles tiveram dois atletas expulsos.

Do nosso lado, ainda foram a campo o Mateus Martins, o Artur e bem no fim o Huguinho. 

Foi, enfim, um bom jogo do time, que podendo fazer isso entrou em campo no modo "arame liso" e com praticamente todos os atletas jogando bem, ressalvada a atuação do Santi que ainda não disse ao que veio aqui no Botafogo. 

Vamos que vamos, pois no sábado teremos a volta do brasileirão.
 

23 de jul. de 2025

BOTAFOGO - EAGLE FOOTBALL



 
 
Boa noite, amigos alvinegros!

Trago aqui, nesta quarta-feira de folga do time no campeonato, um apanhado de tudo o que foi possível depurar acerca do imbróglio "John Textor-Eagle Football.

Todos sabem que o Boss se afastou do clube francês Lyon após inúmeros contratempos com os órgãos esportivos daquele país mas, soube-se depois, a sua saída do comando do clube de lá foi, antes, um movimento político.

Mal se deu a sua saída e como num passe de mágica, todos os problemas foram resolvidos inclusive o mais grave, que seria a ida do clube para a segunda divisão francesa por motivos extra campo.

Segue então a posição de cada ator neste imbróglio.

Michele Kang - Originaria do ramo de empresas de saúde, a sul coreana vendeu a sua companhia no ano passado e passou a atuar no ramo do esporte feminino, caminho que a levou a ser dona do time feminino do Lyon e consequentemente acionista da Eagle original.
É considerada a figura capaz de levar o futebol feminino do atual estágio para um patamar de competitividade e marketing bem alto, mesmo com um longo caminho ainda a percorrer. Não será espantoso se conseguir: as diferenças em todos os outros esportes entre homens e mulheres é apenas no tempo que a força física permite, mas para ficar nos exemplos do basquete e do vôlei, tanto no masculino como no feminino não se vê mais discrepância além daquela proporcionada pelo tipo físico.
Aqui um adendo: assumiu o controle do Lyon e da Eagle, o que levou à saída do Textor MAS LONGE DE TER O AMERICANO COMO DESAFETO. Há tempos fecham em matéria de trabalho.
E aqui talvez o principal ator a provocar toda a mudança e que no fim, ajudou a evitar o pior em relação ao clube francês: O grupo ARES MANAGEMENT.
Ares Management - Trata-se de uma empresa global de investimentos. Tradução: grupo que nada em dinheiro e ao qual recorrem empresários (gente igualmente grande) que precisa de liquidez para fazer negócios. Emprestam, claro que tomam pedaços do negócio ou bens do tomador do empréstimo e a garantia está feita.
Em 2024, Textor procurava avidamente um clube europeu para o seu portfólio. Tentou o Benfica, quase adquiriu o Everton para, enfim, conseguir atingir o seu intento ao comprar 80% do Lyon. E já chegou lá assim como fez aqui, 'metendo o pé na porta'. É aquilo, futebol francês, historicamente fraco desde que o futebol chegou ao nível atual de business e que, com este nível de finanças, virou um campeonato monoclube, clube este (um ex pequeno de quem não tomamos conhecimento no mundial recente) que é considerado uma seleção transnacional como alguns outros na Europa mas com um adendo: PERTENCE A UM PAÍS e não somente a um dono. O governo do Catar banca aquilo ali e o 'cara de frente', o que toma conta do clube, manda em tudo por lá.
Tiro daqui, porrada dali, bomba dacolá e deu-se a desgraça. Para resumir o imbróglio, Textor cavou dinheiro de onde foi possível para resolver as pendências do Lyon. Levou os prêmios do Botafogo de 2024, atrasou o pagamento do dinheiro dos prêmios e até de outros compromissos com os nossos atletas em janeiro, dinheiro da venda do Luis Henrique, do Junior Santos mas... NADA. O órgão fiscalizador francês estava irredutível. Estava, pois ante a saída do boss ficou resolvida a pendência  e garantiu-se a permanência do Lyon na primeira divisão.
E o que tem o grupo Ares acima citado a ver com as calças? Tudo, claro. Textor comprou 80% do Lyon ou algo neste patamar, clube europeu, custo em Euros, não se podia operar um milagre. O grupo Ares foi o financiador da aquisição através de empréstimo, claro que com garantias ainda não conhecidas mas imaginamos que até O NOSSO BOTAFOGO PODE TER ENTRADO NA SEARA. Ao ver que o principal ativo do grupo, o Lyon, francês, atuando na zona do Euro e tudo o mais poderia ser rebaixado, decidiu-se numa tensa reunião de acionistas/controladores pela saída do Textor do comando do clube e da Eagle, ressalvando-se que ele foi afastado das funções e da tomada de decisões, MAS AINDA É O SÓCIO MAJORITÁRIO DA EAGLE, ou seja, não toma decisões de comando mas nada é feito sem a assinatura dele.
Com isto e, claro, abalado pelo enorme contratempo, o boss aportou por aqui e procurou aquilo que o faz e tem feito muito feliz: procurou por nós, pelo clube, pelos jogos, pelo ambiente. Foi visto curtindo a vitória contra o Vasco em Brasília, dando mais declarações de apreço ao clube, foi também visto numa roda de crianças (preparada por assessores, óbvio) felizes e barulhentas querendo uma selfie e um abraço do boss, numa mesa de bar na zona sul saboreando a sua cerveja e esperando possivelmente um petisco (coisas que mostrou ter gostado muito por aqui).

Do imbróglio - resumo

O Textor, convenhamos, meteu sim os pés pelas mãos. Com o nosso insucesso de um 2023 que parecia vir nos trazer o título como num sonho, não quis correr riscos em 2024 e saiu contratando como se não houvesse amanhã. Igor Jesus, de graça mas com salário alto. Almada e LH, mais de 40 milhões de dólares, e assim outros bons nomes que compuseram muito bem aquele elenco, mas descobriu-se que foi usado dinheiro do Lyon para cobrir essas despesas e, ainda, para pagar salários de jogadores nossos. O clube francês contava com 30 atletas mas descobriu-se que foram feitos pagamentos de salários a 52. Tínhamos atletas na reserva aqui ganhando salários de 1 milhão de reais (Tiquinho foi o caso comentado).

E para fechar com chave de lata, brigou com Deus e o mundo por lá, sonhou que o clube francês iria ficar entre os quatro primeiros do campeonato local para ascender à Champions, foi para a disputa de uma vaga na semifinal da Liga Europa contra o Manchester United e perdeu a partida quando vencia por 2 gols de diferença já nos acréscimos, enfim, se enrolou na situação de uma maneira que não deveria e no dizer do Muricy Ramalho, A BOLA AINDA PUNIU.

Não se sabe em que pé está a parte das garantias do empréstimo junto à Ares Management para a aquisição do Lyon. É assunto para um momento futuro.

A coisa é preocupante para nós? Não tem como saber e é mais uma resposta que só o futuro dirá. Falido como queria a "mídia suja" o homem não está. A contratação do Danilo, novamente por um valor altíssimo, é a prova disso e, fala-se, ainda virão mais alguns nomes antes do fechamento da janela no início de setembro.

E quanto ao Botafogo e o RWD da Bélgica, há o interesse do boss em separar estes dois clubes da Eagle Footbal. Para tal, ele já abriu uma empresa nas Ilhas Cayman e pretende negociar com seus sócios atuais a separação dos dois clubes do grupo, deixando apenas o Lyon no controle do grupo atual.

Vamos aguardar as "cenas dos próximos capítulos".
   
EM TEMPO

Ontem, ao concluir a pesquisa para esta postagem, acidentalmente encontrei um reel (vídeo curto no YouTube) do Tim Vickery, jornalista inglês correspondente da BBC no Brasil.

Trata-se de um profissional que conseguiu a proeza de sair da seara do jornalista estrangeiro que vive aqui quase no anonimato para ser assíduo participante de debates em vários canais com os brazucas conhecidos da mídia.

Neste vídeo, com aquela sua fala pausada, explicou como a venda do Manchester United transformou o clube super vencedor neste 'chove, não molha' dos dias atuais.

O MU vinha bem como um top 3 europeu (e principal clube inglês), com as contas em dia até que foi feita a venda para uma família inglesa radicada nos EUA. Eles então compraram o clube com um gigantesco empréstimo mas ao assumirem o controle, passaram a dívida para o próprio clube.

De uma agremiação vencedora com contas absolutamente em dia passaram a, como diria o Cazuza, "correr na direção contrária" e aí foi esse 'ladeira abaixo' que já dura duas décadas. Tudo de errado foi e vem sendo feito: contratações caríssimas e equivocadas, depauperamento do patrimônio, o que leva a elencos cada vez menos competitivos e vejam, isto nem de longe se deu pela ascenção do xará da cidade (o City). Foi uma botafogada 1974-2020 mesmo.

Ele então concluiu alertando clubes brasileiros de que é preciso ter muito cuidado com o 'para quem se vende a agremiação'. Não por acaso, estamos vendo que há casos e casos de projeto Saf.

Não parece ser a situação do Textor com o Botafogo.

Leia aqui como o Botafogo mudou o rumo da história do esporte no Brasil (e do futebol no mundo).
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