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A LENDA - clique na imagem e faça um tour pela gloriosa história do Botafogo

19 de abr. de 2023

COPA SUL-AMERICANA - SEGUNDA RODADA

 Time recebe o U. C. Vallejo,
joga bem e goleia 


4x0



 
PRÉ JOGO

- Notícias

- A imprensa colorida (já que somos preto e branco) anda de orelhas em pé com o Botafogo. De ofensas grosseiras vindas de um dito jornalista a matérias sobre o futebol carioca ignorando o clube, deu de tudo esta semana.

- O Corotiba quer o Daniel Borges, mas Luis Castro não quer perder o atleta no momento.

- E o Segovinha (o pequeno Matías) não pôde ser relacionado. O time anterior não cuidou da questão da inscrição do atleta a tempo.
  

CONTRATAÇÕES

- A bola da vez é (volta a ser) o James Rodriguez. O clube não se manifestou a respeito do boato.

- Escalação: 
 

O time titular 


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MAS NÃO NOS ILUDAMOS

O JOGO - Sim. Afinal, somos alvinegros e como dizia um dos primeiros amigos frequentadores aqui do blog (que usava o nick 'Carlito Rocha'), nossa soberba teve o desfecho triste de 1974, ano do desmanche do elenco que por mais tempo mandou no futebol brasileiro, por vezes revezando com o Santos, por um ano com o Palmeiras, mas numa sequência, pelo que tenho conhecimento, no mundo todo (mundo de verdade) inédita de 17 anos no topo (entre 1957 e 1973). Ninguém fez até hoje, ninguém igualou, NINGUÉM CALA!

O 4x0 de ontem pode até provocar arroubos de megalomania em alguns na nossa arquibancada. Decerto irá provocar quase um AVC de dúvidas na cabeça do escriba de quinta que nos chamou de time lixo, vai sim deixar alguns outros escribas novatos e não tão bem preparados já começando a achar que surgiu um novo Palmeiras com outro Abel no banco.

Mas não é nada disso.

Evoluímos sim, da catatonia pós 3x0 no Santos no ano passado até os pífios jogos contra Portuguesa e o primeiro contra o Audax, mas ainda estamos longe do ideal para o quase ótimo elenco que temos. De elenco falo mais abaixo. De ontem tenho a dizer que o adversário, ou nunca viu um estádio como o nosso estava ontem e o medo o fez tremer as pernas (já que até tinham alguns atletas parecendo saber conduzir uma bola e dar bons passes), ou é mesmo aquela baba que se entrasse no campeonato carioca, sairia talvez com 1 ponto conseguido num empate contra o quase pior do torneio já que, sem medo de estar errado, afirmo que eles seriam de longe o pior time.

Não foi adversário digno de ser parâmetro para nada e posso provar isto. Em 2019, Gilson, Fernando (lateral direito) e o goianiense Luis Fernando, tá certo, ajudados pelo bom futebol do João Paulo, do Erick e do Alex Santana, sapecaram outro 4x0 num troço chamado Sol de América aqui no Niltão mesmo. A certa altura da partida, já com o placar quase feito, Gatito entregou a bola para o Fernando e numa tabela parecida com (diriam alguns iludidos aqui na cidade) uma espécie de 'igual para igual' com europeus, o time saiu da defesa para o meio como se fossem galácticos tocando a bola. Vi o vídeo da jogada e o próprio narrador do país do pobre time goleado falou da jogada como se fosse algo nunca visto no país dele, ou seja, lá como cá a imprensa "sabe nada". Saímos dali daquele jogo, recebemos o Defensa Y Justicia que estava invicto na Argentina, tinha vencido lendas como o San Lorenzo e outros grandes de lá e num dia de temporal bíblico (eu estava lá), digo que não perdemos por terem eles ficado prejudicados no seu magistral toque de bola naquela chuva toda e, claro, vencemos por uma felicidade de um passe de goleiro que foi parar nos pés do Erick no último (último mesmo) minuto da partida.

Para provar que a afirmação sobre o jogo da chuva não é imaginação minha, na partida de volta lá na Argentina, fomos engolidos por 53 minutos (conferi agora no Google) com, do lado deles um futebol de toques rápidos e precisos e do nosso, uma retranca e uma sorte de time grande. Até que numa bobeira de marcação, Erick saiu livre na frente do goleiro deles, abriu o placar e como todo time sem força na camisa, o bom pequeno argentino se desmanchou e o número chegou aos 3x0. Fomos desclassificados do torneio logo na rodada seguinte pelo Galo, que nem era o time competitivo dos dias atuais.

O que quero dizer com essa história toda é que ainda não fomos testados nessa retomada por nenhum time digno de nota. Esqueçamos o São Paulo do último domingo: time de bons jogadores sim, mas insosso toda vida, arame liso, sem pegada. O segredo do sucesso para o elenco do Sr. Luis castro passa pelo jogo da próxima segunda em Salvador. Se vier um placar negativo com uma atuação ruim, iremos ter problemas até o elenco se acertar de vez mas se jogarmos bem, mesmo em caso de empate, a sequência de jogos aqui no Rio (brasileirão, CB e sulamericana) poderá nos deixar muito bem na temporada.

DO ELENCO

E o scout estava certo (e os reclamosos fragorosamente errados).

Que bons jogadores são Eduardo e Danilo Barbosa em particular (o último, taxado de inútil antes de se acertar com o time), quão útil é o botinudo Junior Santos, ruim de bola sim mas um terror para qualquer defesa com a força e a determinação do seu jogo. Como o Rafael vem se recuperando, o que joga o garoto Lucas Fernandes, que segurança têm Cuesta e Adryelson, que bom ver Luis Fernando vai aos poucos recuperando o futebol que prometia antes de ir para a França. Nem nem atuou bem neste jogo, o mesmo para Sauer, que não foi bem ontem mas tem mostrado evolução. Ambos vão subindo de produção e agregando valor ao grupo. Imagino como vai ficar o elenco quando o Segovinha e o Kayque já estiverem aptos a iniciar uma partida. E ainda estamos na expectativa, no segundo semestre, da chegada do uruguaio Diego Hernandez.

É meus amigos, palmas para a nova administração do Botafogo. É só o treinador não inventar, para que o ano seja ainda melhor do que o de 2022.

NOTA DE DESTAQUE

Nossa torcida. Reclamou dos adversários violentos, vaiou faltas, pediu e vibrou com um bom olé no final do jogo, mas aplaudiu e gritou o nome do treinador deles, 'um tal de' Loco Abreu. Emocionado, o ídolo agradeceu no início a partida mas nos aplausos do final, autêntico como é, desceu as escadas quase correndo, contrariado e sequer olhou para o público. Está perdoado, ídolo. Goleada é fogo (Fooogoooo).

14 de abr. de 2023

COMEÇA O BRASILEIRÃO 2023

 Time recebe o São Paulo, vence e larga bem no
campeonato 




 
PRÉ JOGO

- Notícias

- Houve uma "grita" geral esta semana por conta dos altos valores cobrados pelos ingressos na volta ao Niltão. Tinha setor onde a inteira chegou a incríveis 200 reais. Ante os protestos das organizadas, a SAF convocou uma reunião na quinta-feira feira e resolveu ceder na parte dos valores.

- Novidade no elenco. Na quarta, Junior Santos voltou e o fez em grande estilo, fazendo a jogada do segundo gol lá em Erechim. Agora é a vez do lateral Matías Segovia. Já regularizado no BID da CBF, o paraguaio foi relacionado e já poderá atuar neste jogo. Boa sorte ao garoto.

- E o homem chegou. 
John Textor desembarcou nesta sexta-feira no Rio para compromissos e para acompanhar o jogo de estreia do time no brasileirão. 

- Escalação: 
 

O time titular 



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O JOGO - Fim de jogo, alívio, vitória, um belo presente para a torcida, sorte de não estreamos contra um dos 4 principais (este S. Paulo tem um bom elenco mas é arame liso toda vida), bola dentro do scout, que foi rápido quando trouxe o Lucas Perri no ano passado e o pequenino Matías Segovia agora em abril, enfim muitas boas notícias. Do Perri, nada a falar. Podemos prescindir do Gatito, tão cobiçado por quem está mal de goleiros. Do pequeno paraguaio falarei no fim.

Vamos então falar do Eduardo. Que jogadoraço! Sofreu uma falta dura que fez parecer não o deixar permanecer em campo (e isto ainda no início do jogo), mas se segurou, aguentou o tranco e foi decidir a partida já aos 42 minutos da segunda etapa, melhor hora para um gol decisivo, para um elenco ainda buscando aquele melhor futebol do ano passado.

Abrimos o placar cedo, numa escorada de cabeça do Tiquinho ainda aos 3 minutos. Adversário tonto, fomos para cima mas ainda não estamos naquela condição que iremos adquirir mais à frente, de amassar e fazer rápido o placar quando o adversário permite (e este S. Paulo vai sofrer no torneio: é muito insosso).

E aí, entra em ação o bom Eduardo, hoje nem sempre ajudado pelo ainda confuso Sauer. Demos aquela cochilada, o adversário empatou e com isso, minou a pegada do nosso time e começou o jogo organizado deles que, para a nossa sorte (sim...não se pode ter sempre azar), não produz absolutamente nada. É arame liso na essência. E quando produziam, lá estava o Perri como uma parede.

Já perto do fim, com aquele empate enjoado, Castro foi trocando jogadores até que nas entradas do Luis Henrique e do Matías, primeiro vimos que o minúsculo paraguaio assustava de tão pequeno ao o compararmos com o tamanho do LH. Só que ele entrou, deixou passar uma jogada mas ao encontrar o espaço por onde iria atuar, surpreendeu. Surpreendeu com inteligência, com habilidade, com tranquilidade para sair jogando e até com qualidade naquela jogada do ala que vai ao ataque. Foi dele o início da jogada do gol da vitória. 

O pequenino não deve ter chegado à titularidade da seleção paraguaia à toa. Começou sendo zoado pela arquibancada (pois parece mesmo um menino do sub 17) mas ao fim, o respeito se fez presente. Palmas para o Scout.

Na quinta feira, receberemos o time treinado pelo Loco Abreu numa partida da sul-americana em que até o time misto pode ser escalado. 

Estamos no caminho certo.

11 de abr. de 2023

COPA DO BRASIL - 3ª FASE

 Em jogo no sul, time vence por 2x0
no talento dos jogadores




 
PRÉ JOGO

- Notícias

- Não tem relação com esta partida, mas vai ser acionada a cláusula de empréstimo do Erison ao São Paulo para a estreia no brasileirão. O jogo é o deste sábado, aqui no Niltão. Já falaram em 1 milhão de reais.
  
- Escalação: 


O time titular


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O JOGO - Sim. O título da matéria resumiu o que aconteceu hoje em campo. Enfrentamos um pequeno time superior, que sofreu com um grande time inferior mas com talentos individuais muito além do que tinham para nos receber neste jogo de ida.

Minha análise foi que enfrentamos um adversário tão bom e bem arrumado quanto aquele perigosíssimo Sergipe, mas já não estamos jogando tão mal quanto naquele período. Os apagões já não são mais frequentes, a pegada está funcionando e o citado talento individual vem fazendo a diferença. Hoje, Luis Henrique reeditou alguns dos bons jogos que fez antes de sair daqui para a França. E o trio Eduardo, Sauer e Tiquinho eram o desafogo criativo para barrarmos o belo entrosamento do adversário, que não foi à final do campeonato gaucho mas deu muito trabalho aos grandes de lá.

E já na segunda etapa, vimos com alegria o super engraçado Junior Santos em campo, com suas arrancadas malucas, seus dribles que nunca dão certo mas com uma vontade que assusta defesas, tendo sido dele inclusive a jogada do segundo gol (os dois foram do Eduardo).

O teste para ver se a evolução do segundo semestre do ano passado vai ser para valer só vamos ter mesmo a partir de sábado, nos jogos do campeonato brasileiro.

Nota triste da partida: este tal do Di Plácido. É um jogador que destoa no elenco. Fraquíssimo, sem recursos, fraco e afobado na marcação, enfim, inútil. O paraguaio tem que estrear e é para ontem. 

9 de abr. de 2023

DECISÃO DA TAÇA RIO - FINAL

 Com vantagem, time recebe o
Audax em VRD e goleia

5x2



 
PRÉ JOGO

- Notícias

- Sem muitas novidades nesses dias pós vexame do jogo do Chile. Apenas o noticiado sobre a instalação de grama sintética também no campo anexo do Niltão. 
  
- Escalação:  


O time titular 


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O blog poderia dizer sobre este jogo apenas o seguinte:
Goleou um pequeno - não fez mais do que a sua obrigação.

O JOGO - Mas não foi uma goleada qualquer, como aquela contra o Brasiliense, na qual tudo deu certo para nós e quase tudo deu errado para eles. E também não foi um 5x2 ao acaso. Hoje deu (ainda) desgosto ver como o nosso sistema defensivo faz água (nos 2 gols deles e em algumas outras jogadas de perigo). Mas deu muito mais gosto ver como atletas que vieram pela fama já estão despontando, à frente deles, o excelente Gustavo Sauer e a nossa promessa de 2020 saída daqui às pressas para a França, Luis Henrique.

Luis está aos poucos recuperando o bom futebol que tinha na base e que o levou para o time de cima, numa bela estréia lá em BH contra o Galo em 2019, mas quanto ao Gustavo Sauer, nos fez parecer que temos um camisa 10 de muita qualidade. Não o conhecia. Dizem que foi isto que ele jogou na Europa e se for mesmo, estaremos bem.

Bom, estaremos bem no atual estado de coisas? Não é fácil dizer. Hoje, apesar do citado problema de defesa, a organização tática e as trocas de passes nem de longe lembravam a letargia e a bagunça tática de Aracaju, do jogo contra o Audax (o da semana passada) mas principalmente aquele fiasco do Chile (no jogo da quarta feira passada). O time lutou por cada bola, pouco errou passes (muito pelo contrário - trocava passes como se nunca tivesse jogado errando bolas de 2 metros) e só vimos este ritmo cair mesmo quando, após o desmonte do bom lado direito, que hoje foi servido pela boa atuação do Rafael e a partida (hoje, repito) soberba do Sauer, tivemos que terminar vendo  Daniel Borges e Carlos Alberto trombando por aquele setor, duas inutilidades que já passaram do tempo de serem enviadas para a Bélgica.

Os gols: Lucas Fernandes fez os dois primeiros (outro atleta que parece que vai vingar), Sauer fez os dois seguintes e numa escorada de cabeça de cobrança de falta, Sampaio fechou a conta.

Nota de destaque para o segundo gol do Sauer - quarto do jogo. Mereceria uma placa, não fosse a falha do goleiro

Não falei de Taça e título aqui, pois valorizar o fato de ser campeão desta modalidade de Taça Rio já cai lá no título deste texto: seria obrigação até para o time B reforçado por um goleiro decente. Valeu apenas para garantir a vaga na Copa do Brasil de 2024.

E foi isso. A goleada não veio ao acaso, veio do trabalho no campo. Nenhum jogador deles entregou jogadas que pudessem facilitar o caminho da vitória. Muito ao contrário, fizemos gols construídos, muito bem construídos diga-se a bem da verdade. Vamos esperar o que os titulares irão agora fazer lá no sul contra o Ypiranga.


Leia aqui como o Botafogo mudou o rumo da história do esporte no Brasil (e do futebol no mundo).
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