Mas o Botafogo continua vencendo, para desespero de quem queria outros times nesta situação.
BOTAFOGO 2x1 MADUREIRA
Em Moça Bonita.
O dia em que o sistema colocou Seedorf
para fora do campo.
Os gols do jogo - Lancenet - ISTO, NO FIM, É O QUE IMPORTA
Olá amigos alvinegros
O Botafogo veio para este jogo na casa do adversário (a partida foi em Bangu) sem Lodeiro e foi o toque que faltou ali no meio de campo para que pudéssemos passar com menos sustos por este ensaboado time do Madureira. Estávamos há 1 mês sem levar gol, com Mattos dando toda a consistência de que é capaz ali na cabeça de área já com a conhecida eficiência e chegamos para este jogo com a defesa menos vazada e o ataque mais positivo do campeonato.
Confesso que cheguei a pensar que seria mais fácil. Acho mesmo que o único time pequeno que poderia dar trabalho neste grupo foi este de hoje e então, não há mais o que temer em matéria de surpresas. Do jogo mesmo, pode-se dizer que quando Dória desviou para o gol aquela bola cruzada pelo Seedorf já aos 42 minutos de partida, fazia-se justiça no placar ao time mais encorpado, ao que mais investe, ao time grande. O “não pênalti”, apesar da pixotada dos 300 árbitros em demorar para tomar suas decisões, teve a anulação aceita como correta pois na jogada, Seedorf estava mesmo impedido, mas o que se reclama é a forma como o lance foi marcado: muita discussão, muita demora e a suspeita de interferência externa na anulação da jogada.
Eles passam a vida deixando o Souza quebrar quem quiser, passaram anos aqui dando condições para que Williams e Toró, no Flamengo, fizessem o que bem estivessem a fim de fazer em matéria de violência mas aí, vem uma situação confusa e o árbitro, em vez de se orientar, tenta crescer para cima do atleta mais visado, o que tem mídia o tempo todo. Conseguiu, o do apito, o seu intento de aparecer na mídia mundial neste final de semana. Se o juiz quisesse realmente mostrar serviço, além da expulsão dos atletas deles, deveria ficar atendo à violência com que se portaram na parte final do jogo.
Num todo, o time foi bem e até o Rafael Marques teve sua chance de marcar e, naquilo que já andam dizendo ser a sua verdadeira função em campo, ajudou o quanto pôde na distribuição de jogadas. O único a destoar de todos nesta partida foi o Lucas, que estava no seu “dia não”. Bolívar também deu hoje a sua pixotada aguardada, dando o passe para o gol deles. Em compensação, Fellype Gabriel na criação e Mattos no desarme fizeram mais uma bela partida.
E vou ser honesto em afirmar que, mesmo com o empate deles e aquele momento em que partiram para cima da nossa defesa, não deixei de acreditar na vitória em nenhum momento. O time encorpou mesmo e, se não está pronto ainda para a Copa do Brasil, está no caminho certo. Foi o que vi do jogo e para não dizer que reclamei além da conta, o General Bolívar errou na partida mas mostrou o seu lado de liderança ao procurar o árbitro no intervalo para, com classe e sem afobação, mostrar a insatisfação do time com a anulação da jogada do pênalti.
Vamos então agora aguardar a opinião do nosso bravo Carlos Henrique, que decerto virá com aquele texto esclarecedor, marca registrada do blog.
Amigos, domingo em família, churrasco fora de casa, e consegui eu e os dois bravos botafoguenses daqui de casa assistir o jogo numa TV de 21 polegadas, com antena interna. Ou seja, com carne passando e imagem ruim, a visão do jogo fica bastante limitada.
Dada a desculpa, vamos ao jogo. O Botafogo iniciou com a natural relaxada que a situação do estadual leva a ter, mas mesmo assim sabendo atacar e dominar a partida. E isso contra um Madureira bem armado, querendo ocupar os espaços do pequeno campo de Moça Bonita e sair no contra-ataque.
Sabendo se impor, as jogadas iam saindo. E num lance fortuito a bola encontrou Seedorf impedido, que soube dominar e passar para Rafael Marques por trás do zagueiro, que não teve dúvidas em fazer o pênalti. Pênalti marcado, Seedorf pronto para fazer a cobrança, e "seu Fulano" foi e pegou a bola, marcando o impedimento, com "somente" uns 2 a 3 minutos de atraso. Mas é o que se diz, antes um acerto atrasado, do que um erro rápido.
Seguimos dominando, e no final o gol saiu, bola alçada na área e Dória desviou na cara do goleiro. Fomos para o intervalo com o confortável 1 a 0.
E voltamos com vontade, marcando em cima, e parecia questão de tempo o segundo sair. Mas o Madureira resolveu sair e a partida ficou no "lá e cá", e num vacilo da zaga, que não foi só erro do Bolívar, o experiente Jean ficou cara-a-cara com Jefferson, que saiu bem, tocou na bola, mas ela bateu no joelho do Jean, configurando o drible. Gol escancarado, e Jean praticamente entrou com bola e tudo.
Mas o Madureira mostrou que queria era empatar, recuou, e com o espaço dado o Botafogo voltou a dominar. E em bela jogada pela direita, Lucas enfiou para Rafael Marques, que disputou com o goleiro, e a bola sobrou para Seedorf, o personagem do jogo, marcar o seu. 2 a 1 e parecia tudo bem.
No final do jogo entrou Bruno Mendes, que levou um tremendo chute por trás, que resultou na expulsão do jogador do Madureira. Estava até aí o jogo meio que equilibrado novamente, então parecia fim do jogo.
Seguimos dominando, mas antes do apito final, tivemos mais um show.
15 minutos de fama
Já nos acréscimos, em lance que nem vale a pena descrever, "seu Fulano" resolveu conquistar seus 15 minutos de fama. Qual o nome do "seu Fulano"? Eu não sei e nem faço questão de saber. É claro que faltou a Seedorf a malandragem de entender o que estava para ser feito. Faltou perceber que ele era a pessoa ideal para os 15 minutos de fama.
Hoje, "seu Fulano" pode colocar no currículo que foi o primeiro árbitro a expulsar Clarence Seedorf. Vai dar entrevistas, vai se explicar, vai mostrar "autoridade", vai exigir respeito, e como as celebridades do BBB, será esquecido. Até aprontar qualquer outra coisa para poder aparecer.
Qual o impacto disso? Sinceramente nenhum. Já estava na hora do Oswaldo de Oliveira poupar o Seedorf, e a partida contra o Friburguense seria uma boa opção. Precisamos do Seedorf contra o Vasco e contra o Sobradinho. Sim, contra o Sobradinho, que acredito ser mais fraco do que este arrumado Madureira, mas que devemos entrar pensando em vencer por mais de dois gols. Ou vencer sem tomar gols.
Então, vira a página e guardemos o lugar certo do "seu Fulano" na história: o anonimato.
Abraços!